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Segundo o jornal New York Times, duas fontes ligadas ao governo da Venezuela confirmaram que pelo menos 40 pessoas, entre civis e militares, morreram na operação dos EUA para capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A líder da direita na França Marine Le Pen repudiou os ataques dos EUA.
Reportagem: Fabrizio Neitzke e Luca Bassani
Comentarista: Maria de Carli


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Transcrição
00:00Tem sim, segundo o jornal New York Times, fontes confirmaram,
00:03duas fontes ligadas ao governo venezuelano confirmaram que pelo menos 40 pessoas
00:08entre civis e militares venezuelanos morreram nessa operação que os Estados Unidos
00:13conduziram na madrugada de hoje para a captura de Nicolás Maduro.
00:17Donald Trump confirmou na coletiva em Mar-a-Lago que houve troca de fogo, troca de disparos
00:23entre o exército norte-americano, as forças armadas norte-americanas
00:28e membros do exército venezuelano nessa operação.
00:33E aí as informações que chegam são essas.
00:3640 pessoas morreram neste ataque de sábado, incluindo pessoas ligadas ao exército venezuelano e civis.
00:45Não se sabe exatamente quais eram os cargos destes militares,
00:49mas a operação aparentemente deixou sim mortos na Venezuela. Bia?
00:54Esses números agora vão aparecendo, né Fabrício? A gente vai atualizando.
00:57Obrigada pela participação e por acompanhar aqui comigo ao vivo a chegada de Maduro aos Estados Unidos.
01:02Boa noite.
01:03E amanhã a gente está de volta. Boa noite.
01:04Bom descanso, Fabrício.
01:06Olha, eu continuo aqui no telão enquanto o Fabrício deixa os estúdios do Jornal Jovem Pan,
01:12porque a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, repudia o ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
01:18E o Luca Bassani, que está de volta aqui, nosso correspondente internacional, vai contar mais detalhes dessa declaração.
01:26Foi inesperada, né Luca? Bem-vindo de volta.
01:29Foi mesmo, Bia. Boa noite de novo a você e a todos que nos acompanham.
01:33De fato, essa é uma postura da líder francesa bastante inesperada, considerando que ela é muito alinhada ao presidente Donald Trump,
01:43as vertentes mais conservadoras, seja dentro da Europa, seja ao redor do mundo.
01:47Marine Le Pen, ela disse, e abro aspas,
01:50havia mil razões para condenar o regime de Nicolás Maduro, comunista, oligárquico e autoritário.
01:56Ele impôs ao seu povo por muitos anos um julgo sufocante que mergulhou milhões de venezuelanos na miséria,
02:03quando não os forçou ao exílio.
02:06Todavia, essa intervenção norte-americana é um perigo mortal para a humanidade.
02:11Fecho aspas, dizendo que a soberania nacional de um país sendo violada desta maneira,
02:17ela abre precedentes muito perigosos e fala novamente, então, que a soberania de qualquer nação
02:24é inegociável e inviolável e, portanto, deve ser respeitada.
02:29Essa postura, ela se distancia, inclusive, da postura de outras lideranças da direita europeia,
02:35como o Giorgia Meloni, a primeira-ministra italiana,
02:38que, apesar de também seguir uma linha um pouco mais diplomática em relação aos métodos utilizados por Donald Trump,
02:44disse que era uma ação justificada pelo sofrimento causado ao povo venezuelano,
02:50ou até mesmo figuras da direita latino-americana,
02:53como o Javier Millet, que foi bastante enfático, escrevendo em caixa alta,
02:57Viva Liberdade, usando até palavrões, né?
03:00Entre outras lideranças que não governam, mas que também admiram e seguem a linha ideológica de Donald Trump.
03:07Tudo indica que o continente europeu, como falei anteriormente, está dividido em relação à postura adotada,
03:14porque, primeiro, não reconhecia Nicolás Maduro como legítimo chefe de Estado da Venezuela,
03:19após apontar as várias fraudes eleitorais das eleições de julho de 2024,
03:25mas, ao mesmo tempo, não pode aprovar ou apoiar essa violação flagrante da soberania de um país,
03:32considerando a guerra da Ucrânia em curso aqui na Europa,
03:36e que tem também a violação de um Estado soberano como o principal motivo dessa guerra,
03:42principalmente ideológica, e o financiamento europeu à Ucrânia durante estes quatro anos.
03:48Muitos acreditam que essa decisão do governo Donald Trump de ter tomado as rédeas em relação à Venezuela
03:55e ter tomado uma intervenção militar efetiva pode significar que o apoio à Ucrânia
04:02é dado como algo inexistente durante os próximos meses,
04:07o que facilita a visão de Vladimir Putin e até mesmo a sua postura em dizer
04:13que os Estados Unidos não teriam mais um patamar moral para negociar o fim dessa guerra,
04:18uma vez que também interviram militarmente em uma outra nação soberana,
04:22não poderiam negociar a retirada de tropas russas de algumas regiões da Ucrânia.
04:26Esses capítulos, obviamente, que serão para os próximos dias, nós continuaremos acompanhando,
04:32lembrando sempre que a guerra da Ucrânia ainda está em curso,
04:34no inverno extremamente rigoroso, mais de três anos e onze meses deste conflito
04:40que deslocou milhões de civis e fez com que bilhões de dólares fossem perdidos
04:45em infraestrutura e na economia do país.
04:48Ontem mesmo a gente falava disso aqui no Jornal Jovem Pan, Luca,
04:51numa entrevista sobre o avanço da Rússia sobre o território ucraniano
04:55e quantos conflitos internacionais e regionais têm pautado e devem pautar o ano de 2026.
05:02A gente fica de olho em todos com você.
05:05Obrigada pelas informações.
05:06Volto a chamar a Maria de Carli para a gente conversar um pouco sobre esse assunto.
05:11Maria, não só na União Europeia, mas tradicionalmente,
05:15conflitos como esse, muito ideológicos, acabam dividindo.
05:20No caso, a Europa, a própria América do Sul,
05:23nós temos posicionamentos já bastante divergentes também.
05:27É algo esperado, essas opiniões muito opostas
05:32e também bastante calorosas, digamos assim.
05:35Sim, Bia. E chama atenção essa fala da Marine Le Pen,
05:38que foi um pouco contra líderes que estão no espectro ideológico mais à direita.
05:44O que se espera é justamente um apoio mais irrestrito em relação à ação do Trump.
05:51Mas a Marine tem ambições políticas muito concretas lá na França.
05:57Ao que tudo indica, se a França não conseguir fechar um orçamento neste ano de 2026,
06:02o seu batizado abençoado Jordan Bardella pode vir a ser o próximo primeiro-ministro
06:08se houver eleições.
06:10Então, ela está muito atenta com as palavras,
06:14porque ela pode vir a governar indiretamente a França.
06:17E uma das suas principais bases eleitorais e políticas
06:20é justamente esse nacionalismo francês,
06:23que condena e é um inimigo histórico da Rússia.
06:27Sabemos aqui como a Rússia exerce ali um poder,
06:31ainda que menor, mas é ali na região da Europa
06:37e é uma das principais exportadoras de gás,
06:40principalmente ali para países como a Alemanha e a França.
06:43Então, a sua declaração faz sentido diante desse contexto eleitoral e político.
06:48Mas, como você disse, atualmente vivemos num mundo que cada vez mais está se polarizando,
06:58temos ideologias muito distintas se distanciando cada vez mais.
07:03Então, é de se esperar.
07:05Agora, eu queria chamar a atenção.
07:06A gente viu, vocês mencionaram a posição do Milley,
07:10e eu estava aqui refletindo sobre a América Latina nesses últimos dois anos.
07:13Como o movimento da direita cresceu aqui nesta região,
07:19o que deve deixar o Trump muito feliz.
07:21Vimos agora recentemente o próprio António Castro ser eleito no Chile
07:25depois de alguns anos com a esquerda governando neste país.
07:29Então, é de se esperar que essas ações do Trump sejam benéficas
07:35tanto para ele, com a sua doutrina Donroe, que ele falou na sua fala,
07:39quanto para a região em alguns aspectos.
07:40É sempre bom ter alternância de poder quando um sistema não funciona muito bem.
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