Título Original: Luiz Gama e a Ordem Natural Publicado em OS, 15 de Setembro de 2020 ; BC, First published at 01:48 UTC on September 16th, 2020. Créditos: Mises Socialista, ,Deixadilson, Alexsander Bard Publicação Original | Vídeo : https://odysee.com/@ancapsu:c/luiz-gama-e-a-ordem-natural:1 Publicação Original | Descrição ou Thumbnail : https://old.bitchute.com/video/mnJpH0hjGiRn/
Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830. Era filho de um português e de uma ex-escrava que foi acusada de se envolver num levante contra o governo escravagista chamado de Revolta dos Malês. Luiz Gama viveu seus primeiros 8 anos de vida com sua mãe em Salvador até que ela foi presa ou, de acordo com outras versões, teve que fugir da polícia por seu envolvimento na revolta e desde então, Luiz Gama nunca mais a viu. Ele então foi entregue a seu pai que, por ser um jogador compulsivo e estar afogado em dívidas, vendeu-lhe como um escravo para um traficante em São Paulo. ... https://www.youtube.com/watch?v=5FT3iEv55X4
00:02Este é o Visão Libertária, sua fonte de informações descentralizadas e distribuídas.
00:07Este artigo foi sugerido e escrito por Mises Socialista, revisado por Decha Dilson, narrado por Alexander Barge.
00:14Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830.
00:18Era filho de um português e de uma ex-escrava que foi acusada de se envolver num levante contra o governo escravagista chamado de Revolta dos Malês.
00:25Luiz Gama viveu seus primeiros oito anos de vida com sua mãe em Salvador, até que ela foi presa ou, de acordo com outras versões, teve que fugir da polícia por seu envolvimento na revolta e, desde então, Luiz Gama nunca mais a viu.
00:39Ele, então, foi entregue a seu pai, que, por ser um jogador compulsivo e estar afogado em dívidas, vendeu-lhe como um escravo para um traficante em São Paulo.
00:47Aos 17 anos, aprendeu a lei e a escrever sozinho e, aos 18, conseguiu provas de que sua escravidão era ilegal, pois sua mãe era livre.
00:55Em 1848, entrou para a Força Pública da província, tendo baixa em 1854 por insubordinação e, em 1856, foi escrevente da Secretaria de Polícia.
01:07Nesse período, Luiz teve acesso à biblioteca do delegado.
01:10Tendo sido autodidata em direito, foi considerado o maior abolicionista do Brasil.
01:15Com seu trabalho nos tribunais, conseguiu a libertação de mais de 500 negros que estavam sendo ilegalmente escravizados, como escravos que podiam pagar sua alforria, mas eram impedidos de fazê-lo.
01:27Escravos que continuavam sem liberdade mesmo quando seus pais eram livres e, após 1831, nos casos amparados pela Lei Feijó, que declarava livre todos os escravos que eram importados para o Brasil após essa data.
01:40Porém, esta era uma das famosas leis para inglês ver.
01:44Na prática, muitos negros trazidos da África após 1831 permaneciam escravos.
01:49Nesses casos, Luiz Gama apresentava provas de que foram trazidos após aquele ano e, assim, lhes conseguia alforria.
01:55Defendeu também escravos acusados de crime contra os seus senhores, crime esses muitas vezes não cometidos ou que eram justificados por Gama como legítima defesa.
02:05Em 1868, foi expulso da polícia por ser considerado baderneiro devido à sua atuação junto do Partido Liberal.
02:13Em 1873, participou da Convenção de Itu, que criou o Partido Republicano Paulista e, em 1880, foi líder da mocidade abolicionista e republicana.
02:24Teve também influência na literatura, tendo escrito poemas como A Bodarrada, que ironizavam os que tentavam negar a influência africana na formação da nossa identidade nacional.
02:34Escrevia para muitos jornais, ajudou a difundir a militância abolicionista na literatura e fundou com Rui Barbosa a Loja Maçônica América.
02:42Entre outras coisas, até que em 1882, veio a falecer por complicações de sua diabetes.
02:47Depois desse resumo da sua vida, é curioso pensar que a esquerda e os antifas quase nunca sequer citam o nome de Luiz Gama, o primeiro e talvez o único escravo brasileiro que conseguiu sua própria liberdade, o primeiro jornalista negro do país, um abolicionista convicto que salvou mais de 500 vidas das correntes.
03:04Por que será?
03:05Óbvio, porque Luiz Gama estava no caminho certo. Ele não tinha as mãos sujas de sangue como genocidas que a esquerda adora venerar e não incentivava os escravos a saírem vandalizando a propriedade alheia ou agredindo quem não tinha nada a ver com sua escravidão.
03:19O problema para Luiz Gama era bem óbvio. Era o Estado escravagistas, os burocratas escravagistas, as leis escravagistas, a cultura escravagista.
03:29E isso lhe deixa claro quando cita sua célebre frase, o escravo que mata o seu senhor, seja em que circunstância for, sempre mata em legítima defesa.
03:38Do ponto de vista libertário, a lei justnaturalista de propriedade privada é a única capaz de resolver conflitos de maneira mais eficaz e justa possível.
03:46Mas Gama se utilizou da própria constituição positivista para combater a escravidão que era legalizada nessa mesma constituição.
03:54A frase de Luiz Gama, pouco referida, é uma frase que expressa perfeitamente o justnaturalismo.
03:59Escravidão é sempre errado, independente do tempo que ela acontece.
04:03Todo escravagista é um agressor por estar violando o direito de propriedade do corpo dos escravos.
04:08Portanto, qualquer ação que os escravos tomarem contra seus mestres é completamente legítima, desde uma ofensa e uma leve agressão física até um homicídio.
04:18A situação da escravidão no Brasil poderia ser resolvida simplesmente pelo ponto citado por Hans Hermann Hoppe em Democracia, o Deus que falhou,
04:26por meio da ordem natural do direito de propriedade privada e da livre associação.
04:30Se existe um lugar onde um povo não deseja associar-se com alguém de outra etnia, religião ou gênero, então tal vontade precisa ser respeitada.
04:39A relação interpessoal imposta à força apenas trará mais conflitos e mais guerras.
04:45Hans Hermann Hoppe alerta que a integração forçada, isto é, aquela estimulada por políticas públicas, intensifica conflitos.
04:52Por outro lado, respeito à propriedade privada e regras privadas fazem com que conflitos sejam minimizados e que as pessoas se organizem naturalmente conforme suas afinidades.
05:04Se a propriedade privada dos quilombos fosse respeitada e os escravagistas passassem seu tempo negociando e fazendo comércio com os negros ao invés de tentar agredi-los,
05:14os conflitos teriam cessado e tanto o povo de um lado quanto o de outro poderiam viver pacificamente.
05:20A melhor alocação dos recursos e o aumento da produtividade proporcionadas pelo comércio levaria, com o passar do tempo,
05:27como podemos deduzir através da praxeologia, ao aumento da qualidade de vida naqueles lugares,
05:33o que também aumentaria os incentivos para que essas relações comerciais se desenvolvessem ainda mais, eliminando a pobreza mais rapidamente.
05:41A interferência estatal, porém, transforma pessoas de todas as raças em escravos do Estado.
05:46A pior escravidão é aquela em que as correntes não podem ser vistas, pois essa tem mais chance de se perpetuar e menos chance de ser combatida.
05:55Obrigado por sua audiência.
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