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terça-feira, 6 de setembro de 2022

SOCIAL DISTANCIAMENTO XXI

Diários da pandemia ou notas perdidas nas páginas ociosas de uma velha agenda

 

(Agosto, 2022)

Recentemente, talvez nem tão recentemente assim, notei que havia sido bloqueado por (que eu conheça até agora) três contatos completamente diferentes nas redes sociais. Ah, lá vem ele outra vez com esse papo de inadequação aos novos tempos, que antigamente era melhor, etc. A verdade é que eu ainda me surpreendo e acho inusitado, quase engraçado. Será que o bloquear é a versão atualizada do “tô de mal”? Se é para colocar o “antigamente” como referência, pelo menos antes eu sabia o motivo, o que me permitia além de um pedido de desculpas (se fosse o caso) aprender com a falha e não repetir o erro – agora apenas descubro acidentalmente, como quem não quer nada. Mesmo sendo pouco afeito às interações tecnológicas, sei que existem mecanismos que restringem o acesso ao seu conteúdo e ao conteúdo de outrem que vão desde criar uma lista de amigos próximos, silenciar o contato ou até um simples unfollow se incomoda tanto. Mas refletindo melhor, provavelmente o deixar de seguir seja somente uma advertência, um recado. Quem para de seguir pode voltar em algum momento, nada impede que isso aconteça. Já o bloquear é determinante, é não querer realmente manter qualquer nível de relação com o bloqueado, é atravessar a rua do Instagram se avistá-lo de longe. Possivelmente se eu não fosse eu me bloquearia também, pra quê diabos manter conexão com alguém que não posta, não curte, não comenta e não compartilha nunca? Qual a parte da definição de redes sociais que esse indivíduo não compreendeu? Nem um coraçãozinho é capaz de dar. Presumo que eu deveria abandonar tudo o que estou fazendo nesse instante para aplicar um pente fino nas minhas redes sociais, buscar quem está ali de enfeite para simplesmente monitorar a vida alheia e bloquear sem dó. Onde já se viu uma coisa dessas?! Ficar de penduricalho entre os seguidores da pessoa.

terça-feira, 21 de julho de 2015

“BATIDAS NA PORTA DA FRENTE, É O TEMPO”

       –  Hey?! Tem alguém aí? Alguém ainda aparece por esses lados?
      Numa época em que tudo parece se diluir na efemeridade do Instagram e Feicebuque, nos lápis de cor dos livros de colorir, um blogue parece ser um veículo cada vez mais sem importância, para poucos destemidos que não se deixam perder no vazio excessivo das redes sociais.
      Mesmo assim, gostaria de postar mais. Não me falta assunto: falta areia na ampulheta.
     Sempre rejeitei a desculpa da falta de tempo, acreditava que quando você quer realmente realizar algo tudo se torna adiável. Organizar prioridades deveria ser a solução óbvia. Mas o que fazer quando após eliminar tudo o que for desnecessário só lhe restar dezenas de “prioridades”?
      Recentemente, em um cálculo pouco apurado, sem consulta a gráficos e estatísticas, cheguei ao surpreendente resultado de que se o dia tivesse 36 horas não seria suficiente.
      Vejo minha família e meus amigos menos do que eu gostaria; os jogadores do meu time são, para mim, notórios desconhecidos; livros se acumulam na estante, na prateleira destinada às próximas leituras; filmes desaparecem nos fins de semana de estreia sem a minha presença numa sala de cinema. Prioridades? Viajar a passeio, pedalar no parque, cultivar bonsais, conhecer meus vizinhos além das formalidades do elevador, ter um filho, um cachorro...
      Talvez, e agora eu me permito uma resignada elucubração, seja consequência de mudanças na vida pessoal e profissional, o fim das certezas confortavelmente estabelecidas. Ou talvez apenas procure desculpas que não cabem no manual de autoajuda, talvez...
      
        Hey?! Tem alguém aí? Alguém ainda aparece por esses lados? Hey?!
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