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Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00O que é o Natal?
00:30O que é o Natal?
00:31O que é o Natal?
00:32O que é o Natal?
00:33A gente se encontra todo dia, Nenê.
00:34Tá bom.
00:35Se a gente não fizer festa,
00:36a gente vai passar o Natal em Governador Valadares
00:38com as minhas primas e o tio Juvenal.
00:39Tudo bem?
00:40Eu vou pedir dinheiro emprestado.
00:45Bom dia, Lineu. Bom dia, dona Nenê.
00:47O que vocês vão querer?
00:48Nada.
00:49Quer dizer, eu quero um pastel.
00:51Não é só um pastel que a gente quer.
00:54É verdade.
00:55A gente quer dois pastéis.
00:56Um pra mim e um pra ela.
00:57Lineu, deixa comigo.
00:59Beissola.
01:00Sim.
01:01Beissolinha, há quanto tempo a gente se conhece?
01:03Ah, dona Nenê, há muito tempo.
01:05Desde que a minha santa mãezinha ainda era viva.
01:07É.
01:08É mesmo.
01:09E depois que ela morreu, Beissola, quem que cuida de você?
01:13Quem que, assim, ouve você quando você tem problemas?
01:17Ah, só vocês, é claro.
01:19Vocês são a minha família.
01:20O Lineu é como se fosse meu irmão.
01:23E a senhora...
01:24Puxa do meu bem.
01:26A senhora, eu nem sei o que dizer.
01:28Beissola, que farinha é essa, hein?
01:30Ah, Lineu, pelo amor de Deus, nós estamos no meio de um assunto muito importante.
01:34Mas isso também é muito importante.
01:36Essa farinha parece estragada.
01:37Não, não, não é farinha não, Lineu.
01:39É a minha santa mãezinha.
01:41Eu coloquei ela aí pra lavar a urna, como eu faço todo ano antes do Natal.
01:45Cinzas ao lado de alimento?
01:47Isso é muito irregular.
01:48Ah, não, Lineu.
01:49Pelo amor de Deus, o que você tá fazendo, Lineu?
01:51A gente veio aqui pra pedir um empréstimo.
01:53Empréstimo?
01:54É, coisinha pouca.
01:56Cem reais.
01:57Cem reais de empréstimo?
01:58Cem reais de multa.
01:59Desculpe, Nenê, mas é a minha obrigação.
02:02E é a minha obrigação fazer uma festa.
02:04Você se vira pra arrumar o dinheiro, tá?
02:06O dinheiro...
02:12Marilda, rabanada se faz com pão de forma.
02:16Mas pra quê que você quer saber?
02:17Não é sua mãe que faz a cena no Natal?
02:19Não, não.
02:20Esse ano eu e o Tinha decidimos fazer o Natal lá em casa.
02:23Ah, é?
02:24Sua mãe sabe disso?
02:25Não.
02:26Ainda é cedo pra falar pra ela.
02:28Cedo?
02:29Hoje é dia 24, Bebel.
02:31Cedo, de manhã.
02:33De tarde eu conto pra ela.
02:35Marilda, Bebel, eu acho bom vocês nem almoçarem hoje,
02:39porque a cena de Natal vai ser um banquete.
02:41Não vai ter coisa que vocês nem imaginam.
02:43Vai ter rabanada de pão de forma?
02:45Ah, Deus me livre, Marilda.
02:47Na cena da Bebel vai ter.
02:48Marilda!
02:52Mãe, vem cá um pouquinho.
02:54Mãe, sabe o que que é?
02:56É o seguinte, mãezinha.
02:57Eu e o Tinho, a gente tava pensando.
03:00Poxa, a gente se mudou esse ano pra uma casa nova, ali do ladinho da sua.
03:06Então, por que não?
03:07Por que não, Bebel?
03:09Porque o Natal, a ceia de Natal sempre foi lá em casa.
03:12Não tem porque mudar isso.
03:14E você não acha que fazer todo ano a mesma coisa é meio chato?
03:17É chato, Bebel?
03:18Você tá dizendo o quê?
03:19Que a ceia de Natal na minha casa é uma coisa chata?
03:20É chato?
03:21É que a menina acabou de montar a casa com o marido, neném.
03:24Eles querem comemorar.
03:25Deixa ela fazer a ceia na casa dela?
03:27Ah, claro.
03:28Claro, imagina.
03:29É lógico, Bebel.
03:31Claro, você pode fazer a ceia de Natal na tua casa.
03:33Obrigada.
03:34Inclusive porque ceia de Natal, mas tá assim, o maior trabalhão.
03:38Tem que comprar bebida pra todo mundo, peru, castanha, noz, avelã.
03:44Tem que fazer muita comida, Bebel, mas muita comida.
03:47Porque faz assim, ó, um montão, mas um montão de gente.
03:50Aí tem que arrumar a casa toda, tem que chamar as pessoas, o Beissola, o tio Juvenal, Mendonça.
03:58E o pior?
04:00Tem pior.
04:01O dia seguinte.
04:02Ah, Bebel.
04:03O dia seguinte a gente acorda assim, de ressaca, porque tomou muito vinho na ceia.
04:08Aí quando olha, tá assim, aquela casa imunda, mas imunda, uma nojeira, aquela casa,
04:13mas aquela casa assim, horrorosa, e você tem que limpar, você tem que limpar a casa inteira, Bebel.
04:18Ai, nossa, Belzinha.
04:20Boa sorte, meu amor, boa sorte mesmo, tá?
04:23Obrigada.
04:25Tchau, Marilda.
04:28Você viu?
04:29Você tá vendo o que que ela fez?
04:30Jogou tudo nas minhas costas.
04:32Pelo menos agora você sabe que rabanada não se faz com pão de forma.
04:40Ô, comporzão, essa árvore aí tá tão velha que nem os cupidos tô querendo mais ela.
04:44Ô, Tuco, respeite a tradição.
04:46Essa árvore está com a nossa família há 20 anos.
04:48O que significa que há 20 anos você não compra uma árvore nova, né?
04:56Alô.
04:58Oi, um minutinho de...
05:00Pãozão, volte o mala.
05:02Ih, meu Deus, ele deve tá querendo vir pro Natal, diz que eu não sou.
05:05Ah, diz você, ué.
05:07Tô.
05:10Alô, quer o tio Juvenal?
05:12Não, é o Papai Noel, imbecil.
05:15Como é que vai, Governador Valadares?
05:17Eu não estou em Governador Valadares, eu estou indo pra sua casa.
05:20Péssimo.
05:21O ônibus quebrou e eu não sei se vou conseguir chegar.
05:24Ah, que ótimo.
05:27E em que ponto da estrada o senhor está?
05:29Eu estou ao lado de um...
05:31Eu sei lá em que lugar da estrada eu estou.
05:33Se você não vier me buscar, eu não vou conseguir chegar pro Natal da Nenê.
05:37Não, não, não.
05:38Pode deixar que eu vou avisar ela.
05:40Isso.
05:41Avisa também que ela casou com um imbecil.
05:44Feliz Natal pro senhor também.
05:45Ei, Agostinho.
05:46Ei.
05:47Pera aí, pra que esse monte de tijolo?
05:48Isso aí é pra nossa churrasqueira.
05:49Não vai falar mal dela assim não, hein.
05:51Que churrasqueira?
05:52Ué, churrasqueira aí do Natal.
05:53Eu já comprei tudo.
05:54Já comprei tijolo, já comprei o carvão, já comprei a cerveja.
05:57Copinho de próstata, você não tem que ficar lavando louça.
05:59Que isso?
06:00Você chamou isso de Natal, Agostinho?
06:01É.
06:02É.
06:03Que churrasqueira?
06:04Ué, churrasqueira aí do Natal.
06:05Eu já comprei tudo.
06:06Já comprei tudo.
06:07Já comprei tijolo, já comprei o carvão, já comprei a cerveja.
06:09Copinho de próstata, você não tem que ficar lavando louça.
06:12Que isso?
06:13Você chama isso de Natal, Agostinho?
06:14Churrasquinho no tijolo com cervejinha no copo de prástico.
06:17Tá maluco, né?
06:18Eu quero Natal tradicional, Agostinho Carrara, com direito a ceia.
06:21Perua, avelã, nozes, tudo isso.
06:25Tá maluca?
06:26Isso é uma fortuna.
06:27É o preço do Natal, neguinho.
06:36Nenêzinho aqui.
06:38Engolinho, engolinho.
06:39Vai, vai, vai.
06:40Blu, blu, blu, blu.
06:43Limeuzinho, feliz Natal, feliz.
06:46Ah, eu quero te apresentar uma nova colega de trabalho.
06:49Como é seu nome?
06:51Maria.
06:52Maria Padilha.
06:53Que nem a atriz?
06:55Não, que nem a Pombagira.
06:57Pombagira?
06:58A companheira de Exu no candomblé.
07:00Exu, candomblé?
07:01Não acredito.
07:02Tudo bem, eu também não acredito que você seja o Papai Noel.
07:05Pombinho, Pombinho.
07:07Dá um tempinho aqui que eu tenho um particular com o Limeuzinho.
07:10Vem cá, Limeuzinho.
07:11Vem cá, Limeuzinho.
07:12Vem cá.
07:13Eu me enrolando com uma mulher que é macumbeira.
07:17Já pensou que ela roga uma fraga pra cima de mim, meu irmão?
07:20Hein?
07:21Então, quem vai rogar uma fraga em cima de você é a Marilda.
07:23Quando souber que você está aprontando.
07:25Limeuzinho, eu sou o chefe da repartição.
07:27Eu tenho que receber bem os novos funcionários.
07:29Nossa, me dá um tempo.
07:30Eu já tenho preocupação demais do que pensar.
07:33O que que é?
07:34Fala, fala.
07:35Fala aqui pro bom velhinho, fala.
07:37Limeuzinho, o problema é que eu não tenho dinheiro.
07:40A nenê quer fazer uma festa de Natal e eu não posso bancar.
07:43Limeuzinho, você já pensou em pedir emprestado pra um amigo?
07:48Você me emprestaria?
07:50Você me chamou de amigo.
07:53É o melhor presente de Natal que eu poderia receber na minha vida.
07:57Limeuzinho, eu te amo.
07:59Mendoza, pelo amor de Deus, fala baixo. As pessoas podem ouvir.
08:01Eu não tenho vergonha dos meus sentimentos.
08:03Nossa, eu não sei de convivência.
08:04Com licença, pessoal.
08:05Eu confesso.
08:06Eu amo este homem.
08:08Por favor.
08:09Eu amo este homem.
08:12Eu amo este homem.
08:13Calma essa boca, meduca.
08:19Oi.
08:20O que você tá fazendo, nenê?
08:23Ué, tô preparando a ceia de Natal.
08:25Arranjo todo.
08:26Você não tá vendo?
08:27Você não tá preparando a ceia na casa errada, não?
08:29A ceia não vai ser na casa da Bebel?
08:30O que que é na casa da Bebel?
08:32Eu tô ralando aqui à toa, é?
08:33Ai, filho, não é a toa, não.
08:35É que de repente, sei lá, pode dar alguma coisa errada na casa da Bebel.
08:39É, mas você já disse isso pra eles?
08:41E qual é o problema, Marilda?
08:43É que se de repente a Bebel e o Agostinho não derem conta do recado assim,
08:46de organizar uma ceia, eu tenho que estar preparada.
08:49Oh, Marildinha, isso quer dizer que eu me preocupo com eles.
08:52Não, isso quer dizer que você não acredita neles.
08:54Não, isso só prova que vai dar uma grande de uma confusão.
08:58Olá.
08:59Boa tarde, Marilda.
09:01Boa tarde.
09:02Nenê, eu vim pegar você pra gente ir no supermercado.
09:05Ai, tá.
09:06Marildinha, fica à vontade aí, aqui ainda tem um monte de coisa pra eu comprar.
09:09Ah, vou comprar as avelãs que você gosta, tá?
09:11Não, não, não, não preciso comprar avelã.
09:13Ótimo, menos o item na lista.
09:15Oh, Nil, você cortou a avelã da lista?
09:17Claro, claro, a Marilda é a única que gosta e diz que não precisa.
09:20Não, senhor.
09:21Vai ter a avelã na ceia de Natal, tá aí.
09:25Nenê, o que não vai ter na ceia de Natal é a Marilda.
09:27Vim aqui pra dizer que eu não venho.
09:29Corta a avelã.
09:31Que história é essa, Marilda?
09:32É que eu vou passar o Natal na casa de uma tia.
09:36Na casa de uma tia?
09:37Ô, Marilda, quando a gente tem uma tia, a gente vai passar o Natal na casa da tia fulana,
09:42não na casa de uma tia.
09:43Não tem uma tia chamada fulana.
09:45Marilda, conta essa história direito.
09:46Não, é que na verdade...
09:48Na verdade?
09:49Ô, Marilda, Marilda, você tá mentindo.
09:52E quando a gente fala a verdade, a gente não precisa dizer que é verdade.
09:55É que eu não quero me encontrar com o Mendonça.
09:58É, qual o problema, então? O Lineu não convida o Mendonça.
10:01Eu já convidei.
10:02Ah, desconvida.
10:03Eu não posso fazer isso.
10:04Ele me ajudou.
10:05Foi ele que me emprestou o dinheiro pra fazer as compras.
10:07Como é que eu vou te convidar ele?
10:08Ah, sei lá, Lineu.
10:09É, inventa uma mentira.
10:11Nenê, eu nunca menti na vida.
10:14Lineuzinho, pra tudo existe sempre uma primeira vez.
10:20Marilda, espero você aqui às oito, tá?
10:23Ai de você se você não aparecer.
10:32Não tá querendo encontrar o Mendoncinha por quê, hein, Marilda?
10:35Não quero encontrar o Mendonça porque eu tô saindo com outro.
10:37Com outro quem?
10:38Com você, seu idiota.
10:40Ô, Marilda, a gente não tá saindo.
10:42A gente tá namorando.
10:43Não, a gente não está namorando.
10:45Eu tô te dando uma chance pra gente se conhecer melhor.
10:48Ah, Marilda, a gente já se conhece há vinte anos.
10:50É, mas eu te conheço há vinte anos como o filho da minha melhor amiga, né?
10:53A gente agora tá se conhecendo assim de uma maneira diferente, né?
10:56Assim, pra quem sabe, talvez um dia, de repente, a gente possa ter alguma coisa.
11:05O presente é esse?
11:06O presente não é o presente de minha tia.
11:07Tia fulã, né?
11:08Essa loja aí é loja de homem.
11:09Pra quem que é esse presente, Marilda?
11:11É pra você que eu não queria falar agora.
11:14Tardinha.
11:21Tem certeza que isso é pra mim, Marilda?
11:23Isso aqui é a cara do Mendonça.
11:25É do Mendonça.
11:26É porque eu não terminei o namoro oficialmente com ele, entendeu?
11:30Aí como toda namorada oficialmente dá presente pro namorado,
11:34eu comprei isso pra dar pra ele, entende?
11:36Só não entendo porque que você dá muito mais chances pro Mendonça que pra mim.
11:50Ô, Lineuzinho, ó. Cadê as avelãs?
11:53Não tava na lista, né, Nenê?
11:55Não tava porque cê riscou, né, Lineu?
11:57Ó, Nenê, agora é tarde. Eu já paguei e depois ninguém gosta de avelã, Nenê.
12:01Ué, a Marilda gosta. E eu gosto da Marilda.
12:04Lineu, vai buscar as avelãs, tá?
12:06Não acredito.
12:07Então vai.
12:16É, mãe?
12:17O que tá fazendo aqui, mãe?
12:19Não faz nada.
12:20Eu devia fazer assim umas comprinhas pro dia a dia, tá?
12:23Dia a dia nada, bebê. Ó, que panetone, ó.
12:26Aquelas coisas cristalizadas, coisa de Natal.
12:28Isso aí é compra de Natal, dona Nenê.
12:30Ô, mãe, vocês vão fazer uma ceia também, é isso?
12:32Não, claro que não. Na verdade, Bebel, é que era pra ajudar na ceia de vocês.
12:40Não precisa, mãe. Não precisa. Pode deixar que a gente resolve tudo sozinho, tá?
12:44Bebel.
12:45Ai, Bebelzinho, eu não queria ofender vocês.
12:47É, mas ofendeu, dona Nenê. Ofendeu pra caramba.
12:50Mas vamos deixar tudo numa boazinha.
12:52Uma maneira de consertar é que já só comprou, não tem como dizer.
12:56Ah, vamos ficar lá pra cá. Pô, muito bem. Foi ótimo.
12:58Obrigada.
12:59A gente ia comprar pra não ter se preocupado, mas também não vamos fazer essa desfeita, né?
13:03Não. Obrigada, mãe.
13:04Obrigada.
13:05Obrigada.
13:11Ué, cadê as nossas contas?
13:13Lineuzinho, eu posso explicar.
13:15É que a rua Agostinho...
13:16Pode deixar, Nenê. Já explicou.
13:20Cadê o presente da maridinha, meu Deus do céu?
13:22Minha Nossa Senhora.
13:34Ai!
13:35O que é isso, minha filha? Tira essa roupinha, tira!
13:40Por quê? Vai dizer que não gostou.
13:43Gostei, mas não é pra você.
13:45Não é pra você.
13:46Não?
13:47Não, não. É que ela está um pouco larga.
13:49Não é pra você. Nós temos que tirar pra trocar. O número está errado.
13:52Mendonça.
13:53Ei.
13:54Você comprou essa roupa pra outra mulher?
13:55Claro que não, meu benzinho. Eu sou homem de uma mulher só.
13:58Ai, biu.
14:00Agora vai tirar a roupita antes que chegue alguém, tá?
14:03Vai por aqui. Vai lá no banheiro que eu te espero.
14:07Ai, meu Deus do céu.
14:09Mendonça!
14:10Marilhinha! O que você está fazendo aqui?
14:12Eu vim entregar seu presente de Natal.
14:14Ah, adorei. Adorei. Agora mais tarde eu entrego o seu.
14:17Adorou como, criatura? Você nem abriu.
14:19É que eu confio no seu gosto, né?
14:21Agora vamos embora antes que seja tarde demais.
14:24Tarde demais pra quê?
14:25Moça, me ajuda aqui com esse laço.
14:28Pra isso, ó.
14:30Que isso?
14:31Trata-se de seu presente de Natal.
14:33Quer dizer, a roupita, né? O manecã não?
14:35O manecã...
14:38Meu Deus do céu!
14:39Pregui de Natal!
14:40Ai, tu morreu!
14:41Ai, tu morreu!
14:42Ai, tu morreu!
14:43Ai, tu morreu!
14:44Peraí, Alcine!
14:46Devolve as minhas compras!
14:47Ei, peraí, pai!
14:48Essas compras são nossas!
14:49De vocês, uma ova!
14:50Quem pagou fui eu!
14:51Ai, Lineuzinho!
14:52Não vamos falar de dinheiro!
14:53É Natal!
14:54Olha aqui, Nenê!
14:55Eu me humilhei pedindo dinheiro emprestado pra fazer essas compras!
14:57E não fui pra ninguém chegar aqui e roubar as nossas compras!
14:59Pera lá!
15:00Ninguém roubou nada não!
15:01Dona Nenê deu pra gente!
15:02Você deu as nossas compras?
15:03Ah, dei, né, Lineu!
15:04Como é que eu ia dizer pra eles que a gente ia fazer uma ceia lá em casa?
15:06Como é que é, mãe?
15:07Você ia fazer a ceia na sua casa?
15:08Ia!
15:09Ia, Bebel!
15:10Pronto!
15:11Falei!
15:12Mas eu já desisti, já desisti!
15:13Nós vamos passar o Natal com vocês!
15:14Na ceia de vocês!
15:15Na casa de vocês!
15:16Não, essa não, Nenê!
15:17O Natal vai ser na nossa casa!
15:18Esses dois aí não sabem nem fazer um café da manhã quanto mais uma ceia!
15:20Ô, Bebel!
15:21Seu pai está nos ofendendo!
15:22Eu só não vou devolver as compras!
15:24Que é pra Dona Nenê não fazer desfeita a ela!
15:25Não!
15:26Quem tá humilhando a gente é a mamãe!
15:27Porque o papai, pelo menos, ele fala o que ele pensa!
15:28Não finge que acredita em nós!
15:29Pra depois ficar tramando tudo diferente pelas nossas costas!
15:30Pode ficar com essas compras!
15:31Pelo menos, a gente recuperou as nossas compras!
15:34Pelo menos, a gente recuperou as nossas compras!
15:37Não é só não.
15:38Não é só não vou devolver as compras, que é pra Dona Nenê não fazer desfeita a ela!
15:40Não!
15:41Quem tá humilhando a gente é a mamãe!
15:42Porque o papai, pelo menos, ele fala o que ele pensa!
15:44Não finge que acredita em nós!
15:45Pra depois ficar tramando tudo diferente pelas nossas costas!
15:47Pode ficar com essas compras!
15:48Bom, pelo menos a gente recuperou as nossas compras de Natal.
16:03Natal?
16:04Que Natal, Lineu?
16:07Não vai ter Natal nenhum.
16:18Esta família é muito unida, e também muito oriçada.
16:31Brigam por qualquer razão, mas acabam pedindo perdão.
16:38Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha, eu também sou da família, também quero pirraçar.
16:42Catuca pai, catuca mãe, catuca filha, eu também sou da família, também quero catucar.
16:47Catuca pai, mãe, filha, eu também sou da família, também quero catucar.
17:13Que malas são essas, nenê?
17:14A gente vai passar o Natal em Governador Valadares.
17:17De jeito nenhum, nenê.
17:19Aqui tem tudo pronto em casa.
17:21Temos panetone, temos castanhas, avelãs.
17:26Só está faltando o peru que foi roubado das nossas compras.
17:30Ô, Lineu.
17:31A Lineu do peru você sente falta, né?
17:34Mas a sua própria filha não faz falta, não?
17:37Claro que faz, nenê.
17:39Claro que faz.
17:40Mas assim que a gente colocar comida na mesa, o Agostinho e a Bebel vão vir correndo.
17:45Não, não, Lineuzinho.
17:47Ele agora é diferente.
17:49A Bebel tem a casa dela.
17:52Ela não precisa mais da gente.
17:53Calma, nenê.
17:55Calma.
17:55Mesmo que o Agostinho e a Bebel não tenham, ainda tem o Tuco.
17:58Nós precisamos fazer essa festa pelo menos por ele, nenê.
18:02Ó, o Tuquinho não vai estar com vocês.
18:04O Tuquinho vai pra São Paulo passar o Natal com o filhinho dele.
18:09Feliz Natal, popozão.
18:11Ô, meu filho.
18:12Feliz Natal, viu?
18:13Ô, meu filho.
18:14Feliz Natal.
18:20Viu, Lineu?
18:22As coisas mudaram.
18:25Agora é cada um pra um lado.
18:29E nós, nenê?
18:30A gente vai pra Governador Valadares.
18:38Governador Valadares?
18:40Lá, pelo menos, a gente não fica sozinho, né?
18:43Nem as minhas primas.
18:45E o Tio Juvenal.
18:47De jeito nenhum.
18:49Eu não vou desistir tão facilmente.
18:51Nós vamos ter nosso Natal, sim.
18:53Ai, Lineuzinho, então traz a nossa família de volta.
18:56Pode fazer a ceia, nenê.
18:58Deixe tudo comigo.
18:59Eu vou trazer todo mundo, custa o que custar.
19:13Tuco.
19:14Tuco.
19:16Tuco.
19:17Você não vai pra São Paulo?
19:18Vou sim, popozão.
19:19Antes eu até tinha um motivo pra ficar, mas depois que eu vi que isso ia rolar, talvez, um dia, de repente, quem sabe.
19:26Isso é muito pouco pra mim, entende?
19:27Não, não entendi.
19:28Mas, mesmo assim, eu não quero que você vá.
19:30Tuco, é muito importante pra sua mãe passar o Natal junto dos filhos.
19:33Ela nunca passou o Natal sem vocês?
19:35Sempre há uma primeira vez, né?
19:37Tuco.
19:37Você vai deixar sua mãe sozinha?
19:41O tio Juvenal vem aí.
19:42É que ele não vem mais.
19:46Por que não?
19:47Ah, que aconteceu uma coisa com ele.
19:51Que coisa?
19:51Ah, na verdade, Tuco, o tio Juvenal morreu.
20:01O tio Juvenal morreu?
20:03Mas você não falou com ele?
20:04Ele não tava na estrada?
20:05Pois é, Tuco.
20:06Pois é.
20:06Você vê como é que são as coisas, né?
20:07O ônibus já estava chegando no Rio.
20:11Aí veio um caminhão.
20:12Uma tragédia, uma tragédia, Tuco.
20:15O enterro vai ser amanhã em Governador Valadares.
20:19Caraca, a mamãe vai ficar péssima quando souber dessa notícia.
20:22Pois é, Tuco.
20:23Pois é.
20:24Então é melhor a gente só contar pra ela amanhã.
20:28Pra não estragar a festa de Natal, né?
20:41Bebel, Bebel.
20:42Vem pro nosso Natal, Bebel.
20:45Que Natal?
20:46Eu, você e o Jurasco?
20:49Bebel, não é não.
20:52Nossos convidados estão aqui, Bebel.
20:54Vem.
21:04Que convidados?
21:05É, o Beixola é a mãe dele.
21:07Feliz Natal pra todos.
21:09Que isso?
21:10Que isso?
21:11Não liga, Beixola, não perdoe.
21:13Ela fica muito emotiva nessas datas.
21:14O que tá acontecendo aqui?
21:15Ah, sua filha resolveu ter um fone quinto na noite de Natal, né?
21:19Bebel.
21:20Bebel, minha filha.
21:20É seu pai.
21:21Abra a porta, por favor.
21:23Bebel.
21:25Oi.
21:26Bebel.
21:26Pai, o meu Natal vai ser uma droga, pai.
21:35Eu mostro também, minha filha.
21:36Meio e da sua mãe, se você não passar com a gente.
21:39Filha, põe o que vocês quiseram com a gente.
21:41Agostinho, Natal não é hora de brigar.
21:43É hora de perdoar.
21:44Então, menino, você poderia perdoar as mudas que você aplicou na minha pastelaria?
21:48A culpa dessa briga toda é da mamãe.
21:52Ela falou que eu podia fazer o Natal aqui em casa e depois pôr lá, armando a festinha
21:57dela pelas minhas costas.
22:00Minha filha, todo mundo erra.
22:02A sua mãe errou.
22:04Mas se você não passar o Natal com ela, Bebel, o erro pode ser maior ainda.
22:10Por quê?
22:11O que tá acontecendo com a mamãe?
22:13Com a sua mãe, nada.
22:14Não é?
22:16Mas...
22:17A nenê não pode saber.
22:20Mas o tio Juvenal...
22:23Ah, isso aí nasceu torto já.
22:24O que aconteceu com o tio Juvenal, pai?
22:26A nenê não pode saber, minha filha.
22:29Viu?
22:30Mas, na verdade...
22:33Ai...
22:34Ai, eu acredito que nós estamos aqui todos juntos novamente.
22:39A gente nunca ia te abandonar na hora dessas, né, mãe?
22:41Como assim?
22:43Eu proponho um brinde.
22:44Ó, o falecido.
22:45Que falecido?
22:46Ah, o Mário, o gato do Beixola que morreu esse ano.
22:49Ai, gente, eu não vou brindar...
22:50O gato morto, desculpa, Beixola.
22:53Vamos fazer o seguinte?
22:54Vamos brindar a união da nossa família.
22:57Que isso, Bebeu, Bebeu, o que que tá acontecendo?
23:02Parece que não é alguém.
23:04Nada, mãe, desculpa, é que ele podia estar aqui com a gente hoje.
23:08Ele quem?
23:08O Agostinho.
23:09O Agostinho não vem.
23:10Pelo menos uma boa notícia hoje, né?
23:12Ai, gente, ele vai passar o Natal lá sozinho?
23:15O Peru tá com ele, nenê.
23:17Ah, não, eu vou falar com ele.
23:18Ah, não, isso não tá certo.
23:19Gente, espera só um instantinho que eu vou falar com ele.
23:21Mas não adianta, não adianta, mãe.
23:23Eu já tentei falar...
23:24Ginobel, ginobel, acabou o papel.
23:28Não faz mal, não faz mal.
23:31Feliz Natal!
23:32Merdoça!
23:33Agora a festa tá completa.
23:34Marilda e o namoradinho dela.
23:36Ex-namorado, ele veio me seguindo até aqui.
23:39Peraí, você pode não me querer, pode querer até me expulsar.
23:42Mas acontece que eu sou amigo do dono da casa do Linê.
23:45O Linê também não quer que você fique aqui.
23:47É mentira, é o Linê que me convidou.
23:49É, mas a nenê mandou desconvidar.
23:50Ele não ia fazer isso.
23:53Ia isso.
23:53Na verdade, Mendoza.
23:55Ia.
23:56Linelzinho, eu te empresto dinheiro pra você fazer essa baita festa.
24:01É assim que você retribui?
24:03É, seu mau caráter.
24:05Você está me chamando de mau caráter, Mendoza.
24:07Na verdade.
24:08Está.
24:09É.
24:11Ô, Agostinho.
24:13Agostinho, não é justo você ficar aí sozinho.
24:15O que eu posso fazer se ninguém veio na minha festa?
24:18Ai, Agostinho, está bom.
24:20Olha, ano que vem a festa vai ser aqui na sua casa.
24:23Mas agora está todo mundo lá.
24:24Só está faltando você.
24:26Se for uma conchora, eu estou chateado.
24:28É com o Linê.
24:29A senhora, eu perdoo.
24:31Ainda mais depois do que aconteceu, né?
24:34O que aconteceu?
24:35Eu não quero falar sobre esse assunto, dona Nenê.
24:39Ô, Agostinho, não é por nada não.
24:42Você vai acender o fogo com gasolina?
24:43Isso ainda é perigoso, não?
24:44Dona Nenê, perigoso é a pessoa andar de ônibus.
24:47Como assim?
24:48É assim, dona Nenê.
24:49A pessoa nasce, a pessoa cresce.
24:52A pessoa anda de ônibus e a pessoa morre.
24:54O que você quer dizer com isso?
24:59Dona Nenê, eu não quero falar sobre esse assunto.
25:01Ih, Agostinho.
25:03Não, não, não, parou.
25:04Olha aqui.
25:05Ou você me fala sobre esse assunto,
25:07ou então eu vou afogar você na gasolina.
25:08Que a marildinha me abandone.
25:11Tudo bem, tudo bem.
25:13Mas você, Linêuzinho.
25:15Ô, Mendoza, eu acho melhor você ir andando
25:17antes que eu me aborreça com você.
25:18Não, eu vou ficar.
25:20Eu insisto em ficar.
25:21Porque eu só saio daqui
25:22quando você disser na minha cara, na lata, assim.
25:25Eu não gosto mais de você.
25:27Vai, vai, vai, vai.
25:29Não, pera aí.
25:30Não, não, não.
25:31Você, você tá me saindo mal caráter.
25:34Mal caráter.
25:35Canalha, mal caráter.
25:37Meu Deus, que nada.
25:38Eu não sei porque eu ainda trago
25:40a minha santa mãezinha pra aqui.
25:41Eu não sei como é que tem gente
25:42que ainda assiste me trazer
25:43um namoradinho pra cá.
25:45Mas eu já falei que eu não tenho nada
25:47com aquele traste mais.
25:49Bom, vamos se acalmarar.
25:51a minha santa mãezinha agora.
25:53O que foi, Nelinha?
25:57O Tio Juvenal morreu.
26:00E vocês estavam escondendo de mim.
26:03O Tio Mala morreu?
26:05Tio Juvenal.
26:06O nome dele é Juvenal.
26:09Ai, o nome dele era Juvenal.
26:13Mas pelo menos você pensa que ele não sofreu nada.
26:16porque o jovem com o caminhão
26:17foi tão violento
26:19e ele não deve ter pedido nada.
26:22Ai, ai, ai, o ônibus
26:25bateu no caminhão.
26:27Quase, quase, não é?
26:29O motorista desviou a tempo.
26:32Vai ver, foi por isso que caiu no Rio, né?
26:34Ai, o ônibus caiu no Rio.
26:36Caiu, caiu.
26:37Mas o seu tio, não.
26:38Por quê?
26:39Ele foi cuspido pra fora do ônibus?
26:41Isso, foi.
26:42Mas não, não, não.
26:44Não se machucou.
26:45Ele caiu na areia fofa.
26:47Eu não tô entendendo nada, Lineu.
26:49Quem é eu, Lineu?
26:50Conta essa história direito.
26:52Lineu.
26:54Fala, Lineu.
26:55O que que houve?
26:55Na verdade...
26:57Na verdade, Lineu.
26:59Na verdade, eu menti.
27:02Lineu, não tô acreditando.
27:02Lineu, você inventou?
27:04Você inventou essa história toda?
27:06Eu tinha que reunir a família.
27:08Foi o único jeito que deu certo.
27:11Lineu, você inventou isso tudo?
27:13Essa tragédia toda pra reunir a família, Lineu?
27:17Ai, Lineuzinho, você que é um homem
27:19que não mente nunca.
27:21Sempre há uma primeira vez pra tudo, não é, Lineu?
27:23Lineu, você é um...
27:24Você é um...
27:26Um imbecil.
27:31Caramba!
27:32Que isso?
27:33Como?
27:33Que isso?
27:35Meu Deus do céu.
27:36É você?
27:37Quem?
27:38Lineu, já tirou o carro, tá quase pegando fogo.
27:43Aguada, pega a gente, pega a água, gente.
27:46Pega a gente, pega a água.
27:47Pega a gente, pega a gente.
27:49Pega a gente, pega a gente.
27:50Pega a gente, pega a gente.
27:54Ah, meu Deus.
28:01Matei o Papai Noel.
28:02Anos e anos chamando ele de falecido, um dia acabei acertando, né?
28:25A culpa é minha.
28:27Fui eu que atropelei o Mendonça.
28:30Tratei ele tão mal.
28:33Esqueci o quanto ele foi generoso.
28:35Um verdadeiro...
28:38Canalha!
28:42Oi, você é sobrinha do Mendonça?
28:45Eu era namorada dele.
28:46Que namorada dele?
28:47Ela que era a namorada dele.
28:49Você é a mocinha que ele está pegando.
28:51Eu tenho um nome, minha filha.
28:53Maria Padilha, nome de macumbeira.
28:55Foi você que rogou essa praga pro Mendonça?
28:57É, o Mendonça não precisa que ninguém rogue praga pra ele se meter em confusão, né?
29:01Mendonça, fala comigo, onça.
29:03Fala comigo.
29:04É, Mendonça.
29:05Manda essa serigaita embora.
29:07Olha aqui, se me ofender de novo, vai acabar na cama igual a dele, tá entendendo?
29:10Por que você vai me envenenar com seu perfume de quinta categoria?
29:15Não, não, não.
29:15Não, não, não.
29:16Não, não, não.
29:17Momentinho, momentinho.
29:18Vocês respeitem o Mendonça, senão eu vou botar as duas pra fora daqui.
29:21Ai, desculpa, desculpa, desculpa.
29:23É que eu fiquei muito nervosa quando eu soube do atropelamento.
29:26Minha vontade é de estrangular o canalha que fez isso.
29:29Bom, pode, pode ficar sossegada, porque o canalha sou eu.
29:33E acredite que se eu pudesse, estrangularia a mim própria.
29:35Ai, Nenê, calma, você não viu o Mendonça.
29:37Esse é o ponto, Nenê.
29:39Esse é o ponto, eu não vi.
29:40E ele estava lá, oferecendo a sua generosidade, a sua amizade.
29:45O que é que eu fiz?
29:46Nada.
29:47Dá licença.
29:49Mendonça.
29:51Mendonça.
29:53Mendonça, eu sei que você não pode me ouvir.
29:56Mas você não é só meu amigo, Mendonça.
30:00Você é o meu melhor amigo.
30:02Mendonça.
30:04Mendonça, se aproxima de mim.
30:06Por favor, se aproxima.
30:08Eu não vi, eu te amo.
30:11O que é isso, Mendonça?
30:12O que é isso?
30:14As pessoas podem ouvir, interpretar mal, Mendonça.
30:17Eu não tenho vergonha dos meus sentimentos.
30:19Calma a boca, Mendonça.
30:20Eu amo esse homem.
30:22Mendonça, pelo amor de Deus.
30:23Eu amo esse...
30:24Calma a boca, Mendonça.
30:26Eu amo.
30:26Agora que nós estamos todos reunidos, nós podemos finalmente ceiar.
30:34Mas não tem peru que ceia mais malhada?
30:36Ela na casa do Agostinho estava desanimado, mas tinha peru.
30:39Paga com o meu dinheiro.
30:41Ah, pá, esquece o peru.
30:42O Agostinho já incendiou o coitado.
30:44Aqui, para quem gosta de carne no ponto.
30:46No ponto da cremação.
30:48A sorte é do Mendonça.
30:50Até no hospital deve ter comida melhor do que essa.
30:53Ninguém vai querer aqui.
30:54Bom, as mais velhas primeiro, né?
30:56Tio Juvenal, por favor.
30:57Não, não, não, não.
30:58As visitas primeiro.
31:00Não.
31:00Serve o bem só.
31:01Não, não.
31:01Pode deixar.
31:02Eu provo, eu como.
31:03Porque já fiz tantos sacrifícios por essa ceia que mais um...
31:07Hum...
31:08E aí, pai, tá bom?
31:12É verdade.
31:12Agostinho, você já provocou um incêndio hoje.
31:16Eu sei.
31:16Vai soltar fogos para quê?
31:18É, para comemorar o Natal.
31:20Fogos de artifício é para o Ano Novo, imbecil.
31:23Cada um comemora o Natal do jeito que quiser.
31:25Eu gosto de soltar morteiro.
31:27É agora, hein?
31:28Ah, não, não.
31:28Ei!
31:29Adoro.
31:30Agostinho, vai devagar.
31:31Ei, ei, ei.
31:37Ah, minha pastelaria.
31:42Todo ano é sempre a mesma coisa.
31:49O Natal promete ser um desastre, mas acaba tudo muito bem.
31:52Esse ano demorou tanto para acabar bem que eu achei que ia ser um desastre.
31:55É, se eu fosse vocês, não ia comemorando, não.
31:57Estou sentindo um cheiro de queimado.
31:59Gente, gente!
32:00Está pegando fogo na pastelaria do Benzola.
32:02Ai, meu Deus do céu.
32:04Vamos lá ver.
32:05Gente!
32:06Você não vai lá ver o que aconteceu?
32:09Eu quero saber o que vai acontecer com a gente, Marilda.
32:11Você vai continuar me dando chance ou vai voltar para o Mendonça?
32:14Não, eu já resolvi a minha situação com o Mendonça.
32:18E a nossa situação?
32:20Calma, uma coisa de cada vez, né?
32:23E esse presente aí?
32:24É seu, de verdade.
32:26Puxa.
32:28Um presente seu para mim é uma espécie de declaração de amor.
32:33É, é só um presente, né?
32:37Gostou?
32:38Adorei.
32:38Agora, para ficar completo,
32:42só falta um beijinho.
32:45É quieto.
32:46Eu já te expliquei.
32:47Ah, eu já sei, já sei, já sei, já sei.
32:49Talvez um dia, não sabe, de repente.
32:52É, deixa assim.
32:58Deve ser muito pesado.
33:00Gente, o que aconteceu?
33:15Eu explico.
33:16O Agostinho...
33:17Não precisa, já está explicado.
33:18Graças a Deus que minha santa mãezinha não estava lá.
33:21Só a diferença isso faz.
33:23Essa ideia já é cinza há muito tempo.
33:24Respeite a memória da minha etelvina, imbecil.
33:28Foja o segurando.
33:29Tira suas mãos e segurar minha santa mãezinha.
33:31Socorro, a minha pastela de Natal.
33:34Ainda não, meu irmão.
33:35Feliz Natal, meu irmão.
33:40Feliz Natal, meu irmão.
33:44Briga um pouco até a razão.
33:47Eu perdi a minha pastela, meu irmão.
33:48Mas acabou pedindo o perdão.
33:51Pirraça, pai, pirraça, mãe.
33:52Pirraça, filha.
33:53Eu também sou da família, também quero pirraçar.
33:55Catucar, pai, catucar, mãe.
33:57Catucar, filha.
33:57Eu também sou da família, também quero catucar.
34:00Catucar, pai, mãe.
34:02Filha, eu também sou da família, também quero catucar.
34:04Catucar, pai, mãe.
34:07Vamos lá.
34:07Vamos lá.
34:08Estamos aqui nos comentários.
34:10Vamos lá.
34:30Vamos lá.
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