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A insegurança no litoral de São Paulo atingiu um novo patamar de ousadia. Em São Vicente, criminosos utilizaram motos aquáticas para abordar e assaltar um casal que estava dentro do mar.

O crime escancara a falta de policiamento ostensivo e o domínio da criminalidade, que agora ignora até as barreiras naturais para atacar cidadãos.

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Transcrição
00:00Com a chegada das férias e início da alta temporada, criminosos foram flagrados assaltando um casal dentro do mar.
00:08Ambos passeavam de caiaque na Praia dos Milionários, em São Vicente, litoral aqui de São Paulo,
00:16quando foram surpreendidos pelos criminosos que estavam em uma moto aquática.
00:21Segundo as vítimas, os bandidos roubaram as alianças do casal, avaliadas em cerca de 17 mil reais
00:29e ainda agrediram o homem com um remo.
00:32Após o crime, flagrado por banhistas que estavam na faixa de areia, a dupla deixou o local rapidamente em direção ao mar aberto.
00:40A polícia afirmou que está investigando o caso e tenta identificar os criminosos.
00:45Um episódio absurdo que eu confesso que eu jamais tinha visto uma cena como essa, Diego Tavares.
00:53Coisa de Brasil, né, David de Tarso?
00:55Enfim, não dá pra, de fato, exigir que o Estado patrulhe o mar.
01:00Não é razoável que se exija isso.
01:02Mas eu acho que do ponto de vista simbólico, a gente consegue ver com muita clareza
01:07o ambiente de permissibilidade pro crime no qual o Brasil se converteu.
01:12Por que será que duas pessoas têm a brilhante ideia numa manhã
01:16de pegar um jet ski e fazer um assalto a banhistas numa praia em plena luz do dia
01:22e ainda agir dessa forma, de forma violenta, agredindo, como nós repercutimos aqui com o Remo,
01:28a vítima do assalto?
01:29É porque aqui essas pessoas não têm qualquer medo de serem punidas por seus crimes.
01:34Elas não têm medo de que recaia sobre elas as consequências da lei.
01:38Como eu disse, é uma questão de ambiente.
01:41Isso se reflete pra todo o Brasil.
01:43Aqui, se nós temos uma alta, uma explosão nos crimes de violência contra a mulher,
01:47é porque existe também um ambiente de permissibilidade.
01:50Se nós temos uma alta no roubo de celulares em pontos de ônibus, né,
01:54aquele famoso assalto de dois caras numa moto, não uma moto d'água, mas uma moto convencional,
02:00é porque nós temos um ambiente de permissibilidade.
02:03O que acontece no Brasil é muito bem estampado por aquela frase clássica do Marquês de Becaria.
02:09O que inibe o crime não é o rigor da pena, é a certeza da punição.
02:15E, infelizmente, o que nós temos aqui são criminosos que têm certeza que podem praticar os seus crimes
02:20e que não serão punidos por eles.
02:22Agora, é impressionante, né, quando a gente vai pras praias aqui no litoral,
02:27principalmente no litoral sul paulista,
02:28a insegurança de você usar uma aliança, um cordão de ouro.
02:32Eu mesmo gosto de utilizar, e a aliança, obviamente, até gera complicações matrimoniais, né?
02:38Então, assim, inclusive eu já perdi uma vez uma aliança em alto mar, na lua de mel,
02:43e aí tive um conflito imenso.
02:45Mas hoje a esposa entende, e é um hábito que você tem que acabar mudando na sua rotina,
02:50onde você não pode mais exibir qualquer tipo de ouro,
02:54porque senão você corre o risco ali de ter, igual a gente viu o episódio já acontecendo,
02:59uma mulher correndo, teve o dedo mordido por um bandido.
03:03Então, assim, essas situações vão se avolumando e vão se agravando.
03:06A gente tem a Operação Verão ali na praia, no litoral paulista,
03:10contempla também a cidade de São Vicente,
03:13só que dentro do mar a pessoa não ter segurança, essa pra mim é nova, Adávila.
03:18É, é nova, e é mais um sinal de que as estatísticas não condizem com a realidade.
03:25Apesar do governo do estado de São Paulo sempre estar mostrando aqui os dados da queda de furto, roubo e tal,
03:29no fundo, ninguém se sente seguro.
03:31Aliás, tá aí a prova.
03:33Você é banhista no mar, passando as férias,
03:35agora vem um novo tipo de assalto.
03:37Você já ficava preocupado na areia, né?
03:38Você já pensava, na areia, não posso andar de manhã, correr.
03:40A preocupação é que eu não estava ali na areia.
03:42Exatamente.
03:42Eles movimentando, você falou, opa, calma aí, deixa eu olhar em volta aqui pra ver se não tem ninguém, né?
03:46Até pra usar o celular, agora, dentro do mar.
03:49Não, dentro do mar, né?
03:50Não, e o pior, não só é a impunidade, como bem lembrou o Diego Tavares,
03:55mas foi a atitude dos policiais em relação, dando um conformismo.
04:01É assim mesmo, olha, se quiser faz um B.O. lá, não tem nada o que fazer.
04:04Como assim?
04:06Como assim?
04:06Como é que a polícia pode reagir dessa forma?
04:09É um absurdo total.
04:11Ou seja, conformismo em relação ao crime, impunidade e, agora, estatísticas que não correspondem
04:21aos sentimentos das pessoas passando verão na praia.
04:25Então, assim, fica muito difícil nós entendermos que o Estado está realmente fazendo o seu máximo
04:33pra botar esses bandidos na cadeia, pra acabar com a impunidade que tanto tira o sono dos brasileiros.
04:41Porque tudo você é, hoje, motivo de perder o sono, perder, inclusive, a vida,
04:48ou ser agredido por coisas como uma aliança.
04:50Então, agora, você vai pra praia, não pode...
04:52Então, você não vai poder ir mais levar dinheiro pra praia.
04:55Você vai ter que chegar e fazer fiado.
04:56E aí, no último dia da praia, você vai lá pro cara d'água de coco, sorvete, passar lá no seu prédio lá,
05:01que você vai pagar, porque não dá pra levar absolutamente nada na praia desse jeito aí.
05:06Imagina, dentro d'água, como é que você vai assaltar alguém dentro d'água?
05:08Dentro d'água, você não tem nada.
05:10Mas tem lá uma aliança e isso é motivo disso.
05:14Ou seja, mais um retrato da impunidade e de um certo inconformismo de algumas autoridades
05:21ao tratar como se fosse a coisa mais corriqueira no mundo.
05:26Não pode ser.
05:27Nós temos de mostrar sempre a nossa solidariedade e indignidade com esse tipo de crime.
05:34Agora, o que chama atenção também é que uma moto aquática não é um valor, assim,
05:38não é barato pra você adquirir uma, né?
05:41E as pessoas assaltando com uma moto aquática, precisa ver também se estava registrada,
05:46se era em nome de quem, ou se até mesmo a moto aquática utilizada,
05:49assim como acontece com as motos de verdade, né, que circulam pelas ruas,
05:54se não se trata de um objeto de furto ou roubo também, né, Musa?
05:58É, sem dúvida.
05:59O que é grande é a probabilidade, né?
06:02Dificilmente uma pessoa que está praticando isso foi uma loja que comprou com jet ski,
06:07com lota fiscal, com dinheiro certo, declarado.
06:10Acho bastante improvável.
06:11Não quero fazer nenhum tipo de juízo, mas acho improvável.
06:13Mas uma coisa que o Diego falou, traduzindo aqui,
06:17que tem até um estudo que eu recomendo ler um livro, melhor dizendo,
06:21de um economista que foi prêmio Nobel em 1992, o Gary Becker,
06:24eu já mencionei aqui, ele mencionou que exatamente isso que o Diego falou,
06:29que quando nós fazemos algum tipo de ação, qualquer uma, em nossas vidas,
06:34desde uma criança, um adolescente, um adulto,
06:36você mede as consequências que você pode ter versus os benefícios daquela ação.
06:41E no roubo funciona exatamente igual.
06:43Então o sujeito vai lá, ele faz o cálculo mental, mesmo que rápido.
06:48Qual é a probabilidade de eu ser pego e realmente sofrer uma punição forte
06:52versus o benefício desse furto, desse roubo, desse sequestro,
06:56desse o que quer que seja?
06:57E no Brasil, de fato, a probabilidade dele ser pego e ficar preso de verdade,
07:04cumprir uma pena de verdade, até a Constituição permite,
07:06se ele pega vários anos, ele sai um sexto da pena,
07:09bom comportamento, lê um livro, fez gol aos domingos no jogo da prisão,
07:13ganha lá alguns dias de folga, enfim, me parece que esse cálculo é muito óbvio.
07:19Se você rouba um celular, rouba uma joia, rouba um carro,
07:24a probabilidade de ser pego é muito baixa,
07:26até porque o que o Davi lá falou é muito real,
07:30o policial não pode responder dessa maneira.
07:32Mas o policial também sabe que se ele correr atrás do cara,
07:35vai prender em dois segundos, essa pessoa está solta.
07:37Então, o sistema como um todo, ele está completamente apodrecido.
07:42A gente precisa recomeçar absolutamente do zero,
07:46como o país até o momento já deu errado.
07:48A gente precisa transformar isso em algum lugar onde a moralidade
07:51supere esse tipo de cena que está cada dia mais constante
07:55em nosso dia a dia no Brasil.
07:57E muitas vezes também a gente vive numa inversão de valores,
08:00como por exemplo, eu citei aqui que eu tenho um receio,
08:03assim como muitas pessoas também, nas praias do litoral paulista,
08:06principalmente no litoral sul.
08:08Santos, Guarujá, cidades onde até mesmo incursões por parte da polícia
08:13dificilmente são feitas, porque há troca de tiros envolvendo os policiais e os bandidos.
08:19Agora, se você for para Paraty, uma cidade que eu me lembro,
08:23também Porto de Galinhas, lá no Nordeste,
08:25são cidades turísticas onde você pode deixar o celular na mesa,
08:29você pode continuar com o seu cordão de ouro,
08:31pode utilizar a sua aliança, porque até mesmo eu fiz a pergunta,
08:36as pessoas locais ali, os nativos,
08:39e disse, como é que é a segurança que tem que ficar preocupado com o celular?
08:42Não, não, patrão, pode deixar em cima da mesa,
08:45tudo, o atendente até mesmo de uma barraca disse isso.
08:47Pode deixar tudo em cima da mesa que ninguém mexe,
08:49aqui tem comando.
08:50Falei, que comando?
08:51Ele falou, não, comando da facção.
08:52Então, se roubar, eles são punidos.
08:54Olha a inversão de valores que a gente vive
08:56em diferentes localidades aqui do nosso país, Davila.
08:59É, exatamente isso.
09:01Provavelmente, esse litoral soa essa cena
09:02que nós estamos assistindo, patética,
09:05é provavelmente aquele negócio assim,
09:06falar, ó, tem um jet ski aqui na casa,
09:09o patrão só vai chegar no fim de semana,
09:11então vamos aproveitar aqui que não tem o patrão aqui,
09:12vamos aproveitar esse negócio aí,
09:14dar um rolê aí, roubar uma aliança,
09:16e ir lá comprar um baseado com esse negócio aqui.
09:19Não é assim que funciona?
09:20É assim que funciona.
09:21Isso é impunidade.
09:23Isso é justamente Gary Becker na prática,
09:26como o Bruno Musa disse aí.
09:28Então, é assim que acontece.
09:30Aí quem vai falar, óbvio que o cara não tem o jet ski,
09:33não é dele, nada, mas provavelmente é isso aí.
09:34O patrão não vem esse fim de semana aqui,
09:36tá livre aqui, vamos pegar isso aqui,
09:38vamos dar um rolê e fazer isso aí,
09:39roubar uma aliança e comprar um baseado ali no canto.
09:42É isso.
09:43Porque na praia, provavelmente,
09:44se roubar uma aliança,
09:46começa aquela correria,
09:47o cara pode ser pego pela polícia,
09:49pode ser pego até pelos banhos que podem cercar
09:51quando vê que tem duas ou três,
09:52quando tem uma multidão.
09:53Agora, aqui não.
09:54Ele rouba e vai embora.
09:55Então, é assim, nós não podemos nos conformar com a impunidade.
10:00Este é o ponto vital.
10:02Nós não podemos aceitar as coisas como elas são assim.
10:05Não, não é.
10:05Isso não pode ser normal.
10:07Isso é anormal.
10:08E precisa todo mundo tratar isso dessa forma.
10:12Não só cidadãos, polícia, sistema de justiça,
10:16não dá pra pegar 40% e soltar na audiência de custódia,
10:19só porque o cara roubou a aliança.
10:20Esses absurdos é que acabam fazendo com que o Gary Becker tenha razão.
10:26Nós estamos incentivando as pessoas a cometer pequenos crimes,
10:29porque elas vão ser liberadas numa audiência de custódia,
10:32e aí continuam a vida.
10:33Por isso que nós temos aí passagens de polícia,
10:36de pessoas que já roubaram 30, 40, 50 vezes,
10:39estão soltas de novo.
10:40Isso mostra a falência do sistema.
10:43Daí a importância desses projetos que estão no Congresso Nacional,
10:48como é o PL da antifacção e a PEC da Segurança Pública.
10:53Nós temos de dar um basta nisso.
10:55E isso nós precisamos de três coisas.
10:58Legislação, implementação da legislação,
11:01e como bem lembrou o Diego Tavares,
11:03certeza de que o crime será punido.
11:06É, porque quando os juristas ali se manifestam,
11:09dizem, eu só estou seguindo aquilo que está previsto na lei.
11:13Então, realmente, a gente precisa de mudanças.
11:15Nós vamos para um rápido break.
11:17Daqui a pouquinho estamos de volta com outros assuntos
11:19para repercutirmos aqui nessa reta final.
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