O programa EM Minas recebeu Maria Elvira de Sales Ferreira, ex-deputada estadual e federal, empresária e ex-secretária de Turismo de Minas, para uma conversa exclusiva com Ricardo Carlini.
A entrevista resgatou memórias políticas do período de Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek, além de reflexões sobre os rumos do país.
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NotíciasTranscrição
00:00Estamos de volta com Em Minas, agora apenas aqui no Portal Why, no canal do YouTube com
00:07a Maria Ouvira de Salles Ferreira, eterna política, líder política, empresário,
00:13jornalista, relações, tudo, né Maria Ouvira?
00:16Na TV a gente estava falando há pouco das viagens marcantes fora o Brasil, que você
00:21é apaixonada, qual o país que mais te encanta?
00:23Você falou a Itália, por quê?
00:25Qual o lugar da Itália, por que a Itália?
00:27A Itália é um conjunto, junto às belezas naturais, que são fascinantes, com os lagos,
00:37as grutas, realmente a costa, o recorte das costas da Itália são maravilhosos, passando
00:47pela história e com a história os monumentos, as cidades, as montanhas.
00:56Eu diria que não vejo nada que se compare à Itália, não, em termos de conjunto.
01:01É de uma riqueza cultural do povo, da tradição.
01:03Porque a civilização romana, ela foi extremamente desenvolvida.
01:08Então, eles avançaram, inclusive, pelo mundo, né?
01:12Chegaram ao Egito, chegaram à África.
01:15Com marcas dos romanos até hoje.
01:17A marca dos romanos está em toda parte.
01:19Eles desenvolveram uma capacidade de fazer infraestrutura, né?
01:24Inclusive, estradas pavimentavam coisas que nós, até hoje, nos surpreendemos com a capacidade
01:31deles de construção.
01:33Então, eles fizeram coisas maravilhosas, né?
01:37Então, Roma, Roma antiga, mas não só Roma, para todo lado, você encontra coisa dos romanos
01:44que te impressiona, né?
01:46Eu acho que a Grécia também, é claro, a gente tem o maior respeito pela cultura grega,
01:51mas, na minha opinião, os romanos o suplantaram.
01:54É, porque acho que foi uma cultura muito presente e, hoje, na Itália, eu penso que ainda...
02:00Claro que, aqui no Brasil, nós temos, cada um tem a sua identidade.
02:03Ah, o sulista, o nordestino, o nortista.
02:06Mas, eu penso que, na Itália, ainda sobrevive aquela questão das regiões emancipadas, né?
02:15Que você tinha o senhor, o siciliano, aquele do Tirol, o outro de Veneza, que foram, depois,
02:22convidados a se unir e formar a República Italiana, mas eles preservam muito sua cultura original.
02:28Muito, muito.
02:30Às vezes, com acento, com dialeto, que você não entende, não compreende.
02:32Não entende.
02:33E, aí, vem as outras coisas, né?
02:35A música, muito bonita, né?
02:37A comida é maravilhosa, né?
02:40As festas deles, procissões...
02:43Intermináveis.
02:44A parte religiosa, né?
02:46E outra coisa, também, né?
02:48A estética e a moda, por exemplo.
02:50Não há moda.
02:51Milão dita para o mundo, né?
02:52Até a própria França, que tem uma moda maravilhosa.
02:55Por exemplo, você vê um desfile, como eu vi há poucos dias num vídeo, um desfile
03:02de Dolce Cabana, dentro de um dos palácios da Roma Antiga, é uma coisa estratosférica.
03:10Você não...
03:11Como que alguém pode criar aquela beleza, né?
03:13É de arrepiar.
03:14Então, realmente, é difícil competir com a criatividade dos italianos e com o que
03:21eles conseguem construir em termos de beleza.
03:23É lindo.
03:24A mulher que viajou o mundo inteiro falou, no final da TV, que é depois da Itália, que
03:29você apaixonou pelo Vietnã do Sul.
03:31É.
03:32O Vietnã do Sul...
03:33Botão.
03:34Eu lembrei muito de um lugar que eu viajou.
03:36O que chamou a atenção?
03:37O que chamou a atenção?
03:38Halong Bay.
03:39Para mim, em termos de beleza.
03:40Nunca foi lá.
03:41Halong Bay, aquele filme da Caterine Deneuve, Indochina, você vê muito lindo.
03:47É uma...
03:48Como paisagem, para mim, foi a coisa mais bonita.
03:50Porque a água é absolutamente cristalina e de dentro da Bahia saem aqueles limestones,
03:57né?
03:58Aquelas pedras, assim, pontiagudas, esverdeadas, claras.
04:03E aí, no meio daquilo tudo, você vê aqueles barcos de junco, sabe?
04:08É uma paisagem louca.
04:11É lindo, lindo, lindo, lindo.
04:12Agora, tem muita coisa bonita, né?
04:14Você vai...
04:15Eu acho que a China também é um país muito bonito.
04:17O Japão é um país muito bonito.
04:19Quer dizer, você vai ver coisas bonitas no mundo inteiro.
04:23A Tailândia é muito bonita.
04:25O que você escolhe um país como?
04:27Quando você fala assim, vou para tal lugar, quero ver tal coisa, o que te leva a conhecer
04:31um país?
04:32Olha, eu tenho muita humildade.
04:35Eu gosto de procurar quem entende do ramo.
04:38No meu caso, eu tenho uma ligação muito grande com o Flávio Gell.
04:42Flávio Gell.
04:43Porque o Flávio é um expert.
04:45Ele tem anos e anos e anos nisso.
04:47Então, quando eu viajo com ele, eu sei que estou excelente, irmãos.
04:51Não estou fazendo aqui nenhuma publicidade não, viu gente?
04:53Mas é porque ele sabe tudo.
04:55E eu ainda sou muito curiosa.
04:58Eu ainda compro guia antes, os guias.
05:01Estudo.
05:02Mas não era gostoso viajar com o guia?
05:05É.
05:06Porque não tinha internet.
05:07A gente comprava o guia.
05:08Muito bom.
05:09E viajava.
05:10E a gente leia, né?
05:11E o Michelin, depois teve um outro aqui do Brasil.
05:12Aí você chega no país, você já sabe quais são os produtos.
05:16Você sabe um pouco da cultura.
05:18Você sabe um pouco da religião.
05:19Agora é tudo aqui, né?
05:20Você fica no celular acompanhando como você fazia no guia?
05:22Eu sou muito analógica.
05:23Eu gosto de papel.
05:24E quando a gente viajava com o mapa, dirigindo com o mapa, pegar a estrada e tal...
05:28Nossa, é uma delícia.
05:29É uma delícia.
05:30É uma delícia.
05:31Eu gostava muito também.
05:32Gosto muito ainda.
05:33Facilitou muito, claro, o deslocamento.
05:34É.
05:35Eu me lembro que quando eu fui a Israel pela primeira vez, eu li toda a história de Israel.
05:41Então, quando eu fui para Israel, eu sabia o que eles enfrentaram, entendeu?
05:46Todas as questões, sabe?
05:50É fascinante.
05:51Quando eu fui a Índia, eu adoro a Índia.
05:54É.
05:55Apesar da miséria que todo mundo pregoa, realmente há muita miséria.
05:59Mas é um país fascinante, né?
06:01É um país que...
06:03A religião, por exemplo, a religião e o hinduísmo segura aquele país, né?
06:08Porque as pessoas, no fundo, elas sempre já imaginam que tudo que elas estão passando
06:13ali vão ser compensadas no depois, né?
06:18É triste isso, né?
06:19É triste, mas, por outro lado, dá um aconchego muito grande, quer dizer...
06:24Para aquele que está necessitado, desamparado.
06:27É o caso...
06:28Como é que você explica as castas?
06:29Como é que vai explicar a casta?
06:31Ninguém...
06:32Eu não consigo entender que um párea aceita ser párea com tanta tranquilidade, não é?
06:37Então, não me cabe aqui fazer esse julgamento.
06:41Mas eles, no modus deles, eles vivem.
06:45Vivem lá.
06:46Eu me lembro que a primeira vez que eu cheguei na Índia, eu cheguei...
06:51Não, a primeira não.
06:52A segunda vez.
06:53Eu fui à Índia três vezes.
06:54A segunda vez eu desci no aeroporto de Mumbai, né?
06:58E eu estava sozinha.
07:01Então, eu peguei um táxi.
07:03Então, eu cheguei assim, cheguei quatro horas da manhã, clareando o dia.
07:07E eu arrumada, né?
07:09Sem conhecer ninguém.
07:10Sem conhecer ninguém.
07:11Eu ia para o hotel só.
07:12Eu fui para um congresso mundial de relações públicas.
07:16Eu ia encontrar com uma amiga lá no hotel, né?
07:19E eu cheguei na porta do hotel.
07:22Aquelas pessoas todas com aqueles turbantes, né?
07:25Os siques, né?
07:26E eu com a minha mala.
07:28Mas é uma impressão horrível, né?
07:31Porque é um cara daquela...
07:34Alguns com um pouco de cinza no rosto, né?
07:38Porque é uma cultura milenar.
07:40E aí você entra dentro do carro, do táxi.
07:44E eles saem buzinando pela rua.
07:46E aí você olha do lado de lá aquele povo que mora na rua.
07:51Eles nunca tiveram uma casa?
07:52Nunca!
07:53Eles moram em tendas.
07:55E escovando os dentes com o dedo, assim, na rua.
08:00E tomando aquele chá deles em pé numa esburrada.
08:04É uma coisa terrível, sabe?
08:06Quer dizer, eu estou te contando uma experiência.
08:08É bem diferente, né?
08:09É muito diferente.
08:10E o banho é diferente também, né?
08:12Também.
08:13E aí vem aquela experiência...
08:14O povo acha que é banho de chuveiro, não é.
08:16Não existe.
08:17Então, é realmente uma cultura...
08:20Bom, eu estou contando aí...
08:21A cultura é uma cultura.
08:23É.
08:24Você deve ter ido para alguns extremos árabes aí, completamente diferente.
08:29Também, também.
08:30Onde a mulher tem que ter um comportamento...
08:32Também, também.
08:33Foi.
08:34Nossa Senhora.
08:35A diferença é demais, demais, demais, demais.
08:38O Qatar, por exemplo, eu achei...
08:41Eu fui num hotel em que estavam lá os homens com as suas bermudas tomando sol na praia
08:47e as mulheres com aquelas roupas pretas...
08:49Todas de burca.
08:50Do lado deles.
08:51É.
08:52É um negócio revoltante.
08:53Eu tenho pavor dessa coisa.
08:55Mas é a cultura deles.
08:56É a cultura deles.
08:57Eu tenho que respeitar, quer dizer, respeitar, mas me revolta.
09:01Me revolta profundamente.
09:02Entendeu?
09:03Que uma...
09:04Que elas aceitem isso e que o Corão...
09:09Que, aliás, dizem que isso não é exatamente assim.
09:12Eu nunca li o Corão, mas dizem que isso é uma interpretação que eles fazem do Corão.
09:17Não é isso.
09:18Que é o pé da letra.
09:19Não é assim.
09:20Entendeu?
09:21Porque também...
09:22Você sabe que a lei, ela é interpretada da forma que às vezes interessa.
09:25Não é?
09:26Às vezes de forma completamente diferente do que está na letra.
09:31Não.
09:32Eu, como feminista de carteirinha, desde que eu nasci quase, eu...
09:35Pra mim, essa cultura islâmica me revolta muito.
09:40Principalmente a maneira como é tratada a mulher.
09:42E...
09:43Mas eu...
09:45Tanto que eu não me sinto muito à vontade nos países islâmicos, não.
09:49Eu passei 12 dias no Irã.
09:51Um país, assim, que tem uma beleza, a parte artística é muito bonita, né?
09:57Mas passei 12 dias com aquele paninho na cabeça.
10:01Entendeu?
10:02A Betty agora foi há pouco tempo.
10:04A Betty Pimenta foi depois de mim, né?
10:06Mas com aquele paninho na cabeça, o que que eu fazia?
10:09O que que eu fazia?
10:10Eu inventei uma solução inteligente.
10:11Eu levei uns chapéus muito bonitinhos, de palha.
10:14Então, eu colocava na cabeça como se eu fosse uma apanhadora de café.
10:17São Paulo.
10:18Então, eu botava aquele paninho, uns lenços bonitos, né?
10:21De seda.
10:22Com os chapéus ali em cima.
10:23Escondiu os cabelos.
10:24Então, eu não me sentia como elas, não.
10:26Não me sentia diferente.
10:27Mas tinha que ser assim.
10:28Um dia, no café da manhã, meu lenço escorregou, o garçom veio, sabe?
10:33Me cutucou, que eu tinha que amarrar depressa.
10:36Não pode.
10:37E, inclusive, eu andei, um dia eu tava de calça jeans, uma calça bonita.
10:43Eu percebi que não tava agradando, porque não pode mostrar o corpo, as formas do corpo.
10:48Não pode.
10:49E comprar umas túnicazinhas pra vestir por cima.
10:52Uma túnica.
10:53Então, é bastante incômodo pra gente.
10:56Com base nesse relato e nessa vivência, você pode afirmar que a mulher brasileira
11:02está entre, como eu posso dizer, das que tem mais espaço para o respeito, para o trabalho,
11:11para as atividades que desejaram?
11:12Eu acredito que sim.
11:13Eu acredito que sim.
11:14Eu acredito que nós realmente evoluímos muito.
11:17Mas ainda temos a questão de preconceito.
11:21Tem sim.
11:22O machismo, ele é uma questão cultural, ele tá em toda parte.
11:26Tá na cabeça das pessoas, nas próprias mulheres, que muitas vezes discriminam as outras mulheres,
11:31criticam demais as mulheres nas próprias empresas onde elas trabalham,
11:36ou no serviço público, ou na rua.
11:39Quer dizer, pré-julgam, pré-julgam.
11:42E eu diria que nós ainda temos muito pra avançar.
11:46Mas, em termos de legislação, melhorou muito.
11:48Por exemplo, quando eu entrei na Assembleia Legislativa como legisladora,
11:52a gente ia pra tribuna.
11:55Eu, por exemplo, me elegi sempre em cima da bandeira da mulher.
11:59Tanto que meu slogan era a hora e a vez da mulher.
12:01Sua primeira eleição foi em 86.
12:0386, né?
12:04A hora e a vez da mulher, a mulher certa no lugar certo.
12:07Quer dizer, eu sempre fui coerente e foquei.
12:10Quer dizer, claro, eu sempre defendi a educação, sempre me preocupei com o meio ambiente,
12:14mas a minha bandeira era as questões das mulheres.
12:18E aí eu vou te fazer uma pergunta.
12:20Uma vez eu ouvi você falando isso numa palestra.
12:22É verdade que no seu primeiro mandato, quando você chegou na Assembleia Legislativa,
12:26não tinha banheiro feminino para deputada?
12:29Não, não tinha.
12:30Não tinha.
12:31Só tinha banheiro para deputador?
12:32Só para deputador.
12:33Entendeu?
12:34Eles tiveram que...
12:36Tinha vários banheiros.
12:37Eles tiveram que adaptar, botar placa, botar chuveirinho, entendeu?
12:42Arrumar tudo para nós.
12:43Gente, isso foi outro dia.
12:44É, foi outro dia.
12:45Olha o avanço.
12:46E mesmo quando nós chegamos na Câmara Federal, que eu era a única mulher da bancada
12:51feminina, da bancada mineira, eram só homens, eu me lembro que eu fiz uma carta para a
12:58diretoria geral, porque, por exemplo, a gente ficava lá o dia inteirinho.
13:02Não tinha bidê, claro, mas não tinha chuveirinho também, não.
13:06Entendeu?
13:07A gente precisa disso.
13:08Então, eles fizeram a adaptação no nosso banheiro feminino, que tinha banheiro feminino
13:13para colocar chuveirinho.
13:14Quer dizer, a gente está sempre reivindicando alguma coisa, porque está sempre para trás,
13:18sempre atrasado.
13:19Então, acho que estão chegando agora, estão pegando o caminho já bastante adiantado
13:23que vocês abriram as trincheiras.
13:25Agora, já tem uma mulher, já tem mulheres na mesa, agora, lá na Assembleia, a vice-presidente
13:31é a Lenina.
13:32É uma mulher.
13:33Mas, na nossa época, nós tentamos de todo jeito, não conseguimos.
13:36Entendeu?
13:37Então, é sempre assim, a gente planta para outras colherem.
13:40E isso é importante.
13:42Quer dizer, a pioneira, as pioneiras, elas plantam para as outras colherem.
13:47E é muito importante que se faça isso e que se saiba disso.
13:52Não é?
13:53Então, por exemplo, eu tenho uma lei que me orgulha muito, que foi uma luta danada,
13:58quando eu era deputada federal, que obrigou o SUS a reconstruir a mama da mulher
14:05que tivesse sido mastectomizada pelo câncer de mama.
14:09Você pensa bem, a mulher tirava a mama, se ela não tinha dinheiro, ela ficava com um buraco
14:13aqui, ó.
14:14Pensa bem.
14:15A mama para a mulher é igual o pênis para o homem.
14:18É um órgão da feminilidade para ela.
14:21Entendeu?
14:22Se ela não tem a mama, ela se sente castrada.
14:24Entendeu?
14:25Então, eu me lembro que eu perdi uma irmã com 29 anos, Maria Antonieta, em 1969.
14:33Ela retirou a mama toda, radicalmente.
14:37Na época, o que tinha, sabe o que que era?
14:40O saco de alpiste.
14:41Enchimento.
14:42Botava dentro do sutiã.
14:45Depois vieram os enchimentos, os bojos.
14:48Não é?
14:49Eu me lembro que uma vez eu fui aos Estados Unidos e eu trouxe uma encomenda,
14:54não para minha irmã, para uma outra pessoa, que colocava uma coisa assim,
14:58para apertar, por causa dos linfonodos, né?
15:01Então, quer dizer, não tinha quase nada.
15:03Não tinha nada.
15:04Hoje não.
15:05Hoje tem mil coisas.
15:07Mas hoje, inclusive, quando eu fiz esse projeto de lei,
15:11foi no governo Fernando Henrique Cardoso e tive o apoio do Zé Serra,
15:15porque deputado não pode fazer lei que cria despesa para o governo, né?
15:19Sabe que isso é constitucional.
15:22Então, eu tive o apoio do Zé Serra, tive o apoio do Fernando Henrique,
15:26dois anos tramitando, brigando, conversando com líderes,
15:29com bancadas, com partidos, até ser aprovado no dia 8 de março.
15:34Entendeu?
15:35Com o apoio da bancada feminina.
15:37Então, por exemplo, para mim, meu mandato valeu só de ter aprovado essa lei.
15:43Porque no ano passado, 28 mil mulheres foram operadas graças a essa lei,
15:48que depois se estendeu para os planos de saúde.
15:50Porque, na primeira vez, nós não colocamos os planos de saúde,
15:52senão eles iam criar casos.
15:54Deixamos para depois.
15:55Deixamos para depois.
15:56É, deixamos para depois.
15:57Na segunda etapa, a Jandira estendeu, já tinha saído,
16:00estendeu para os planos de saúde.
16:02E agora, já uma deputada lá do Norte, a pessoa já pode,
16:07tirou, já pode fazer a cirurgia imediatamente se ela quiser.
16:12Entendeu?
16:13Marilvira.
16:14Só tenho que te agradecer a sua trajetória, o seu conhecimento e a sua dedicação, né,
16:19que você teve na sua vida pública.
16:21Ah, mas isso é muito bom.
16:22E muito obrigado pelo seu carinho de ter aceitado o nosso convite e ter estado aqui
16:26hoje conosco.
16:27Obrigado.
16:28Muito obrigado, viu?
16:29Que bom.
16:30Que bom.
16:31Muito obrigado.
16:32Eu que agradeço, Carline.
16:33Prazer estar aqui.
16:35Ainda mais porque me emociona muito estar na TV Alterosa, que faz parte do grupo Associados,
16:41com o qual meu pai serviu tantos anos, né, o Newton de Pai Ferreira.
16:45E ele era um apaixonado pelos diários de emissões Associados.
16:48Tanto que a foto dele está aqui nesse prédio, né, lá no andar da diretoria.
16:53Terceiro.
16:54Terceiro andar está lá a foto do velho Newton de Pai Ferreira, meu pai, que realmente foi
17:00um homem exemplar, que eu sempre tentei seguir os passos dele porque ele era um homem
17:06que gostava muito de ler, estudar, político, gostava muito de política.
17:11Puxou ele.
17:12Muito obrigado.
17:13Que bom.
17:14Que bom Deus.
17:15A casa é a sua.
17:16Volte sempre.
17:17Obrigada.
17:18Salles Ferreira, uma querida amiga, incentivadora da cultura, das artes, do turismo, mulher pública,
17:25que dedica-se ainda ao estudo da boa política, da política sadia.
17:31Muito obrigado, gente.
17:33Viva as mulheres, né?
17:34Viva as mulheres.
17:35Viva as mulheres, né?
17:36Vai assume é uma chwara번ha da coisasтаки e
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