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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, foi de 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados na última terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para falar sobre o tema e resultados da economia em 2025, a Jovem Pan News entrevista o economista Rodrigo Simões.
Reportagem: Rodrigo Viga


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Transcrição
00:00A nota registrada em dezembro, o IPCA 15 fecha o ano com inflação acumulada ainda dentro do intervalo da meta definida pelo Banco Central.
00:08Detalhes com Rodrigo Viga.
00:10O resultado do IPCA 15, prévia da inflação oficial do país, o IPCA do IBGE, no mês de dezembro e no fechamento de 2025,
00:20é mais um indicativo de que a inflação esse ano vai fechar dentro do teto da meta.
00:25Diferentemente do que aconteceu no ano de 2024, em dezembro, o IPCA 15 até acelerou um pouquinho para 0,25%.
00:36Tinha sido de 0,20% no mês de novembro, mas o resultado veio até abaixo das previsões de analistas e especialistas do mercado financeiro.
00:45Eles estavam apostando no IPCA 15 em dezembro de 0,27%.
00:50Agora o que importa mesmo é o encerramento do IPCA 15 no ano de 2025.
00:54O IPCA 15 é calculado entre o dia 15 do mês passado e o dia 15 do mês corrente.
01:02E esse IPCA 15 fechou o ano de 2025 em 4,41%, ou seja, abaixo dos 4,45%.
01:12A meta central é 3%, a margem de tolerância é de 1,5% para cima ou para baixo.
01:18No ano passado, o país estourou a meta.
01:21Esse ano, isso muito provavelmente não vai acontecer.
01:25O resultado do IPCA de dezembro e do fechamento de 2025 só será divulgado no primeiro decente,
01:32nos primeiros 10 dias, dia 9 ou dia 10, de 2026.
01:37Agora em dezembro, o grande vilão do IPCA 15 foi o grupo transporte.
01:41Respondeu por mais da metade da variação do índice.
01:45Pressão de alta de combustíveis, passagens aéreas e também do ônibus urbano.
01:51A inflação, que deve fechar o ano dentro do teto da meta de 4,50%,
01:56ainda está ali orbitando perto do limite.
02:00Por conta disso, o economista Rafael Panonco acredita que o Banco Central ainda vai ser relativamente conservador no começo de 2026.
02:12Tanto que o mercado financeiro, através do boletim Focus, aumentou a projeção para Selic no fechamento do ano que vem.
02:19Em vez de 12, agora 12,25%.
02:22O mercado ficou mais pessimista sobre o futuro.
02:26A previsão para Selic, ao final de 2026, subiu para 12,25%.
02:32Isso está alinhado ao tom um pouco mais duro da ata do Copom,
02:36que confirmou a necessidade de manter os juros em patamar contracionista por um tempo bastante prolongado,
02:44para garantir que a inflação volte ao centro da meta.
02:47Enquanto que o IPCA deve fechar dentro da meta esse ano, no ano passado, a inflação oficial do país ficou em 4,83%.
02:56O cálculo do IBGE é o seguinte, em dezembro o IPCA não pode ultrapassar a marca de 0,56% para ficar dentro desse teto de 4,50%.
03:08Essa taxa, ou abaixo de 0,56%, garante o cumprimento da meta.
03:13Agora, 0,57%, 0,58%.
03:16Daí afora, seria novamente um estouro da meta de inflação.
03:22Do Rio, Rodrigo Viga.
03:27E sobre os resultados da economia em 2025, recebemos agora o economista Rodrigo Simões
03:33para repercutirmos as projeções de 2026, porque esse ano fecha, então, com a inflação já em mais de 4%,
03:43e as projeções para o ano seguinte, quais são?
03:46Bom dia, Rodrigo.
03:49Olá, David. Bom dia. Bom dia a toda a nossa audiência.
03:51Você vê, né?
03:52A economia de 2025 foi marcada por pelo menos três pontos de preocupação.
03:59A trajetória dos juros, que se manteve em 15%, que veio freando a atividade econômica.
04:06O segundo ponto, preocupação da população, que foi a inflação, e também do governo,
04:12por isso que os juros se manteve altos.
04:14E o terceiro ponto foi a questão das tarifas, que prejudicou bastante,
04:19e houve ali um certo repasse de preços para o consumo, para o preço dos produtos,
04:26não só nacionais, mas também que afetou as empresas.
04:30Então, esse ano de 2025 foi um ano, ainda que de crescimento,
04:35mas uma desaceleração do crescimento econômico.
04:38É claro que os juros altos, nesse patamar, realmente ele freia a atividade econômica,
04:43e tem um ponto que todo mundo percebeu,
04:46que é a questão da dívida pública, da situação do fiscal,
04:50que o governo ainda não conseguiu encarar esse problema de frente, David.
04:56Agora, para 2026, nós temos um outro cenário,
04:59que vai entrar em muitas das discussões,
05:03ainda falando sobre a questão do fiscal, a questão da dívida pública.
05:07Esse é um tema que vai entrar forte em 2026.
05:11Um outro ponto também, dando sequência a este assunto,
05:15entrará na pauta, tanto da mídia, quanto do governo, da população,
05:19enfim, dos grupos, é a questão das renúncias fiscais.
05:23Esse tema vai ser difícil para o governo tratar em ano eleitoral.
05:27Você entra no site do TCU, está bem claro lá,
05:31646 bilhões de reais de renúncia fiscal.
05:35Por um lado, você tem ali essas renúncias,
05:37e por outro, o Ministério da Fazenda precisa de 70 bi para poder fechar o caixa.
05:42Então, você vê que ali é um contraponto e isso não funciona.
05:45E, por fim, você tem um ano de eleição,
05:49ainda que com a inflação próxima ali do teto da meta,
05:54você tem o quê?
05:55Uma desaceleração.
05:56Então, o governo vai se preocupar com o quê?
05:59Como se ir para uma candidatura com crescimento baixo
06:04e taxa de juros ainda alta.
06:08David?
06:08Agora, a gente continua com você,
06:12porque a pergunta que eu faço é,
06:14em relação à eleição,
06:15a gente viu uma oscilação grande do mercado financeiro,
06:19principalmente,
06:20quando se colocou a candidatura de Flávio Bolsonaro.
06:23Depois, o mercado reagiu,
06:25e pode ficar essa oscilação,
06:27ano que vem,
06:29por conta da eleição?
06:30E a tendência é que os juros caiam um pouco?
06:33Como é que a gente vai entender melhor
06:35como deve acontecer a economia,
06:37com tantas idas e vindas,
06:39com tantas oscilações?
06:41A gente sabe que tem uma preferência
06:43do mercado financeiro
06:44por candidatos relacionados ao centro,
06:48não tanto à esquerda,
06:50não tanto à direita.
06:51Isso pode influenciar a nossa economia também.
06:54Olá, Márcia.
06:56Foi um prazer falar contigo.
06:57Bom, realmente,
06:58essa sua leitura,
06:59de fato, ela é correta.
07:01O que hoje o mercado procura
07:05é uma gestão um pouco mais equilibrada.
07:10Quando você tem a questão de um candidato
07:15que traz uma certa instabilidade para os poderes,
07:19e aqui isso é uma leitura,
07:20não estou defendendo nenhum dos lados,
07:22e isso acaba prejudicando e fazendo dar oscilações.
07:25Você não pode ter nenhum tipo de candidato
07:27que venha tratar como um desequilíbrio
07:31entre ali as fontes do governo em si, do país,
07:35problema com o judiciário,
07:36problema com o legislativo.
07:38Isso já não tem mais como entrar na nossa pauta.
07:41O que a nossa pauta precisa entrar,
07:43econômica,
07:44para que o país deslanche,
07:45continue deslanchando,
07:47é o quê?
07:47É o equilíbrio da situação fiscal,
07:50é dinheiro no bolso das pessoas,
07:53é o emprego,
07:54se mantendo a atividade de emprego do país,
07:56e a qualidade de vida da população.
07:59Esse é o principal ponto.
08:00E também, claro,
08:02que pensando no empresário,
08:03é a taxa de juros.
08:06Desacelerar, ou seja,
08:07precisa cair essa taxa de juros
08:09para que a atividade empresarial
08:11volte a ter confiança nos investimentos.
08:14Então, esse é o principal ponto.
08:15Agora, vamos ver como é que vai ser agora em 2026,
08:19essa disputa e esse jogo de marketing político,
08:22porque o que não pode entrar,
08:25o que aconteceu esse ano,
08:26é mais polarização do que o que a gente já tem.
08:29A gente precisa de governos centrados,
08:32mais ao centro,
08:33para poder tentar equilibrar os interesses,
08:36Marcia,
08:36tanto da economia,
08:37como da política,
08:38e também como do mercado.
08:40e também como do mercado.
08:40Então,
08:41a gente precisa de governos centrados,
08:41a gente precisa de governos centrados,
08:42a gente precisa de governos centrados,
08:43a gente precisa de governos centrados,
08:44a gente precisa de governos centrados,
08:45a gente precisa de governos centrados,
08:46a gente precisa de governos centrados,
08:47a gente precisa de governos centrados,
08:48a gente precisa de governos centrados,
08:49a gente precisa de governos centrados,
08:50a gente precisa de governos centrados,
08:51a gente precisa de governos centrados,
08:52a gente precisa de governos centrados,
08:53a gente precisa de governos centrados,
08:54a gente precisa de governos centrados,
08:55a gente precisa de governos centrados,
08:56a gente precisa de governos centrados,
08:57a gente precisa de governos,
08:58a gente precisa de governos,
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