Onde nadar: os países da UE com as melhores águas balneares

No seu país ou no estrangeiro, os europeus podem ir a banhos em segurança neste verão: 96 % das zonas balneares testadas cumprem os requisitos mínimos da UE.

A maioria de nós gosta de dar um mergulho num dia quente de verão. Mas como podemos ter a certeza de que é realmente seguro entrar na água?

Os países da UE são obrigados a monitorizar a qualidade das águas balneares, tanto as costeiras como as interiores, e a comunicar os resultados à Agência Europeia do Ambiente. Em seguida, a Agência elabora um relatório anual pormenorizado com base nos dados do ano anterior, classificando as várias zonas balneares como «excelentes», «boas», «suficientes» ou «más».

Relatório de 2025 da Agência sobre as águas balneares


O relatório deste ano da Agência Europeia do Ambiente, baseado nas conclusões de 2025, confirma que a qualidade das águas balneares da UE melhorou significativamente nas últimas décadas.

Em 2025, mais de 85 % das águas balneares em mais de 22 mil locais na UE, na Albânia e na Suíça foram consideradas excelentes, enquanto 96 % cumpriam, pelo menos, as normas mínimas. Isto significa que a maioria das águas balneares estava isenta de contaminação bacteriana prejudicial à saúde humana.

No entanto, cerca de 1,5 % das águas balneares da UE eram de má qualidade, e o relatório indica que as medidas de gestão da água nessas zonas nem sempre eram adequadas ou não estavam a ser aplicadas de forma eficaz.

Para que servem as normas de qualidade das águas balneares?

A qualidade das águas balneares é importante para evitar que, ao tomarem banho em águas contaminadas por bactérias, as pessoas contraiam doenças gástricas, infeções auriculares, oculares e respiratórias e, por vezes, outras doenças infecciosas mais graves.

A primeira legislação europeia sobre a qualidade das águas balneares foi adotada há 50 anos, em 1976, e há 20 anos que as autoridades locais e nacionais monitorizam a qualidade das águas balneares ao abrigo da atual Diretiva Águas Balneares.

Antes e durante a época balnear, as autoridades recolhem amostras de água para detetar Escherichia coli e enterococos intestinais, bactérias indicativas de contaminação fecal por águas residuais ou estrume. Posteriormente, classificam a qualidade das águas balneares como «excelente», «boa», «suficiente» ou «má», com base nos níveis bacterianos detetados.

Desta forma, as autoridades podem proibir os banhos em águas que não sejam seguras para tal.

Infografia que mostra a percentagem de águas balneares classificadas como excelentes em cada país da UE em 2024. Chipre ocupa a posição mais elevada (100%) e a Estonia a mais baixa (56,9%). A média da UE é de 84,8%. Portugal: 82%
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Classificação das águas balneares dos países da UE


Os países da UE que têm o maior número de zonas balneares com água de excelente qualidade – 95 % ou mais – são Chipre (100 %), a Grécia (97,1 %), a Bulgária (96,9 %) e a Áustria (96,5 %).

Em contrapartida, os países da UE que apresentam o menor número de zonas balneares com água de excelente qualidade – 70 % ou menos – são a Eslováquia (70 %), a Bélgica (67,9 %), a Hungria (64 %), a Polónia (58,7 %) e a Estónia (56,9 %).

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