00:00Vários troféus nas prateleiras e uma caixa cheia de medalhas.
00:05São conquistas que marcaram a trajetória da Andréa, triatleta amadora que aos 55 anos de idade foi classificada para mais um desafio internacional.
00:18Vai ser o Mundial de 70.3, início o ano que vem, em setembro, dia 12 de setembro.
00:25E é a cereja do bolo, um comparativo com jogador de futebol, a Copa do Mundo, do triatleta amador, no meu caso.
00:35Esse é o campeonato mundial, então uma pessoa que quer se inscrever para essa prova, ela não pode.
00:42Só vão as pessoas que pontuaram e são registradas para participarem dessa prova, que é o meu caso, do mundo inteiro.
00:49Então é um campeonato mundial do meio Ironman, no caso 70.3, que quer dizer o quê?
00:5670.3 é a distância que você percorre em milhas, certo?
01:00Essa prova vai acontecer em Nice e aí ela tem várias características de altimetria.
01:06Então o triatlon é uma atividade que você nada, pedala e corre.
01:11No 70.3, no meio Ironman, você nada 1.9 quilômetros, pedala 90 e corre 21, uma meia maratona.
01:23A competição vai ocorrer no ano que vem.
01:26Até lá tem chão e até aqui foi uma longa trajetória da Andréia Paulistana, que vive em Santos
01:33e já viajou para tudo que é lugar para participar das provas de triatlo.
01:39Toda conquista é uma grande conquista, mas eu vejo o campeonato aqui, o Santista de triatlon,
01:45eu já ganhei ele quatro vezes na classificação geral, foi bem bacana.
01:53O campeonato, o triatlon internacional, que é uma prova também de uma outra distância,
02:00uma distância olímpica, também já ganhei ele algumas vezes, alguns anos.
02:05Fortaleza foi um 70.3, ganhei uma em Pirassununga, também que é uma prova de longa distância.
02:13Fortaleza eu fui muito bem, por um problema técnico eu fiquei em sexto lugar, mas foi uma excelente prova.
02:20E lógico, essa última que foi um presente, uma conquista muito grande.
02:26Na verdade foi muita dedicação e muita paixão e acho que momento certo.
02:31A Andréia conciliou a paixão pelo esporte ao longo da vida com a maternidade e com a profissão.
02:38Atua como bancária e vale ressaltar que conta com o apoio da família e de profissionais durante os treinos.
02:46A gente faz uma conversa com o atleta, entende as demandas dele, como que ele está, como que é a logística de vida, como que é o trabalho.
02:55E a gente vai ser a ferramenta que vai possibilitar esse treinamento muito mais inteligente,
03:00no qual o atleta vai ter uma propensão muito menor a se machucar, vai conseguir ser muito mais assíduo, passar mais tempo treinando e evoluir mais.
03:09Eu comecei com 17 anos, acompanhando meu marido, hoje meu marido, né, ele pedalava, eu comecei a pedalar, brincando,
03:19e me inscrevi numa prova, meio sem saber o que que era, em 88, tinha 17 anos, no Guarujá.
03:27Depois eu fiz o primeiro, teve a primeira etapa aqui do Troféu Brasil, que é uma prova muito tradicional.
03:33Santos é o celeiro do triatlon, né, aqui começou o triatlon.
03:37No Brasil, a gente pode dizer que foi aqui em Santos.
03:40Pra quem quer seguir o exemplo da Andréia, ela dá a dica.
03:44O importante é sonhar, é estar sempre querendo galgar, mas sempre estando acompanhada e sempre tendo uma questão técnica
03:55e uma questão principalmente de organização de vida, né.
03:59Você não pode deixar o triatlon tomar conta da sua vida, e sim ele fazer parte da sua vida, né.
04:05Essa é a grande sacada, né.