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Segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central, as projeções do mercado para a inflação em 2025 recuaram pela sétima semana consecutiva. A estimativa para o IPCA no ano passou de 5,18% para 5,17%. Já a média pelo câmbio em 2025 caiu de R$ 5,70 para R$ 5,65. A projeção do PIB ficou em 2,23%. Acompanhe a análise da economista Carla Beni, Acacio Miranda e Márcia Dantas.

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Transcrição
00:00Agora a gente continua falando também de economia, porque segundo o relatório Focus, divulgado hoje pelo Banco Central,
00:06as projeções do mercado para a inflação em 2025 recuaram pela sétima semana consecutiva.
00:13A estimativa para o IPCA no ano passado, vamos abrir aqui então no telão os dados, passou de 5,18% para 5,17%.
00:22Já a média de câmbio em 2025 caiu, olha só, de 2,23% para 2%, na verdade se manteve, esse é o PIB que se manteve.
00:31A média de câmbio, ela caiu um pouquinho, de 5,70% para 5,65%.
00:39E tem a Selic também que se manteve em 15%.
00:43A Carla Beni volta com a gente agora para comentar um pouquinho esse recuo da inflação e essa estabilidade do PIB, dos números da economia.
00:52Mesmo com tantas movimentações no mercado internacional e na política, Carla, você acredita que nos próximos meses o Brasil vai continuar com essa estabilidade?
01:02A expectativa é essa, inclusive o boletim Focus, eu costumo brincar nas minhas aulas, Marcia, que ele é igual o Waze, porque ele vai corrigir na rota.
01:11Então toda segunda-feira ele corrige a rota.
01:13E exatamente o que ele tem feito é mostrado, sinalizado uma redução do processo inflacionário, uma manutenção da taxa Selic, a 15% que está elevadíssima,
01:26e é isso que puxa o PIB do ano que vem para baixo.
01:29Todavia, a gente ainda continua com uma economia resiliente, o que é uma coisa importante, porque a gente tem que pensar em emprego e tem que pensar em renda,
01:41porque é isso que move a economia.
01:43Então mesmo a taxa de juros estando elevada, a gente tem uma economia que ainda está com uma atividade bem importante.
01:51Selic, não vai cair não? Vai continuar tão alto assim, mesmo com uma pressão de todos os lados ali?
01:57E Carla, o que você analisa?
01:59A Selic está muito elevada, a taxa real de juros do Brasil é completamente fora de qualquer propósito,
02:07mesmo sob a ótica fiscal e tudo.
02:09E a ideia, se você pegar o boletim Focus para 2026, a projeção é 12,5%.
02:17Então, como a gente está com 15% e final de 2026 estão projetando 12,5%,
02:23há realmente uma grande chance, Márcia, da gente entrar agora numa trajetória de redução da taxa Selic pelo Banco Central.
02:32A intensidade que vai ser determinada muito também pelo cenário internacional.
02:39Também uma projeção para 2028 que eu vi do boletim, que aí já cai para 10%, 10, alguma coisa.
02:44Então a projeção realmente é positiva nesse sentido.
02:47Carla Beni, muito obrigada, economista, sempre participando com a gente aqui na Jovem Pan.
02:52Muito obrigada pelas informações.
02:54A gente inclui também nessa conversa agora a Cássio Miranda.
02:57A Cássio, com o governo aí muito instável ainda, com as brigas de narrativa,
03:03isso pode afetar de alguma forma a economia?
03:05Porque o governo também está fazendo vários anúncios, por exemplo,
03:08para colocar um pouquinho mais a classe média do lado do governo,
03:12aquele anúncio lá também de tirar o imposto de renda até 5 mil reais.
03:16Como é que vão ser essas estratégias até 2026, quando vai ter eleição?
03:21Márcia, você citou as duas grandes fragilidades do governo federal.
03:25A fragilidade na comunicação.
03:28O governo tem muita dificuldade em conversar com a população,
03:33em mostrar para a população quais vêm sendo as políticas adotadas.
03:38E, em segundo lugar, há uma grande dificuldade econômica.
03:42Primeiro porque o mercado torce o nariz para o fato do governo não alcançar o que nós chamamos de teto fiscal.
03:51O governo tem extrapolado o teto fiscal e isso não é visto com bons olhos pelo mercado.
03:58Não é visto como algo estável.
04:01E isso acaba refletindo, em outras circunstâncias, como é o caso que a Carla bem disse, a inflação.
04:07E é óbvio, a economia, a inflação, o aumento dos preços no supermercado,
04:15o aumento do preço da gasolina e de todos aqueles produtos que são consumidos no dia a dia,
04:21pioram o ânimo do eleitor.
04:23E é óbvio que, diante disso, o eleitor acaba não tendo uma tendência em votar no governo atual.
04:31Fato é que os índices do governo Lula estavam caindo da mesma forma que os preços estavam aumentando.
04:40Nós dissemos, e vale reiterar, até a semana passada,
04:44porque o tarifaço deu uma sobrevida, pelo menos momentânea, ao governo federal.
04:51As pessoas esqueceram os aspectos relacionados à comunicação,
04:54esqueceram os aspectos relacionados à economia interna
04:59e focaram, e focaram muito no tarifaço.
05:03O governo está surfando essa onda.
05:05Resta saber até quando conseguirá surfá-la
05:09e isso ajudará nos índices de avaliação do governo federal.
05:15Obrigada, Cássio Miranda, pela análise.
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