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É melhor vocês estarem preparados para a melhor aula sobre política e eleições do professor Marco Antonio Villa! O convidado em Pânico desta segunda (12) se esconde tão pouco dos assuntos polêmicos que parece meu sobrinho brincando de polícia e ladrão. Ele analisou as suas expectativas para as eleições presidenciais em 2026, que pode não ter nem Lula, nem Bolsonaro… Parece que o pleito vai ser tão pouco polarizado que vai ser chamado de imã repelente.

Assista ao Pânico na íntegra:
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#JovemPan
#Pânico

Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:00O professor foi recontratado na Jovem Pan.
00:02Sim, chique.
00:03Você sabe que tem uma parte da audiência aqui que odeia você.
00:07Não tem problema, a vida é assim.
00:08Mas você sabe que você tá dando uma puta numa audiência.
00:12Então, é algo que a gente não consegue entender, não é?
00:16O cara xinga, mas ele assim.
00:17Porque eles estão assistindo com uma audiência altíssima, mas estão, eles estão bravos.
00:24Eu acredito que sejam os bolsonaristas raiz.
00:27Mas é essa turma que tá brava com o senhor, professor?
00:30Pode ser, mas como diria o Nelson Nede, tudo passa, tudo passará, né?
00:34O filósofo Nelson Nede.
00:35Então, eu acho que isso passa.
00:38É que muitas vezes a gente vive um clima tão tenso no país,
00:42em que a pessoa encontra antes da pessoa falar, né?
00:44Você já discorda, né?
00:45Aquela história, não ouvi, não gostei.
00:47Pô, mas você nem ouviu, caramba.
00:48Então, eu acho que é um momento que nós estamos vendo que tá melhorando.
00:52Eu creio que a partir do ano que vem as coisas estejam melhor no país.
00:55Mas tem isso sim.
00:57Mas isso passa, né?
00:58Você crê que vai estar melhor o ano que vem?
01:00Eu acho que sim.
01:01Porque a gente em 2026 é logo ali, a gente tá falando de uma disputa política, né?
01:05É, é.
01:06Mas, de um lado, o Bolsonaro não poderá ser candidato, nós sabemos, em hipótese nenhuma.
01:11Pode ser que o Lula não seja candidato.
01:13Se você conversa com gente que acompanha a política,
01:17ele corre o risco de perder a eleição.
01:20Depende de quem for o candidato contrário.
01:22Eu acho que ele não perde.
01:23Só perde pro Bolsonaro.
01:24Eu acho que existe outra, por exemplo, a questão...
01:26Quais são os nomes fortes?
01:27O nome forte, o outro, é o Tarcísio, né?
01:29É, ele.
01:30Agora, se ele perder, ele pode encerrar a carreira dele, que foi de êxito, ninguém pode negar, né?
01:35Como nunca na história do Brasil, nunca alguém ganhou cinco eleições.
01:39Ele ganhou três dele e as duas da Dilma, que foi ele.
01:42O Lula, isso.
01:43Isso é inegado.
01:44Então, mas o Lula com a máquina...
01:46A máquina favorece muito.
01:48É muito difícil você perder a reeleição.
01:49É muito difícil.
01:51É muito difícil.
01:51Agora, ele pode perder se a situação econômica ficar um pouco mais difícil do que está.
01:55Por outro lado, a questão vai depender muito também da situação.
02:01Depende de quem é o candidato opositor a ele, né?
02:04E depende do que ocorrer no país, né?
02:07E em 2027, a situação econômica vai estar muito difícil.
02:11Isso.
02:11Porque o negócio da LIDO, é curioso, o Brasil discuta as coisas mais inúteis.
02:15É a Nicole, né?
02:17Que ora é Nicolas, depois põe a peruca, o outro fala outra bobagem, o outro quer jornada seis por um.
02:22Você imagina, o país tem uma situação terrível, vai ter jornada, né?
02:25Quer cortar e tal.
02:27A LIDO foi enviada à Lei de Diretrizes Orçamentárias e aí foi falado lá uma passagem dizendo o seguinte,
02:33em 2027 não vai ter o dinheiro necessário para os gastos obrigatórios de saúde e educação.
02:38Como se fosse algo absolutamente natural.
02:40Quer dizer, você vai começar, o próximo presidente, o primeiro ano, o primeiro dia de trabalho
02:45e não há dinheiro sequer para a saúde e educação.
02:47Aí alguém, e o custeio?
02:49E os investimentos?
02:50Pode ser que aí quem foi eleito, e aí o Lula vai ter que pegar a bomba que em parte foi construída por ele,
02:56mas não só, né?
02:56A história é mais complexa.
02:58E aí pode ser que ele pense duas vezes se vai ser ou não candidato à reeleição.
03:01Agora, eu acho que hoje, se fosse dizer se ele quer ou não,
03:04claro, o poder seduz, ele quer ser candidato até o final da vida, né?
03:09Mas está em aberto a sucessão presidencial de 2026.
03:13Ninguém pode dizer que ou ele está reeleito ou um opositor possa vencer.
03:17Professor, as pautas que a gente tem para o ano que vem, né?
03:21Como é que o senhor ali, vendo a parte da história, o que o PT vai poder falar que assim,
03:29pô, isso aqui eu fiz?
03:31Porque a gente vê, a economia não está bem, os alimentos estão caros, tem a segurança também do país.
03:36Qual que é a pauta que o partido vai se ancorar para falar, olha, isso aqui confia em mim?
03:43Olha, eu acho que, por exemplo, a questão da segurança é bom lembrar que não é responsabilidade do governo federal,
03:48mas dos governos estaduais e municipais, né?
03:51Então, por exemplo, se há problema em São Paulo, o problema, a questão não envolve o presidente da república,
03:56mas sim o governo estadual.
03:57E a Jovem Pan está mostrando isso e, realmente, nós fizemos um problema de segurança tenebroso.
04:02Aqui na cidade de São Paulo, é inacreditável.
04:03Não adianta pôr as viaturas na Avenida Paulista, quatro viaturas por quarteirão,
04:07eu não entendi na minha vida, como você põe quatro, põe uma, né?
04:10E aí você vai na Alemanha da Santos, não tem nenhuma, na São Carlos do Piau, não tem nenhuma.
04:13É para responder a Jovem Pan, dizer assim, não, está cheio na Avenida Paulista,
04:18porque no Capão Redondo não tem nenhuma.
04:20Então, a questão toda, eu acho que tem esse problema.
04:24A economia não vai tão mal, cresceu 3,2 e 3,5, mais que a média mundial em 23 e 24.
04:30Agora, 25 e 26, que é esse segundo biene do governo, aí a situação pode ser mais complicada.
04:36E produzir um 2027 é difícil.
04:38Agora, o PT vai insistir nos programas sociais, que já estão desgastados, né?
04:43Bolsa Família e tal, isso já é considerado algo do indivíduo, não mais de algum governo.
04:48Vai ter de renovar o discurso.
04:49Não tem novas lideranças, tem dificuldade, mas não é só o PT,
04:52mas principalmente o PT não renoveu as lideranças, não renovou o discurso.
04:57Vai depender muito do que...
04:58A política é igual ao futebol, né?
05:01Ocorre coisas que você não espera, né?
05:02É verdade.
05:03Em 1995, Flamengo e Fluminense.
05:06O Romário foi artilheiro do campeonato carioca,
05:10e o Renato Gaúcho faz um gol de barriga e ganha de 3 a 2, né?
05:14Ninguém imaginava.
05:15Sim, sim.
05:15Então, a turma imaginava que o Flamengo...
05:17Que ficou na história, né?
05:19E com o ataque dos sonhos, hein?
05:20É bom lembrar que era um ataque fantástico do Flamengo,
05:23com o Edmundo e o Sávio, e o Romário como centroavante.
05:26Então, no caso nosso aqui, eu acho que o cenário está assim.
05:30A economia está indo razoavelmente bem.
05:33Mas e a inflação?
05:34Mas aí tem...
05:35Supermercado caro.
05:36Cafezinho, Vila.
05:37Inflação de preços.
05:38Eu adoro café.
05:39Isso é demais até o topo.
05:41Isso é verdade.
05:42Inflação dos alimentos.
05:43Isso desgasta o governo.
05:45Picanha.
05:46A picanha, eu acho.
05:48Taxa de juros alta.
05:49A taxa de juros que inibe.
05:50É incrível.
05:50Você conversa com todo mundo, né?
05:52Desde o do empresário até o sujeito que pensa a comprar qualquer bem de consumo durável.
05:58Quer dizer, com essa taxa de juros não dá.
06:01É a terceira do mundo.
06:02Você tem a Turquia, a Rússia, o Brasil, né?
06:04Entre as maiores taxas de juros.
06:06Esse é um problema.
06:07E pega diretamente no indivíduo.
06:08Então, o curioso que nós estamos vivendo um fenômeno é o seguinte.
06:11O cara pode estar empregado.
06:12E é verdade, porque a taxa de desemprego é baixa.
06:14Mas os salários são baixos.
06:16Também porque a produtividade é baixa.
06:18E a qualificação da força de trabalho é muito baixa no Brasil.
06:21Mas, apesar de ele estar empregado, ele sabe que aquilo entra em inflação de alimentos
06:26no seu cotidiano.
06:28E também, se ele quer comprar um bem da linha branca, ele pensa duas vezes porque ele
06:31não tem condições de pagar.
06:32Então, é curioso.
06:34É uma situação diferente que a gente está vendo.
06:36Agora, a inflação realmente preocupa bastante.
06:38Então, são novas questões que aparecem na política e não são aquelas tradicionais.
06:43Que era o desemprego lá nas alturas.
06:46Ou uma inflação.
06:47Nós chegamos a ter inflação anual de quatro dias.
06:49Mas tem um agravante, né, professor?
06:50A gente sabe que todos os governos, no último ano, querem aumentar a popularidade e gastam
06:57mais.
06:57Isso é praxe.
06:58Praxe, é verdade.
06:59É praxe.
06:59É verdade.
07:00E o que a gente deve, pelo menos, eu não sou analista político, mas o que eu espero
07:06como economia é, ano que vem, vão injetar dinheiro o máximo que der para aumentar a popularidade.
07:12E vem uma ressaca em 2027.
07:17Você acha que vão conseguir segurar os deputados, os senadores?
07:23Bem, os deputados e senadores hoje estão tão satisfeitos com as emendas parlamentares que
07:28eles não estão nem aí.
07:30Porque senão, essa semana, o Congresso não trabalha.
07:32Eu não sei porquê.
07:32Nós estamos trabalhando.
07:33O Congresso resolveu não trabalhar.
07:34E aumentar o número de deputados.
07:36Mas isso aí não vai acabar, né?
07:38É, aí que é o problema.
07:40Nós somos o país das corporações, né?
07:41Os interesses corporativos são tão fortes no Brasil, nos três poderes, que é quase
07:46impossível alguém conseguir enfrentar e derrubar os interesses corporativos.
07:51Isso tudo, isso ocorre nos três poderes.
07:52Agora, nunca no Congresso Nacional os parlamentares tiveram tanto poder como agora.
07:57Eles sequestraram um quarto do orçamento.
07:59É um sequestro.
08:00Por que adianta a vontade popular escolher o presidente X ou Y quando ele não consegue
08:04governar porque o orçamento é sequestrado pelo parlamento?
08:08E emendas que você não consegue rastrear.
08:11Aí eu falo assim, não, emenda PIX.
08:12Isso aí é um absurdo.
08:13Você manda o dinheiro e você não sabe onde aquele dinheiro foi aplicado e como foi aplicado.
08:18Assim não dá.
08:19Agora, precisa bater de frente com o parlamento.
08:21Quem tem coragem?
08:22Ninguém tem.
08:23Aí é que a questão é cumprir a Constituição.
08:26Você pode pedir uma rede de rádio e TV e falar, olha, estou mandando, tem o meu projeto
08:30esse, fui eleito com 60 milhões de votos, avaliando no segundo turno, e não consigo
08:34governar.
08:35Não é que é um golpe de Estado, pressionar, querer impedir que o Legislativo trabalhe,
08:39nada disso.
08:40Mas qualquer presidente eleito em 26, nessa estrutura que está, não consegue governar.
08:45Qualquer um deles.
08:46Mas você não acha que isso aí, para o parlamentar, é uma delícia.
08:51Porque você tem uma verba e você vai destinar essa verba para o seu curral eleitoral.
08:56Antigamente tinha isso, mas não nesses valores fabulosos.
08:59Sim.
08:59Cada um tem 50 milhões por ano, é isso, né?
09:03Sim, mas já é muito dinheiro.
09:05Mas é muita...
09:06E tem alguns que tem até um pouco mais, que as emendas não estão registradas no seu
09:09nome.
09:10Mas na comissão em que ele está.
09:11Então é uma fortuna.
09:13Virou a casa da mãe Joana.
09:14Então não há conta.
09:15O que adianta você fazer um orçamento, que é o Ministério do Prolejamento que faz
09:18isso, quando tem essas emendas bilionárias?
09:20E a emenda serve para quê?
09:22Já para preparar a sua reeleição daqui a quatro anos.
09:25Porque ele tem o prefeito, claro que ele vota, e depois, daqui a quatro anos, tem
09:29que mudar o sistema.
09:30Agora, não é nada fácil, porque foi aumentando cada vez mais esse poder antirepublicano do
09:37parlamento, com a questão dos recursos públicos.
09:40Já a parte de investimento do orçamento é muito baixa, porque grande parte é para pagar
09:44os juros da dívida, etc, etc.
09:47E isso parte é sequestrado pelo parlamento.
09:50E aí você olha os parlamentares, o nível de debate é muito baixo, quando você olha
09:55a Câmara dos Deputados e olha o Senado.
09:58E eles todos querem lacrar nas suas redes.
10:01O objetivo central é isso.
10:02Não é falar para o outro parlamentar buscando convencê-lo.
10:06Não.
10:06É criar um assunto que na sua rede, na sua bolha, vai repercutir.
10:10Isso independente se é de direita, de centro ou de esquerda.
10:13Mas é o que funciona hoje, né, professor?
10:15É o que funciona.
10:16Eu vou fazer um break rapidinho.
10:17Professor Vila.
10:18Muito bom, hein?
10:18Professor Vila vai fazer dois programas aqui.
10:22Chegou com tudo.
10:23Vamos falar.
10:24Audiência, audiência, audiência muito...
10:27Deixa eu ver aqui.
10:28Mas está dando audiência.
10:29Muita audiência e reclamando.
10:33Está falando, nossa, que cara imbecil.
10:36Tá.
10:36Puxa.
10:37Olha como ele escreveu imbecil.
10:39Imbecil com H.
10:39Imbecil.
10:40Imbecil.
10:41Obrigado.
10:42Imbecil com E.
10:43Não é um lugar.
10:44É imbecil.
10:45Estou assistindo para ver qual o motivo da Jovem Panther contra Marcílio.
10:50Contratado este indivíduo.
10:52Olha.
10:53Porque não recontrataram a Ana Paula.
10:56Você vê como é que é o amor da torcida.
11:00Está vendo só aqui, olha só.
11:03Mas a audiência crescendo assustadoramente.
11:06Está todo mundo assistindo.
11:07Está todo mundo assistindo.
11:09Todo mundo querendo saber como é que vai ser o programa do Professor Vila.
11:12Eu também quero saber.
11:13Daqui a pouquinho nós vamos falar, porque agora eu tenho um break do Reginaldo.
11:16Vai lá, Reginaldinho.
11:17Mas tudo passa, tudo passa.
11:22Nelson Nélio.
11:23Nelson Nélio.
11:24Tudo passa.
11:24Chegou na agulha.
11:25Muito bem.
11:25Perguntas para o Professor Vila.
11:27Pois não.
11:27Professor, você falava nos seus comentários sempre que era inacreditável.
11:32Claro.
11:32E o INSS não é inacreditável?
11:35Vai respingar no governo atual?
11:37Vai, vai.
11:38Já está respingando, né?
11:39De um lado, o argumento que vinha a parte do governo Bolsonaro é verdade, mas cresceu
11:43de forma exponencial no governo Lula.
11:45Então, isso não tem jeito.
11:46Não dá para brigar com os números.
11:48Você vai pegando a curva, aí em 2023, 2024, dispara.
11:52Agora, é inacreditável que você não tem controle algum dentro do INSS.
11:55E não é de hoje.
11:55Vamos lembrar a Georgina.
11:57Lembra lá?
11:57Lembro da Georgina.
11:58Grande Georgina.
11:59Figura impoluta e tal.
12:00Deu um golpe fabuloso.
12:02Fugiu para Costa Rica.
12:03Arrumou um casamento que achou que era possível obter a cidadania daquele país e ir lá ficar
12:09e tal.
12:09Então, nós vamos falar em fraude no INSS há décadas.
12:13Você não tem nenhum mecanismo de controle inaceitável.
12:16Agora, e é um absurdo o que fizeram com os...
12:18E muitos dos aposentados eram analfabetos.
12:20Pressionando.
12:20Pressionando.
12:21Maldade.
12:22Maldade.
12:22Coisa de maldade.
12:24Aleijado lá.
12:24Aqueles PCD.
12:27Os PCD.
12:28Os caras não sabem nem entrar na internet.
12:30Não tem nem acesso.
12:30É, o cara...
12:31Não adianta receber um lerito em outros estados.
12:33Fala um contra-cheque, né?
12:34Olha e tal.
12:36E fala, pô, mas o que é isso?
12:37O cara fala, é um desconto de 30 reais.
12:39Ele fala, isso faz com um milhão, é 30 milhões por mês.
12:42Pô, você multiplica por ano, dá 360 milhões.
12:45Quer dizer, é um absurdo.
12:46Quer dizer, é a maldade mesmo.
12:47A crueldade das pessoas.
12:49Agora, vamos ver se finalmente pega os caras, são condenados.
12:52Deixa eu fazer uma pergunta pra você, professor.
12:54Que você é um professor, um historiador.
12:57Um cara que já tem muitos livros e tal.
12:58E a gente não consegue entender, porque isso me parece ser uma maldade.
13:04Isso é uma coisa do Brasil.
13:06Da onde vem isso aqui no Brasil?
13:08Essa cultura de você roubar de um aposentado, de um cara que tá numa cadeira de...
13:14Da onde vem isso, professor?
13:16Não, não...
13:16Eu acho que, na minha leitura, é equivocado.
13:19Alguém fala, é, mas por causa da escravidão.
13:21Não, não tem nada a ver com a escravidão.
13:23O Brasil foi o último país do mundo ocidental a abolir escravidão em 1888.
13:27Inclusive, dia 13 de maio, era antigamente feriado até.
13:31Isso na Primeira República.
13:32Então, não podemos imputar isso.
13:33Eu acho que é mais uma questão recente, né?
13:36Se você olhar na Primeira República, que tem 1930 casos como esse, inexiste.
13:40Até 1945, também não.
13:42Até 64, também não.
13:44Dessas proporções e dessa forma e com essa maldade e tal.
13:47Eu acho que é um fenômeno mais recente, né?
13:50As pessoas...
13:51Nós temos um outro Brasil que nós não conhecemos.
13:53Que não foi o Brasil que eu conheci quando eu estava no ginásio,
13:57quando o Santos era campeão, faz tempo.
13:59Aquele era um outro Brasil.
14:01Eu acho que as pessoas também se pautavam por outros valores.
14:04Eu acho que nós temos uma crise de valores éticos, republicanos, morais, né?
14:09Então, mas de onde veio isso?
14:12Eu acho que vem da...
14:12Eu não sei, desse desejo de enriquecer rapidamente,
14:16negar o trabalho, o esforço, né?
14:18Saber que a melhorada de vida significa estudar, trabalhar, respeitar as leis.
14:23Eu acho que chega um momento meio de desmoralização de tudo.
14:26Eu acho que tem a ver com os escândalos de corrupção não punidos,
14:29devidamente punidos.
14:30A impunidade, né?
14:31A impunidade, a impunidade.
14:33E porque eu estava falando um dia desse com uma pessoa
14:36que circula aí no mercado financeiro e conhece essa turma
14:39que lava dinheiro muitas vezes através de mecanismos estranhos aí.
14:44Ele falou assim, a pessoa não está nem aí.
14:46Eu falei, mas a pessoa não sabe que um dia vai ser pego?
14:48Porque você olha assim e fala, pô, vai dar errado.
14:50Alguém chega uma hora que vai...
14:52A pessoa não está nem aí.
14:53É porque se for pego não acaba a vida da pessoa.
14:56Ele tem uma blindagem.
14:57A gente sabe como é que funciona a blindagem no Brasil, né?
15:01A empresa quebra e o cara nunca.
15:03Nunca.
15:03Porque ele...
15:04Eu estava falando de uma dessas empresas aí que quebrou
15:07e a pessoa falou, o que aconteceu com os dois filhos do dono?
15:10Eu falei, então nada.
15:11Passaram tudo antes porque ele sabe que vai quebrar.
15:13E antes eles passam.
15:15Sai do CNPJ, né?
15:16E aí ele passa para a pessoa física, coloca o dinheiro lá fora,
15:19os mecanismos são conhecidos, como é que você faz.
15:21E aí a vida acabou.
15:22Então falta punição e nós não temos.
15:25Então aí é uma estrutura que vai desmoralizando o sistema republicano.
15:30Porque eu perguntei dessa pessoa que era uma dessas sacanagens que estava fazendo.
15:35Falei, mas a pessoa não ficava receosa?
15:37Não.
15:37Estava em festas todo dia.
15:39Abri o uísque.
15:40Tem uísque que custa 100 mil dólares.
15:41Eu não sabia.
15:42Abri o uísque de não sei das quantas.
15:45Conhaque.
15:45Porque alugava prédios e apartamentos para pessoas que desenvolvem a antiga atividade,
15:52a primeira atividade da humanidade.
15:54O seu amigo.
15:54É, ali, tal, tal, tal.
15:56Aí você fala assim, putz, chega uma hora que a casa cai, né?
16:00Mas aí ele consegue se salvar.
16:01E essa é a questão.
16:02Esse que é o problema.
16:03A chance de ser pego não é das maiores.
16:05E quando é pego ainda compensa.
16:07Compensa.
16:07Você vê que grandes escândalos foram descobertos.
16:10E as pessoas saíram mais ricas do que entraram.
16:13Então, quer dizer, o crime compensou.
16:14Mas eu queria te perguntar o seguinte.
16:16Eu acompanho muito a sua carreira.
16:18Inclusive a época do Jaiminho, que eu acho que todo mundo...
16:21Até hoje, até hoje.
16:22Você foi um grande crítico do Jaiminho e do PT.
16:26No governo Bolsonaro você também fez duras críticas.
16:30E agora, olhando para trás, com o Lula e olhando para trás,
16:34você acha que quem fez um melhor ou um menos pior para o país?
16:41É o atual governo Lula ou o Bolsonaro?
16:43Porque eu acho que a gente...
16:46Você tem críticas aos dois, eu sei.
16:48Mas assim, numa balança, como você enxerga?
16:51Olha, eu acho...
16:52Aí na base do...
16:53Não existe isso na história.
16:55Mas se em 2002 o resultado da eleição tivesse sido diferente no segundo turno,
16:59nós seríamos um outro país.
17:01Mas o Brasil assim não quis.
17:03Ao invés de optar pelo melhor presidente que não tivemos,
17:06que seria o José Serra, optou pelo Lula.
17:08E deu no que deu.
17:09E eu não estou exagerando.
17:10Basta você puxar e ver o que o José Serra fez na política brasileira.
17:15Desde a constituinte.
17:17Lembrar o que foi feito no Ministério da Saúde.
17:20Questões revolucionárias.
17:21O Brasil quebrou as patentes internacionais.
17:24Foi na Índia.
17:25Discutiu lá o tratamento da AIDS.
17:28Os genéricos.
17:29Tudo aquilo.
17:30A questão do fumo, que era um problema mundial que foi copiado tudo do Brasil.
17:34Era aquele momento histórico.
17:35Mas o Brasil optou.
17:37Em certos momentos, ele quer a mudança.
17:39E havia um desgaste do governo Fernando Henrique muito grande.
17:42Especialmente nos dois últimos anos do segundo governo.
17:45O Brasil crescendo próximo a zero.
17:47E...
17:48Seguiu aquele caminho.
17:49O Fernando Henrique entregou de bandeira.
17:51Ele...
17:52Então, o final do mandato...
17:53Opa.
17:53O mandato foi ruim.
17:55O segundo mandato.
17:56Especialmente os últimos anos.
17:57É que teve três crises internacionais também no período.
18:00Ele não...
18:01Nesse sentido, não foi muito...
18:0297, né?
18:04É.
18:04Teve quebradeira.
18:05Começa a quebradeira no Sudeste Asiático.
18:07Tal quebradeira.
18:08Problema na Rússia.
18:10Agora, eu acho que teve isso que acabou dificultando.
18:12Agora, o governo...
18:13Os dois primeiros governos Lula...
18:15Interessante que o Lula 2...
18:17Todo mundo achava que estava uma maravilha.
18:18Eu era um dos poucos que criticava o governo Lula.
18:20Escrevia um livro.
18:21Que teve muitas...
18:22Se chama Da Década Perdida.
18:24Dez anos do PT no poder.
18:25Teve muitas edições.
18:26Teve lá umas 18 edições e tal.
18:29E...
18:29E...
18:30E eu dizia...
18:30Eu achava que eu estava delirando.
18:32Porque eu dizia que tinha problemas.
18:33Os pessoas diziam que era ótimo.
18:34Quando cresceu 7,5% em 2010...
18:37Que tinha a Bolsa Miami.
18:38É bom lembrar?
18:39É.
18:39A Bolsa Miami.
18:41A Bolsa Miami.
18:42A Bolsa Miami.
18:42A Bolsa Miami.
18:44Os aeroportos.
18:44A classe média achava uma maravilha.
18:46Dólar.
18:47Se endividando.
18:49Endividando.
18:49Porque você estimulou o crédito para sair.
18:51Porque em 2009 foi zero o crescimento.
18:53Zero, 0,2%.
18:55Pegou a crise internacional do Subtrain.
18:55Pegou a crise internacional do Subtrain.
18:56No último trimestre de 2008.
18:58Então, aí estava todo mundo satisfeito.
19:00Tanto que falaram para mim.
19:01Pô, você está...
19:01Você está...
19:02Reclamando.
19:03Você tem uma...
19:03Uma problema pessoal?
19:05Não.
19:05Eu falei, não é questão pessoal.
19:06Não tem nada a ver isso.
19:08Mas...
19:08E aí veio o governo Dilma.
19:10E o primeiro governo Dilma.
19:11Você já tem uma queda do crescimento econômico.
19:13Até chegar em 2014 a zero.
19:15E aí o pior bienio da história econômica é 2015, 2016.
19:18Que aí foi uma tragédia dos diabos.
19:20E aí veio o momento do impeachment.
19:23Pode ser.
19:23Eu acho que um dos erros que no momento do impeachment.
19:25Eu imaginava.
19:27E não aconteceu isso.
19:28Que fosse criar aqueles movimentos independentes.
19:31Como o MBL.
19:32Como o Vem Pra Rua.
19:34E etc.
19:34Que aquelas manifestações do paulista foram chamadas por esses movimentos.
19:37Não por partidos políticos.
19:38Eu imaginei que daí sairia uma novidade política.
19:42Uma coisa diferente para 2018.
19:44Não aconteceu nada disso.
19:45Eu estava sonhando.
19:47Eu esperava que isso pudesse ser criado.
19:49Por quê?
19:49Não se construiu com as condições concretas para partidos políticos.
19:53E aí 2018 veio a eleição do Bolsonaro.
19:55Claro que não só.
19:57Mas tem a ver com o atentado de juízes de fora do 6 de setembro.
20:00Mas não só isso.
20:01Havia um cansaço em relação ao sistema tradicional.
20:04Aí tivemos a pandemia também.
20:05Que foi terrível para o mundo e para o Brasil.
20:07Então eu acho que na verdade nós estamos à procura.
20:10Se nós sairmos dessa polarização.
20:12Isso eu estou dizendo uma obviedade para mim.
20:15Que existe.
20:15E despolitizada entre Lula e Bolsonaro.
20:18Seria a grande coisa do país.
20:21Nós temos de sair.
20:22Nós temos de ter momentos de concordância.
20:24Mas se você 100% você discorda de mim.
20:26Eu discordo 100% de você.
20:28É impossível ter político.
20:29A política só é possível quando eu concordar com 20% do que você está dizendo.
20:32E você concordar com os 15% que eu estou dizendo.
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