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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Esse é um critério justo?

Antes de entrar no tema principal da minha postagem quero deixar bem claro a importância que o Festival Internacional de Quilting e Patchwork de Gramado teve na minha vida. Se não me engano foi durante uma visita à edição de 2005 que eu decidi que iria me tornar uma quilter. A partir dessa data tudo que fiz foi com o objetivo de me aperfeiçoar. Fiz cursos com professoras de quilting, voltei à faculdade, onde fiz duas pós-graduação (Docência Superior e Comunicação na Moda), voltadas para o meu crescimento nessa área que tanto amo, comprei inúmeros livros que tratam do assunto e através da internet, estou sempre me colocando a par do que as quilters brasileiras e americanas estão fazendo.
Nós últimos anos o nível dos trabalhos que quilting melhoraram muito. Lembro que era comum ver peças participando da mostra competitiva com padrões de quilting muito simples, sem muita técnica. Hoje dá gosto de ver como as profissionais se aperfeiçoaram. É possível admirar peças com um grande nível de dificuldade. Brasileiras fazendo trabalhos na área do quilting que são reconhecidos a nível internacional.
E a maioria dessas quilters que chegaram a esse nível trabalham numa máquina estacionária, ou seja, não contam com as facilidades de uma longarm. Normalmente usamos uma máquina industrial adaptada para quilting. E não é fácil preparar uma peça para ser quiltada numa máquina estacionária, principalmente se for uma peça grande. É preciso espaço, temos que prender as três camadas para que não saiam do lugar e ainda temos que manusear a peça para dar forma aos padrões de quilting.
Numa longarm o preparo da peça é bem mais simples e rápido. E ainda tem algumas facilidades que a reta adaptada não nos oferece. Entre essas facilidades está o regulador de ponto e a praticidade de quiltar com régua. Você pode dizer que existem réguas para quiltar com a máquna estacionária, mas eu garanto que não é tão fácil quanto numa longarm.
Existe no Brasil muitas quilters de máquina estacionária que apresentam trabalhos com uma consistência no tamanho do ponto incrível. E isso não é fácil conseguir. É preciso muitas horas de treino. Nos meus cursos costumo comparar as quilters com pilotos de avião, quanto mais horas de voo, mais habilidade e experiência. A mesma coisa para mais horas de quilting. Numa longarm basta apertar alguns botões e o ponto sempre sairá do mesmo tamanho!
Será justo um festival colocar peças que foram quiltadas numa longarm e numa estacionária para serem avaliadas na mesma categoria? Não estaria na hora do Festival de Gramado por conta da sua história e importância para o patchwork e o quilting no Brasil fazer uma distinção nessa categoria?
Acredito que os organizadores de um Festival que tem uma mostra competitiva deve ter por princípio a preocupação com a elaboração de critérios justos.
Estive presente ao 20º Festival de Gramado e pude ver a grande quantidade de peças que foram feitas numa máquina estacionária que tinha um quilting excepcional, com nível de dificuldade, pontos regulares e preenchimento harmonioso. Não pude deixar de me questionar do porque de não ter uma categoria específica pra elas.
Acredito que o fato de competir de igual para igual com uma longarm quilter torna a competição desleal. Isso não é uma medida incentivadora. Por que eu iria competir num festival se estarei competindo com uma concorrente que tem um equipamento que apresenta funcionalidades melhores que o meu?
Dito isso, chegou a hora de comentar sobre a minha incredulidade ao ver a peça que ganhou o prêmio de melhor quiltng na 20ª Edição do Festival de Gramado. Eu não precisei de mais de 30 segundos para perceber que a peça foi feita numa longarm e que continha várias inconsistências com relação ao preenchimento do quilting. A peça apresentava uma densidade de quilting muito pequena no centro, o que não combinava com os padrões do meio e das bordas. Além de que os padrões do centro me pareceram feitos por computador, pois os cantos dos motivos não coincidiam com os cantos dos blocos.
Ao ver a peça escolhida fiquei me perguntando o que a comissão julgadora usou como critérios de julgamentos. Acredito que deva ter alguma boa explicação para a escolha, mas ao meu ver, nada que justifique, pois tinham peças feitas em longarms que apresentavam um nível de preenchimento melhor e mais cuidadoso, na minha opinião. Daí me vem outra pergunta: qual o nível de entendimento das avaliadoras do quilting desse festival? São pessoas que sabem quiltar? Essas pessoas sabem perceber quando é feito numa longarm ou numa estacionária? Para elas esses dois tipos de quilters são iguais e merecem disputar na mesma categoria?
Tudo isso me fez rever muitos dos meus posicionamentos. Eu nunca achei que haveria necessidade de participar de alguma associação de quilting, pois eu achava que isso não afetaria o meu trabalho. Grande engano! Eu preciso fazer parte de uma associação, eu preciso participar de algo onde eu possa expor os meus pontos de vista e buscar criar critérios mais justos para as quilters de máquina estacionária. Eu acho isso fundamental para quem deseja ver o quiltng e o patchwork crescendo cada vez mais no Brasil, pois não são todas que podem comprar uma longarm. E mesmo nos Estados Unidos, onde o número de longarms é muito maior que no Brasil, existe a separação entre as duas categorias. Acho que isso é uma demonstração de respeito para quem está participando da competição.
No meu entendimento um festival de quiltng que tem uma mostra competitiva tem por finalidade principal estimular a prática dessa arte e não fazer com que seus participantes tenham uma experiência frustante. Foi o que eu senti nesse último festival. Pois tinha uma peça quiltada por mim participando da competição e me pareceu muito injusto os critérios de julgamento do quilting. Não estou aqui dizendo que a minha peça merecia ter ganhado, mas sim, que achei injusto competir contra uma longarm quilter!
Desculpe pela ausência de fotos na postagem de hoje, mas achei melhor colocar penas texto, para expor a minha opinião.
Semana que vem volto com imagens de uma peça quiltada por mim! Obrigada por ter lido esse post até o final. Sinta-se à vontade para deixar a sua opinião aqui. Você acha justo quilters de longarm e quilters de máquina estacionária competirem na mesma categoria?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Informação de graça ou só paga?

Resolvi tratar desse assunto depois que vi a publicação de uma amiga no Facebook. Nessa rede social ela postou um passo a passo ensinando a por um barrado de tecido em um pano de prato. Nada muito complicado, mas uma informação preciosa para quem não tem muitas habilidades com a máquina de costura.
Vi as várias fotos do passo a passo e depois me deparei com um comentário dessa minha amiga, afirmando que algumas professoras de patchwork haviam reclamado dessa sua atitude. 
Voces não vão acreditar.... teve professoras me xingando por causa desse pap...disse que assim eu nunca vou ganhar dinheiro com patchwork...ao invés de eu dar aula paga fico colocando pap de graça...”
Será que essas professoras que reclamaram têm alguma razão? Será que ensinar patchwork sem cobrar por isso é tão ruim assim?  O que será que se perde ao se ensinar de graça?
Eu adoro ensinar às pessoas.  Diariamente recebo e-mails de pessoas me pedindo informações sobre alguma coisa. Eu acho isso normal. Sempre que posso repasso a informação, principalmente quando não é uma coisa que vai tomar muito do meu tempo. Cada vez que ensino eu aprendo mais sobre o assunto.
Até mesmo aqui no blog, gosto de reservar espaço para ensinar técnicas para iniciantes. É uma coisa que gosto de fazer. Será que isso reflete em algum tipo de prejuízo pra mim? Eu prefiro acreditar que não.
As informações que coloco no blog, ou que qualquer outra pessoa disponibiliza na internet sobre patchwork, em minha opinião, é como um cartão de visitas que mostra um pouco do nosso nível de conhecimento.  Já tive diversas alunas que me procuraram depois de ver o meu blog. Acho que isso é bom, pois elas já sabem mais ou menos o que esperar de mim.
As professoras que reclamaram da atitude da minha amiga, a meu ver, só demonstram o quanto estão desatualizadas. Nos blogs brasileiros que tratam do patchwork é possível encontrar muitos tutoriais ensinando uma grande variedade de técnicas e nos demais blogs de patchwork espalhados pelo planeta a variedade é muito maior. Ou seja, se a informação não vier através das professoras de patchwork do Brasil, virá através das professoras do resto do mundo. O Google tradutor está disponível “gratuitamente” a qualquer um que desejar usá-lo.
Não adianta lutar contra isso. É uma tendência mundial. O que nós, professoras de patchwork, devemos fazer é estar sempre à procura de novidades, investindo em livros e cursos. Querer viver às custas de informações que se conquistou há anos atrás não combina mais com os dias atuais. Aliás, isso vale para qualquer profissão.
Graças a internet, a informação é algo que está acessível a todos e não adianta quer ir contra a maré. Temos que nos adaptarmos aos novos tempos e deixar de lado a acomodação para seguirmos aprendendo cada vez mais.
Você concorda com esse ponto de vista?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Minhas dicas de quilting no Jornal do Artesanato.



Pela segunda edição seguida saí no Jornal do Artesanato. Dessa vez foi com um texto sobre minhas dicas para quem deseja aprender a quiltar. São dicas baseadas nas minhas experiências. Você pode confiar nelas!

Abaixo coloco a íntegra do meu texto:
Dicas de quilting
Todas nós temos habilidade para quiltar. Mas ninguém sai quiltando num passe de mágica. Para conseguir basta organizar as ideias e muito treino.

Se você está começando na arte do quilting eu recomendo iniciar com os padrões simples e fáceis de executar. E o mais importante: não seja muito crítica com o seu trabalho. Dê valor ao que deu certo e o que não ficou perfeito com a prática irá melhorar. No meu curso de quilting eu sempre uso o meu exemplo. Hoje quando olho os meus primeiros quiltings eu vejo claramente os meus erros, mas na época em que eu os fiz, eu só conseguia ver o que eu tinha feito de melhor. Se eu tivesse sido muito severa com os meus primeiros resultados, certamente teria desistido de aprender a quiltar.
Peça que quiltei da minha querida aluna Letícia.
Tenha um caderno onde possa organizar seus desenhos e padrões. Deixe-o sempre perto de sua máquina de costura e o consulte sempre que for fazer um quilting e precisar de inspiração.
Por falar em inspiração, esteja sempre preparada para reconhecê-la. Ela está em todos os lugares e às vezes onde menos se espera: nos altares das igrejas, nos convites de casamento, nos detalhes arquitetônicos, nos catálogos de moda... É preciso ficar atenta. A câmera do seu celular ou um pedaço de papel e uma caneta são ferramentas essenciais para registrar possíveis padrões.
anéis de casamento
O treino do quilting não deve ser tenso ou cansativo. Apenas alguns minutos por dia e já é suficiente. Não precisa ter um tecido novo ou de qualidade para praticar. Restos de tecido, lençóis velhos, TNT, qualquer material serve. O importante é que dê para você expressar a sua criatividade. Para simular o efeito da manta eu coloco até três camadas de tecido. Guarde essas amostrar elas também podem servir de inspiração no futuro!

Sempre que puder quilte o seu trabalho. Além de manter as três camadas unidas, valoriza a sua peça. Principalmente se o quilting for bem executado.

O Jornal do Artesanato é distribuído gratuitamente em lojas e feiras de artesanato no país.
Você gostou das dicas e quer saber de mais algumas informações? Deixe sua dúvida nos comentários que responderei pra você. Até semana que vem.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Como escolher livros de Patchwork para comprar

Quem está começando no patchwork normalmente enfrenta dificuldades na hora de comprar um livro ou uma revista. Eu já passei por isso e sei bem que por falta de conhecimentos podemos acabar comprando um impresso que não terá a menor utilidade. Hoje vou compartilhar com vocês algumas dicas que aprendi depois de penar um pouco comprando livros e revistas.
Quem não gosta ou não domina outro idioma não vai gostar muito da minha primeira dica, mas é a mais pura verdade: os melhores livros, revistas ou projetos de patchwork certamente não estão escritos em português. São raras as revistas nacionais que apresentam um conteúdo de qualidade. Livros, só são encontrados os publicados há muitos anos atrás e por conta disso estão desatualizados, apesar de muitos terem um acabamento editorial bom. Os projetos são verdadeiras loterias, alguns até que compensam o investimento. Outros são apenas xerox de projetos disponíveis gratuitamente na internet...
Sendo assim, quem deseja se aprofundar nas técnicas de patchwork, precisa comprar livros, projetos e revistas importadas. Para ser sincera com vocês, devo admitir que nunca comprei um projeto importado, mas já baixei dezenas e dezenas de projetos gratuitos na internet e todos de excelente qualidade.
As revistas importadas também apresentam um conteúdo gráfico e editorial primoroso. Sempre com informações precisas. Gosto das revistas porque elas trazem sempre informes publicitários com detalhes sobre os novos produtos que são lançados regularmente no mercado internacional e mostram as tendências do momento.
De todas as possibilidades de aprender a que eu mais gosto é com os livros. Tenho uma verdadeira compulsão para comprá-los. Não posso ver um livro da minha área de interesse sendo lançado, que só sossego depois que compro. Na minha avaliação o melhor lugar em termos de variedade e segurança para comprar livros é no site da Amazon. Sempre compro lá e até hoje nunca tive problemas com a entrega. O único senão é a demora para a mercadoria chegar. Se a compra for superior a $50,00 a entrega do produto facilmente leva mais de dois meses.
Quem tem dúvidas sobre como comprar pela internet, tem uma postagem no blog tratando desse assunto.
Para identificar, no meio de tantos livros, a exata publicação que vai atender aos seus anseios é preciso um pouco de paciência. Antes de mais nada é preciso identificar o que você está interessada em aprender. Depois é a vez de fazer uma busca por livros que tratam do tema. No site da Amazon, tem vários livros onde é possível ter uma visualização de algumas páginas. Se você olhar algumas páginas e não achar interessante, nem vale a pena comprar. Outra coisa, não compre um livro ensinando uma técnica que está muito acima do seu nível de conhecimento ou muito abaixo.
Se você desejar aprender a técnica caleidoscópio, por exemplo, e não tiver nenhum conhecimento, deve procurar um livro que contenha projetos básicos. Se seus conhecimentos forem iniciais procure técnicas para nível intermediário. Se o seu nível for avançado, sempre tem um livro sendo lançado ensinado uma nova técnica.
Essas são as minhas dicas. Você tem alguma dica, sugestão ou pergunta sobre esse assunto? Por favor deixe o seu comentário.
Até a próxima!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Retirando imagens dos Bordados Brasileiros

Depois de muito tempo tentando descobrir se era verdade a informação de que os direitos autorais dos riscos de D. Elisa Maia foram vendidos para uma americana, resolvi colocar as minhas postagens com imagens desses riscos de volta no blog. Entrei em contato com familiares de D. Elisa e fui informada que eles desconhecem a venda dos direitos autorias e que se isso foi feito foi feito de maneira irregular. Os familiares estão tentando descobrir como os riscos de D. Elisa foram parar em livros publicados nos Estados Unidos. Assim que obtiver alguma informação mais importante estarei publicando no blog.

É com muito pesar que eu estou retirando do meu blog as imagens de riscos das linhas Varicor que eu havia disponibilizado com o objetivo de resgatar essa parte de nossa história.
Esse final de semana fui informada por minha amiga Wal que os direitos autorais dos desenhos de Elisa Maia foram comprados por uma americana em 1990. Ou seja, ao contrário do que eu pensava, os riscos não estão livres para distribuição na internet.
Vou continuar com as aulas que a D. Olga Melim me enviou. São um total de 10 e só faltam duas para serem publicadas.
Quem comprou os direitos das imagens dos riscos das linhas Varicor foi Zeann Aguilar. Pesquisei um pouco sobre ela na internet e descobri que ela tinha uma loja em West Valley City a NeedleArts Zeann, especializada em linhas para bordado brasileiro, ponto cruz e tecidos. A loja fechou em dezembro de 2005. Nada mais pude encontrar.
Como não tenho como entrar em contato com ela para pedir autorização para divulgar essas imagens tomei a decisão de retirá-las do meu blog. Agora só colocarei imagens de gráficos, riscos e bordados de meus próprios bordados ou de pessoas que me autorizarem a publicação.
A Wal me pediu para colocar o texto abaixo em todas as postagens com fotos dos bordados feitos com os riscos da D. Elisa Maia.

Bordado Varicor, bordado por (..nomede quem bordou..), circa 1965. Riscos Varicor. Para Riscos e instruçõesprocurem pelo livro Dimensional Embroidery de Zeann Aguilar. / Brazilian Dimensional Embroidery needlework, sewn by Vani Brai, circa 1965. Varicor patterns. For patterns and instructions refer to Dimensional Embroidery by Zeann Aguilar.”

Desde já agradeço a compreensão de vocês que me acompanham nesse meu objetivo de reviver os áureos tempos em que as mulheres no Brasil tinham verdadeira paixão pelo bordado com as linhas Varicor.
Vou continuar com meus ideais só não vou publicar mais as imagens dos folhetos de Elisa Maia.
Até mais.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sai no Jornal do Artesanato


Esse mês fiquei muito contente ao ver o Jornal do Artesanato desse mês. A loja onde trabalho aparece em uma reportagem destacando a nossa participação no Festival de Patchwork e Bonecos de Porto Alegre.
Abaixo compartilho com vocês o texto que saiu no jornal:


Doce Retalho, no Vale dos Sinos, leva três premiações do 2° Concurso Nacional de Patchwork de Porto Alegre.
Magda, Anapaula, eu e Karen
A capacidade e competência dos profissionais que fazem parte da Doce Retalho foram reconhecidas esse ano durante o 2° Concurso Nacional de Patchwork do 6° Festival de Patchwork e Bonecos de Porto Alegre. A três peças confeccionadas por profissionais da loja foram premiadas. A professora de patchwork e quilting Silvana Vituriano ficou com o 1° lugar na categoria avançado. A professora de pintura country Anapaula Keller recebeu o 1° lugar na categoria iniciante e a artesã Magda Severo ganhou o prêmio do voto popular. “A loja conta com uma equipe de professoras e artesãs dedicadas. Elas fizeram a diferença no Festival de Porto Alegre arrebatando as três premiações do concurso”, comemora Karen Gabor.

A Doce Retalho tornou-se um nome de referência quando o assunto é patchwork. Ao criar à loja, há três anos, a proprietária Karen Gabor pretendia que a Doce Retalho além de tecidos oferecesse cursos de artesanato, onde as mulheres pudessem se encontrar e desenvolver a sua criatividade num ambiente agradável e aconchegante.
Com perseverança, os objetivos iniciais foram se consolidando e se expandindo. As clientes da Doce Retalho têm hoje à sua disposição um excelente quadro de professoras que ministram aulas de patchwork, bonecas, quilting, pintura, forração de caixas e bordado, entre outras tendências artesanais. Também podem contar com uma variedade expressiva de tecidos e materiais que permite a execução de peças inovadoras e perfeitas.
As conquistas não param por aí. Esse ano a Doce Retalho foi convidada para participar da edição da Revista Patchwork Especial n°22 da Editora Minuano. “Os trabalhos que apresentamos está fazendo muito sucesso. A revista está tendo uma saída maravilhosa”, orgulha-se.
Karen ressalta que o maior objetivo da Loja é oferecer às suas clientes um serviço de qualidade e afinado com as tendências internacionais. “Apesar do reconhecimento que a Doce Retalho vem conseguindo, não vamos parar por aqui, estaremos atentas, sempre preparando novidades especiais para quem ama artesanato”, adianta.
A Doce Retalho fica em São Leopoldo, próxima ao Corpo de Bombeiros. A loja possui um ambiente é super agradável. Os cursos são realizados de segunda a sábado. Para se inscrever em qualquer curso basta agendar na própria loja ou por telefone (3588 5425).
O jornal do Artersanato está com matérias bem interessantes. Entre as quais eu destaco o passo a passo ensinando a pintar o rosto do papai noel. Chegando em muito boa hora, já que nesse momento estamos todas já pensando em nossos projetos de Natal.
Na sessão Cursos, Oficinas e Workshops tem ainda uma imagem de uma bolsa feita pela Karen Gabor que foi foi quiltada por mim.
Por hoje é só semana que vem estarei publicando mais imagens de quiltings feitos por mim e mostrarei um dos livros que mais me ajudam na hora de quiltar.
Até lá.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Minhas máquinas de costura para patchwork

Como no final de ano tem muita gente querendo ganhar de presente uma máquina de costura e não sabe direito o que comprar, resolvi que esse é o momento de apresentar pra vocês as minhas companheiras de trabalho. Tenho duas máquinas: uma doméstica e outra industrial.
Com a máquina doméstica eu faço todo o trabalho de montagem do topo, ou melhor, dizendo as costuras internas do patchwork e com a industrial faço o quilting. É claro que tenho vontade de comprar outras máquinas, mas essas duas são de grande ajuda na execução dos meus projetos.
A máquina doméstica é uma Singer Quilter. Tenho ela há cinco anos. A vantagem dessa máquina, na minha opinião, é que ela tem um baixo custo de manutenção e foi projetada para ajudar na realização dos projetos de patchwork. Ela vem com todos os assessórios necessários para quem faz patch.
Quanto aos pontos negativos o principal pra mim é que ela não é eletrônica. Não que esse seja um ponto muito negativo, mas depois que usei uma eletrônica, fiquei mal acostumada com os recursos que não tem na minha mecânica... Para mim o recurso das eletrônicas que me faz mais falta é a possibilidade de parar a costura com a agulha em  baixo. Quem faz quilting sabe como esse recurso ajuda bastante...
Ganhei junto com ela uma régua de acrílico que uso bastante! Essas réguas são bem caras.

Atualmente a máquina que mais tenho usado é a industrial. Quem quilta bastante precisa ter uma máquina industrial. Uma máquina doméstica não dá conta do trabalho. O quilting exige muito das máquinas e só uma industrial faz esse trabalho sem forçar.
Essa minha máquina é uma industrial reta que foi adaptada para quilting. Inicialmente que eu queria comprar uma da marca Singer, mas simplesmente não consegui para pronta entrega. A solução foi me contentar com uma made in China... Aprarentemente essa máquina não tem muitas vantagens, perto de uma doméstica, mas é puro engano. É super forte, posso quiltar com ela o tempo que desejar e ela nunca dá sinais de fraqueza. Outra vantagem é que o braço dela é maior que o da maioria das máquinas domésticas. Com isso posso fazer movimentos maiores. É uma verdadeira bênção!
As industriais são muito rápidas e para facilitar o meu trabalho comprei um motor eletrônico com regulador de velocidade. Outra facilidade é o bate coxa, que levanta o pé calçador, sem precisar utilizar as mãos. Antes de comprar a máquina eu pedi para o vendedor fazer uma adaptação para que eu pudesse fazer o quilting. São duas modificações: a primeira é a troca do pé calçador e a segunda é isolar o trator.
Depois das modificações a minha máquina ficou assim.

Espero que a postagem de hoje possa ter ajudado àquelas que estão procurando opções de compra de máquina de costura. As opções são muitas, mas é fundamental lembrar que é a sua habilidade ao usar o equipamento que vai fazer toda a diferença. Não importa os recursos, importa sim a sua determinação em aprender a utilizar o seu equipamento. Não fique pensando na máquina que você gostaria de ter, mas em como melhor utilizar a que você tem!
Você pode ler também outra postagem sobre máquina de costura que fiz no blog.
Espero que as informações tenham sido úteis.
Abraços.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Direitos autorais e patchwork

A capacidade de criar modelos e combinações de cores é um dom necessário para quem gosta de fazer patchwork. O problema é que nem todos têm essa capacidade bem desenvolvida. Ao admirarmos uma peça bem executada é normal ter o desejo de poder fazer uma igual ou parecida. É nesse ponto que as coisas se complicam. Nem todos têm o mesmo entendimento sobre o que é correto fazer ou não.
Não quero que esse post seja entendido como uma acusação, apenas como um ponto de partida para uma reflexão sobre um tema tão delicado. Essa semana vi uma de minhas amigas no Orkut colocar uma mensagem reclamando da cópia de um trabalho seu que foi publicado em uma revista sem mencionar o seu nome como design da peça. Ou seja a pessoa que executou o trabalho acabou levando os créditos pela criação e execução. Para evitar que seus trabalhos sejam copiados, sem os devidos créditos, minha amiga tomou uma decisão radical: não vai mais criar nada! 
É uma situação desagradável, sem dúvida. O que falta para que casos como esse não se repitam mais? A falta de conhecimento é o principal entrave, na minha avaliação. Acho que as pessoas quando não têm conhecimento das coisas acabam cometendo erros sem ao menos perceberem.
O patchwork é uma arte que tem se desenvolvido bastante nos últimos anos. Cada vez aumenta o número de pessoas que admiram e se interessam por esse trabalho. Para as pessoas que têm por hábito copiar um trabalho de um livro ou mesmo um projeto free na internet sem esclarecer os créditos (intencionalmente ou não) é importante lembrar que a possibilidade de outras pessoas descobrirem que esse trabalho não é originalmente seu é muito grande.
Quando nos aprofundamos no patchwork, uma das primeiras coisas que aprendemos é a identificar as técnicas e trabalhos dos principais nomes que executam essa arte. Por isso se apropriar de uma idéia, mesmo sem intenção, não é bom para a imagem de quem deseja trabalhar nesse meio, principalmente publicando trabalhos em revistas. Mais cedo ou mais tarde a verdade será exposta...
Com relação a decisão tomada por minha amiga, acredito que ela acabou punindo a si mesma. Mesmo que meu trabalho seja copiado por muitas outras pessoas sem que o meu nome leve os créditos pela criação, não vou querer me punir com a falta de criatividade. Se sou capaz de criar coisas diferentes, de me inspirar olhando coisas simples do dia a dia e fazer coisas que me dão prazer, mesmo que outros queiram se apropriar de minhas ideias, não vou querer me condenar a uma vida sem criação.
Criar coisas é prazeroso, me deixa feliz. É mais excitante que levar o crédito (e isso também é bom).
Então, se algum dia você se sentir prejudicada pela falta de criatividade dos outros, não tome a decisão de punir a si mesma. Deixe a sua imaginação fluir. Divulgue seus  trabalhos em seu blog, no seu álbum do Orkut, no Picasa, revele suas fotos, mostre para os seus amigos e faça tudo o mais que puder para se exibir. Não espere que outros reconheçam o seu valor. Se valorize. Você vai ver que não se deixar abater por essas coisas é o melhor remédio.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Critérios para julgar uma peça de patchwork numa mostra.

A principal atração do 13º Festival de Patchwork de Gramado será, sem dúvida alguma, a mostra competitiva. Nela poderemos ver os trabalhos desenvolvidos pelos principais nomes do patchwork no Brasil. Esse ano os organizadores prevêem que cerca de 300 peças farão parte da exposição.
É uma oportunidade imperdível apreciar as colchas e painéis expostos. Para que essa experiência seja o mais proveitosa possível, vou colocar aqui alguns critérios utilizados pelos juízes no julgamento das peças. Como não tenho informações sobre os juízes brasileiros, vou colocar aqui os critérios estabelecidos pelos  juízes americanos.

A primeira avaliação é quanto ao grau de dificuldade de execução da peça. Se tiver aplicação teremos que observar se os pontos estão bem apertados e não estão visíveis. Se as técnicas utilizadas foram executadas de maneira correta e se a peça apresenta um excelente impacto visual. O quilting deve ser uniforme e complementar o projeto.

A segunda avaliação é quanto projeto e ao uso das cores. É preciso avaliar se as cores estão equilibradas, se o plano central foi bem planejado e se os enfeites não prejudicam o impacto visual.

O quilt deve ter boas emendas, as bordas retas e os blocos bem alinhados. A cor da linha usada para costurar não pode destoar dos tecidos.

As aplicações devem estar perfeitamente localizadas, com curvas suaves e bem arredondadas. As marcas da aplicação não podem ser visíveis.

Com relação ao quilting devemos observar que os inícios e as finalizações não podem ser visíveis. As marcações do quilting também não podem ser visíveis. Boa escolha de linha e bom acabamento na parte da traz.

Com relação ao viés, ele deve ter 1/4 de polegada. A parte de traz e da frente devem ser iguais, ou seja, ter a mesma espessura. Os pontos feitos à mão devem ser invisíveis. As emendas devem ser feitas com perfeição.

São muitos os critérios utilizados na avaliação de um quilt, mas acredito que as informações acima sejam suficientes para termos um olhar mais crítico ao apreciarmos os trabalhos executados no Festival de Gramado.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Festival de Patchwork e Quilt de Gramado de 2010

O principal evento de patchwork do Brasil já está despertando o interesse das apaixonadas pela arte de unir tecidos. Do dia 6 a 9 de Outubro de 2010 será possível conhecer as principais tendências dessa área. Como nos últimos anos o festival será realizado no Centro de Eventos da Faurgs, na rua São Pedro, 663 Centro de Gramado. No dia 6 o evento estará aberto à visitação das 14h às 19h e nos dias seguintes das 9h30 às 19h.
A entrada para participar da feira e da exposição é gratuita. Já para fazer os cursos é preciso pagar uma taxa de inscrição. Esse ano a professora internacional vem da Argentina é Ceci Koppmann. Ela vai ensinar uma "técnica para costurar curvas de uma forma muito simples e com sucesso assegurado", entre outras coisas. O preço do curso é que é um pouco salgado R$ 200,00 por duas aulas de 3h cada.
Como destaque entre os cursos tem também as duas aulas da Dóris Teixeira que promete ensinar a aproveitar todas as nossas sobras de tecidos. O curso tem um nome bem apropriado: "Até o último fiapo". Não é necessário pré-requisito para participar. O custo das duas aulas será de R$ 200,00.
Tem muitos outros cursos interessantes, com preços que variam de R$ 100,00 a R$ 200,00.
Para pagar menos, só levando o seu filho ou filha para uma aula de R$ 50,00 ou assistindo a palestra "Escolhendo as cores do seu quilt" por R$ 25,00.
O Festival de patchwork de Gramado é um evento muito importante para quem deseja se manter atualizado ou mesmo conhecer um pouco mais sobre o assunto. Quem puder não deixe passar essa oportunidade. A cidade é linda e você certamente vai aprender muitas coisas. Se não puder participar dos cursos só olhar a mostra competitiva e entrar nos stands das principais lojas de patchwork dos país já vale a pena.
Para mais informações clik na imagem abaixo.


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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Compra internacional pela internet

Quem se aprofunda um pouco mais na arte do patchwork sabe que as compras internacionais são uma verdadeira tentação. Apesar do mercado nacional está em crescimento e do surgimento de profissionais que oferecem produtos e serviços cada vez mais especializados, as mercadorias oferecidas em sites internacionais são verdadeiros sonhos de consumo.
As novatas esse mundo de possibilidades, que são as compras internacionais, têm como principal barreira a falta de conhecimento, seja do idioma ou de como efetuar a compra via Internet. Pensando em ajudar as mulheres que se sentem inseguras na hora de comprar aquele tão sonhado tecidinho ou aquele projeto, vou falar hoje das minhas experiências com compras internacionais.
A minha primeira compra foi meio que por impulso. Recebei um catálogo grátis e só me aquetei quando realisei a compra. Sem me informar direito, tive uma desagradável surpresa quando recebi o aviso de chegada: as minhas preciosas compras foram taxadas pelo Governo Brasileiro em 60% do valor total, inclusive sobre o valor do frete!
Então o meu conselho pra você é o seguinte: certifique-se primeiro que você está disposta a pagar o valor da taxa de importação. Isso quer dizer que se sua compra em dólares custar o equivalente a R$ 100,00, você terá que gastar mais R$ 60,00 no momento da retirada nos correios.
Depois desse balde de água fria nas suas intenções de compras internacionais, tenho uma boa notícia: livros, revistas e outros períodicos não pagam impostos! Ou seja você pode comprar qualquer valor desses ítens que não será taxada e sua encomenda ainda é entregue em sua casa.
Algumas compras escapam de serem taxadas, principalmente os pacotes que não chamam muito a atenção. Não tente enganar a Receita Federal. Para tentar identificar a mercadoria suas compras correm o risco de serem abertas pela fiscalização. Apesar de terem o direito de fazer isso é muito chato receber uma encomenda que foi aberta por outra pessoa.

Para iniciar as suas compras na Internet você vai precisar ter:
Cartão de crédito internacional com limite suficiente para suas compras.
Saber um pouco de inglês ou contar com a ajuda de alguém que entenda e
Dinheiro para pagar as compras, incluindo o valor do frete.

Depois precisa ver se a loja envia para outros países. Eu já tive algumas decepções quanto a isso...
Escolhido o produto é preciso calcular o valor do frete e da taxa de importação.

Para quem tem dificuldades com o inglês aqui vão algumas palavrinhas que normalmente aparecem no momento de finalizar a compra:

Shipping address: endereço de envio (onde a mercadoria deve ser entregue)
Billing address: endereço de cobrança (o mesmo endereço que consta na sua fatura do cartão de crédito)
Phone: telefone
Address: endereço
ZIP/Postal code: CEP

Country: país
City: cidade
State/Province/Region: estado
Optional: opcional
Required: obrigatório

Card number: número do cartão de crédito, impresso na parte da frente do cartão

Type: bandeira do cartão (Visa, Mastercard, American Express, etc)
CVV/CVV2: os três dígitos de segurança, impresso na parte de trás do cartão
Expiration date: Data de validade do cartão, impressa na parte da frente do cartão próximo à "Good thru"
Name: o seu nome, da mesma forma como aparece no cartão de crédito (incluindo as abreviações de sobrenome)
Billing address: endereço que consta na sua fatura do cartão de crédito

Aqui tem mais informações.


Pode acontecer de suas compras não serem taxadas, mas não faça suas compras contando com isso!



Para não dizer que não dei nenhuma dica de loja de patchwork, aqui vai o endereço de uma nos Estados Unidos que envia para o Brasil. Já comprei nela. O frete é um pouco caro, mas durante um tempo eles enviam um catálogo gratuitamente pra nossa casa a cada dois meses. É de encher os olhos.
Qualquer dúvida é só perguntar que ficarei feliz em responder.
Até o limite de 50 dólares só não paga a taxa se o remetente e o destinatário forem pessoas físicas.
Por enquanto é só.



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Divulgação do bordado brasileiro

Esse mês fui convidada pela equipe do Jornal do Artesanato aqui do Rio Grande do Sul para fazer um texto sobre as minhas descobertas sobre o bordado brasileiro. Essa semana recebi o exemplar com a minha matéria e resolvi publicar aqui o artigo que escrevi.
Entre as décadas de 1960 e 1970 as mulheres brasileiras dedicaram uma boa parte de seu tempo para a confecção de peças com bordados. Quem foi criança durante esses anos tem claro na memória a imagem de algum parente, geralmente mãe ou avó, bordando lindas toalhas de mesa, colchas de cama ou roupinhas de bebê.


Foi uma fase muito criativa para as brasileiras. Durante muitos anos pensei que esse estilo de bordado estava esquecido e que dificilmente veria esse tipo de trabalho novamente. Para minha surpresa, descobri através da professora de patchwork e artista plástica Joyce Loss, que esse estilo ainda é praticado fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos. Para mim, essa foi uma informação bastante inusitada. Fora do Brasil existe uma indústria focada na venda de produtos (livros e linhas) desenvolvidos para a prática do Bordado Brasilerio.

Além das nossas fronteiras esse estilo de bordar passou a ser conhecido como "Brazilian Embroidery". Mas quem não se lembra desse estilo de bordado deve estar se perguntando o que esse estilo tem de especial. Nenhum dos pontos utilizados foram criados pelas brasileiras. O grande diferencial foi a meneira como os pontos foram empregados e a criação de uma variedade de linhas que possibilitavam volume e suavidade ao bordado. Entre os pontos mais utilizados está o ponto rococó.


Por trás do desenvolvimento do bordado brasileiro estava uma mulher que nasceu na Áustria, a senhora Elisa Hirsch Maia. Sobre essa mulher, pouco pude descobrir. Sei apenas que Nasceu na cidade de Salzburg e aqui no Brasil morou na cidade de Campos no Rio de Janeiro e faleceu aos 90 anos.


Tudo começou com a sua insatisfação com as linhas para bordar que existiam na época. Disposta a utilizar um material que desse mais destaque aos seus bordados, desenvolveu uma linha especial em rayon com cores matizadas (sombreadas) e sólidas.


Essas linhas passaram ser conhecidas como Varicor. A fábrica das linhas Varicor chegou a ter 200 funcionários, mas hoje está fechada.


Até onde eu pude apurar foram editados nove livros de autoria de Elisa Maia com riscos e explicações para a execução dos bordados.


Atualmente existe no Brasil um interesse muito grande pelo bordado brasileiro. É considerável o número de pessoas que mostram interessem em aprender essa técnica. Àlbuns com amostras de bordados e linhas estão sendo disputados por mulheres que desejam trazer para os dias atuais a prática do bordado brasilerio.


Devido ao longo período de esquecimento no Brasil, o material para a realização do bordado brasileiro é muito raro por aqui. São poucas as alternativas. Algumas mulheres de sorte podem herdar as linhas Varicor de algum membro da família, mas a grande maioria está obrigada a importar a linha dos Estados Unidos ou a fazer uma adaptação com as linhas de bordar que existem no mercado brasileiro.


Posso firmar com segurança que estamos presenciando o renascimento do bordado brasileiro aqui, mas só o tempo dirá se esse renascimento terá uma vida longa.


No meu blog artesdasilvana.blogspot.com é possível encontrar uma série de postagens sobre esse assunto.
Por enquanto é só.
 
 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Merecemos ter um ateliê em casa!

Na rotina diária de uma mulher são muitos os compromissos: casa, marido, trabalho, filhos e etc... No meio dessa rotina, que às vezes nos deixa a beira da insanidade, quase todas nós desenvolvemos uma atividade paralela que nos permite repor nossas energias. Muitas de nós encontra no artesanato um meio para expressar o nosso lado artístico e espantar as frustrações da existência humana.



Entretanto muitas de nós não se dá conta da importância desse tipo de atividade em nossas vidas.


Para exercer essa atividade paralela geralmente precisamos de um cantinho para executar nosso trabalho e para guardar nosso material. E agora eu pergunto: "Quantas de nós tem o seu cantinho em casa?"


Somos poucas as que tem um cantinho da casa que podemos chamar de "ateliê". A grande maioria é obrigada a ocupar temporariamente algum cômodo da casa quando deseja realizar suas tarefas. No caso de quem faz patchwork geralmente se utiliza a mesa do jantar quando quer fazer suas costuras. No momento que o resto da família quer utilizar aquela peça da casa, temos que desmontar tudo. Uma trabalheira que muitas vezes a gente até desiste de começar algum projeto...


Normalmente quando se projeta uma casa ninguém se preocupa com a criação de uma peça que possa ser utilizada como ateliê pelas mulheres. É normal projetar um escritório para o marido ou uma garagem com espaço para a instalação de uma pequena oficina. Entretanto para nós mulheres não se projeta nada!


Porém, parte dessa situação é nossa culpa. Nós muitas vezes não damos o devido valor à nossa necessidade de temos uma atividade paralela em nossa rotina diária. Precisamos de um espaço para executar nossas artes. É necessários que tenhamos consciência da necessidade dele. Felizmente tenho um local onde posso ficar para aflorar o meu lado criativo. Mas se não tivesse um cantinho onde pudesse fugir para externar o que fica fervilhando em minha mente, acho que me sentiria muito frustrada.


Por isso resolvi falar sobre esse assunto. Se você tem uma atividade artesanal e não tem um local só seu, não desista de lutar por esse espaço. Vale a pena. É um local onde você pode se desligar dos problemas do dia a dia e ter um tempo para conversar consigo mesma.
Por enquanto é só.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Artesanato no Ceará

No final do mês passado estive no Ceará e aproveitei para tentar descobrir trabalhos com o bordado brasileiro. Não encontrei nada parecido com as imagens que já postei no blog sobre esse assunto. A grande diferença é que muito dos bordados são feitos à máquina...
Mas a procura não foi em vão.
No município de Aquiraz a 25 Km de Fortaleza tive a oportunidade de ver lindos e delicados trabalhos de renda de bilro.
São trabalhos realmemte lindos. Fiquei apaixonada por essa blusa em difernetes tons de verde.

A renda de bilros é feita em uma almofada, que pode variar de tamanho, dependendo do trabalho que se deseja realizar.

Na foto acima é possível ver como se faz a renda.

Em substituição aos alfinetes as rendeiras do
Ceará utilizam espinhos de mandacaru, uma planta típica do sertão.


Acima coloquei uma foto da vila de pescadores onde tirei as fotos dos trabalhos com reda de bilro.
Só para esclarecer, explico que a renda de bilro surgiu na Europa (Itália) no século XV e chegou ao Brasil através dos partugueses no período colonial.
Por enquanto é só.
Até a próxima.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Dicas sobre quilting

Eu me considero uma apaixonada por quilting. Um trabalho de patchwork, na minha opinião, só fica bonito quando está quiltado. Tenho até uma comunidade no Orkut sobre quilting. Não tem muitas informações por lá. É o tipo de comunidade que complementa o perfil, mas quem quiser fazer parte será muito bem-vindo.
Minha paixão maior é pelo quilting à máquina. Abaixo coloco algumas imagens de um quilting que fiz em duas mantas de bebê.
Como analisar um quilting? É simples. Basta observar os padrões, a variação dos motivos e  complexidade do trabalho. Quanto mais variados os motivos, mais diferentes os padrões e mais complexo for a execução, mais valor terá o trabalho.
É preciso observar ainda a tensão dos pontos. A linha da bobina não deve aparecer na parte de cima.
Para quem gosta de variar os motivos de quilting, mas tem dificuldade em decidir o que vai quiltar uma boa dica é observar com bastante atenção os trabalhos de quilters mais avançadas. Outra solução é destinar um caderno para motivos de quilting. Sempre que passar por nossa mente uma ideia é bom registrar no caderno. Quem sabe poderá ser útil no futuro.
Uma característica do quilting livre é que não é perfeito simetricamente. Na sua execução é possível perceber diferenças nos tamanhos dos motivos, mas isso não desqualifica o trabalho.
Andei pesquisando em blogs e sites dos Estados Unidos e descobri que os trabalhos de quilting são cobrados por polegada quadrada acrescido de taxa de complexidade.
Quiltar uma manta de bebê custa no mínimo 55 dólares. O valor do quilting de uma colcha king é estimado em 525 dólares.
Algumas quilteiras nos Estados unidos pedem o pagamento de 50% do valor do quilting antes de iniciar o projeto. Quando o projeto é finalizado, o cliente é avisado do valor restante. Só quanto efetuado o pagamento o quilt é enviado.
Uma curiosidade sobre o quilting à mão é a forma como é cobrado. Nesse caso não se leva em conta a complexidade do padrão, mas a quantidade de linha utilizada. No quilting à mão encontrei uma americana que cobra 1,24 dólar por jarda de fio utilizado.

Para quem vai preparar uma colcha para ser quiltada é bom prestar atenção nos detalhes:
Procure fazer um topo plano, sem ondulações.
Retire todos os fios soltos.
A manta e o forro devem ser de 10 a 15 cm maiores que o topo. Isso dá aproximadamente 5 cm de folga nas laterais.
Use mantas de qualidade e adequada para o tipo de utilidade da peça.
Por enquanto é só. Até a próxima.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Obrigada por compartilhar

Quando eu comecei a fazer patchwork, essa técnica não era muito divulgada aqui no Brasil. Quase tudo que se utilizava para confeccionar uma peça era importado. Existia apenas um fabricante nacional de tecido. Quase tudo que se referia a esse assunto era encontrado em língua estrangeira (inglês, francês, japonês...)


Atualmente o patchwork está na moda. A indústria nacional de artesanato está voltando os olhos para essa técnica. Já temos várias empresas criando produtos voltados para o patchwork, como réguas, coleções de tecidos, máquinas de costura e uma enorme variedade de mantas. Todos os meses nas bancas encontramos uma revista nova sobre o assunto ensinando a fazer projetos com novas técnicas.


Parece um quadro promissor. Mas alguns sinais me fizeram parar pra pensar um pouco...


Desde que eu comecei a fazer esse blog, as pessoas que comentam aqui geralmente escrevem a mesma coisa: “obrigada por compartilhar”. Se você quiser confirmar dê uma rápida olhadinha nos comentários das postagens anteriores.


O resgate que fiz das imagens de bordado brasileiro, ou brazilian embroidery, também contribuíram para agitar os meus pensamentos. É uma arte linda e maravilhosa que nasceu aqui, mas que hoje está praticamente esquecida. Nos anos 60 e 70 o bordado brasileiro foi uma verdadeira febre no país.


Agora é que no Brasil vemos algumas pessoas interessadas no resgate dessa técnica, mas em outros lugares do mundo a técnica não foi esquecida. O que, para nossa sorte, pode ajudar no ressurgimento dela aqui no país.


Mas o que o patchwork tem haver com o bordado brasileiro? Eu acredito que o patchwork está despertando o mesmo tipo de interesse que o bordado brasileiro despertou aqui nos anos 60 e 70. Depois de fazer essa comparação me veio outra pergunta: O que fazer para que o patchwork não seja apenas mais uma febre passageira entre as mulheres brasileiras?


Eu estou sempre procurando novidades sobre patchwork e sei que essa arte, assim como o bordado brasileiro, tem uma vasta possibilidade de utilização. Mas para que esse potencial seja desenvolvido é preciso que as informações sobre o assunto sejam divulgadas.


É fundamental que as pessoas que estão tendo conhecimento dessa técnica possam ter acesso a mais informações. Pois do contrário todo o investimento que está sendo feito nessa área poderá ser em vão.


Assim como aconteceu com a fábrica das linhas Varicor que fechou com o fim da febre do bordado brasileiro, o mesmo pode acontecer com os novos negócios que estão surgindo por conta do interesse pelo patchwork.


É preciso que as pessoas não tenham medo de compartilhar informações. Tenham coragem de ensinar o pouco que sabem. As empresas que estão voltadas para esse segmento da economia deveriam, a meu ver, disponibilizar mais informações, projetos grátis, criação de concursos, desafios e etc. Não apenas aproveitar o momento, mas pensar em termos de futuro.


É preciso estimular as brasileiras a fazer projetos mais desafiadores e que se divulguem outras técnicas, além da aplicação.


No que depender de mim, vou procurar sempre disponibilizar o que souber, pois acredito que a informação é um bem muito valioso e que esse valor será ainda maior se for compartilhado.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Regras em Festival de Patchwork

Ao preparar uma peça para participar de uma mostra competitiva é sempre importante saber dos critérios que usarão para classificar o nosso trabalho. O Festival de Quilt e Patchwork em Gramado não detalha muito sobre os critérios que serão utilizados na avaliação das peças. Apenas que são quatro os principais critérios de avaliação: aparência geral, efeito visual do tampo, efeito visual do quilting e qualidade da confecção.


Mas apenas a divulgação dos critérios de avaliação não é suficiente para que possamos entender como se chega à escolha da peça vencedora. Com o objetivo de tentar entender esse processo fiz uma pesquisa na internet. Queria saber quais os métodos utilizados pela comissão julgadora. Eles se reúnem e cada um aponta a peça que mais gostou? Seria simples assim?


Encontrei um artigo de Scott Murkin da revista Quilter Professional que trata justamente desse tema. Ele afirma que para um julgamento ser imparcial é fundamental a criação de uma equipe de juízes independentes, geralmente três. Embora os julgamentos possam ser parecidos existem algumas pequenas diferenças.


As peças podem ser julgadas antes ou depois de serem penduradas no local da exposição. Julgar quando estão penduradas permite que o impacto visual da colcha seja mais bem apreciado. Julgar antes de pendurar torna o processo mais rápido deixando o impacto visual para um segundo plano, dando lugar para a habilidade do juiz de ver a abra.


O sistema de avaliação pode ser o de pontuação, eliminação ou uma combinação dos dois. Mas Scott Murkin adverte que “nenhum sistema é perfeito”.

O sistema de pontos utiliza um número pré-determinado para nota máxima. Sendo esse valor dividido entre os critérios de avaliação. Por exemplo: bordas 20 pontos, design 15 pontos e acabamentos 10 pontos. A colcha com maior número de pontos leva o primeiro lugar.

No sistema de eliminação o juiz faz comentários sobre a técnica utilizada e oferece feedback para a melhoria da peça. Se os juízes não a consideram digna de levar qualquer prêmio já é colocada de fora da disputa. As peças que não foram desclassificadas são comparadas entre si e de acordo com a sua categoria são escolhidas as vencedoras.


Existem cursos que formam juízes, como por exemplo as associações de quilters, mas juízes podem ser recrutados com base na sua experiência.


Segue abaixo algumas normas comumente aceitas em competições nos Estados Unidos:


Aparência geral – limpa, pronto para mostrar, sem marcas visíveis, sem fios soltos, sem pêlos de animais, sem odores ofensivos, sem bordas distorcidas (é mais fácil ver quando está suspenso).


Design e composição – todos os elementos individuais do design da colcha (topo, tecidos, faixas, bordas, adornos, acabamentos, etc) devem formar um desenho proporcional e equilibrado.


Obra – cantos e pontos de partida nítidos. Costuras retas e planas. Quilting onde costuras retas e curvas sejam bem definidas.


Como se pode observar são critérios muito parecidos com os usados no Brasil.


No entendimento de Murkin a escolha da peça vencedora sempre será daquela que apresentar o maior impacto visual, desde que não tenha um acabamento pobre.


Mas se você leu esse texto até aqui e se perguntou: por que participar de uma mostra competitiva, se os critérios de avaliação são tão subjetivos? O próprio Murkin responde: "Para aumentar a sua exposição no mundo do patchwork. É uma maneira de levar o seu nome a um público mais vasto. Além disso você pode definir metas de melhoria com base na avaliação dos juízes ou sua própria avaliação das mantas vencedoras. Sem falar nos motivos pessoais".


Scott  Murkin é médico da família na Carolina do Norte e design de colchas, professor e juiz de quilting em tempo livre.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas.

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