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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Agatha Christie: 15 de setembro de 1890

Os meus parabéns à grande Dama do crime pelos seus 125 anos que seriam cumpridos hoje...


Chapeau para aquela que me conseguiu prender por dezenas e mais dezenas de livros - jamais permitindo-me descobrir o assassino correto…


À misteriosa Agatha e seus 11 dias de „desaparecimento“ em 1926:
Um mistério que durou toda sua vida já que ela jamais discutiu o caso.. Hipóteses e hipóteses existem… até de que ela poderia ter tentado cometer um crime para eliminar a amante do marido... mas a Grande Dama do Suspense nunca nos dará o prazer de ver esta trama desvendada…
Danadinha, levou este segredo para o túmulo!
E desta forma transforma a palavra "Suspense" numa coisa eterna...


E, acima de tudo, meus parabéns ao seu belíssimo humor e eterna jovialidade em termos de trato com a vida – como ela muito bem demonstra numa de suas melhores citações sobre a „Arqueologia”.


Parabéns, Agatha! Minha admiração. Sempre!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

REMEMBERING "Isadora": Vanessa Redgrave - perfeita!

Vanessa Redgrave não é uma bailarina e “Isadora” também não é um filme sobre Dança.

Ele usa a Dança da americana Isadora Duncan (1877 - 1927) para pontear, cronológica- e precisamente a vida desta alma livre que até hoje fascina o mundo das Artes, o mundo de muita gente… inclusive o meu.

Mesmo que a linguagem seja um pouco antiquada por delinear suas memórias num “Flash-Back” da exata, precisa duração de todo o filme, ele capturou em celulóide o movimento e o espírito tão peculiar deste genero de Dança…


Eu gosto deste filme.
E não só pela fabulosa e, na época, linda Vanessa Redgrave.

Pensemos que existem sómente alguns segundos de registro «em celulóide» da Arte de Duncan (dançando numa Garden-Party em Londres) e que toda sua “escola”, seu “estilo” foi transmitido por suas alunas (As «Isadorables» ?) através de gerações.


Muito ao contrário do que muitos dizem, não considero Duncan a “mãe da Dança contemporanea”. Sua dança evocava vasos e Afrescos da velha Grécia. O mundo "clássico" (!!!!).
Eu prefiro deixar este título acima, esta honra para outros personagens da Dança do século XX.

Mas Duncan criava liberdade ao dançar… Não havia uma técnica no sentido clássico da palavra (Falo de Ballet e ela abominava-o) e com o passar dos anos a “Diva”, que foi envelhecendo rápidamente por causa de uma vida muito bohemia e desregrada, foi adaptando sua dança às condições de seu corpo: à perda de elasticidade, às suas coxas e a seus braços mais “roliços”… num puro movimento organico de mudança, de adaptação à novas situações, talvez barreiras, mesmo que estas tenham sido trazidas pela idade.

Existe coisa mais natural do que envelhecer? É o ciclo da vida – e Isadora adaptou-o muito bem à sua carreira. Gosto deste pensamento, desta atitude.

O filme nos leva de San Francisco à Europa, pelo seu Debùt nos grandes palcos (descalça e mostrado as pernas nuas… imaginem só; um escandalo na época!), pela sua primeira gravidez, pelas suas dúvidas sobre ser “mãe solteira” em 1906, pelos seus sucessos, por sua fase mais burguesa (quado esteve ligada a Paris Singer – sim o milionário, herdeiro das máquinas de costura),


pela morte de seus filhinhos num trágico acidente no Seine em 1913, pela sua fase vermelha na Rússia, pelo seu casamento mal-sucedido com o poeta russo Sergei Jessenin, sua “volta” à uma America que lhe “acusou” de comunismo (o que ela realmente era) e a cruelmente repudiou (e para a qual ela mostrou seus seios nus, conseguindo chocar as mais "tradicionais" almas de Boston), sua triste derrocada psicológica e física em companhia íntima do alcóol, de muito alcóol e, depois, sua morte brutal, só poucos momentos após ter gritado : "Adieu, mes amis. Je vais à la gloire!" (apesar de existir uma versão de uma amiga que clama que ela haveria dito «Je vais à l’Amour», comentário muito «ousado» para a época já que ela se encontrava na companhia de um belo italiano e em Nice haviam muitos «hotéis de hora». E o que importa ? What the hell. As duas versões são bonitas… Morrer "a caminho do Amor"... Ora, belíssimo! Bastante mais "humano" e real do que a "Glória", à qual ela supostamente se referiu...).

“Isadora” (1968) foi dirigido por Karel Reisz e foi um “pequeno” sucesso de bilheteria. Mesmo a nomeação de Redgrave para o Oscar de melhor atriz naquele ano (Katharine Hepburn e Barbra Streisand “empataram”) não ajudou muito à bilheteria... O filme realmente não foi concebido para a “massa” por tratar muito especialmente de um tema muito especial sobre uma pessoa extremamente especial...

Confiram o Trailer:



Ele foi “rebatizado” em “The loves of Isadora” tentando assim que esta “sugestão” de “sexo e pecado” melhorasse a bilheteria. Não melhorou.


Vanessa passou por um lindo trabalho de corpo para este filme. Nunca devemos nos esquecer: ela é uma ATRIZ, não uma bailarina !


Num dos momentos, para mim, mais lindos do filme ela faz sua «Première» em Londres ao som do segundo movimento (o Allegretto) da sétima Sinfonia de Beethoven. Amo-a naquela "correria" pelo palco, toda soltinha, relaxada, linda…



E para quem tiver interesse em imagens da verdadeira Isadora e nos seus poucos segundos registrados em filme, aqui um interessante vídeo!



Correção: as últimas imagens (de um carro) não são do carro em que Isadora faleceu - como erroneamente dito no video - porém do carro em que suas crianças se acidentaram no desastre no Seine.

sábado, 25 de agosto de 2012

If ever I would leave you

Canções de amor... existem tantas... existem tantas tão lindas…


Uma das mais significativas para mim é “If ever I would leave you” do quase esquecido “Camelot” (1968) de Joshua Logan


O musical tinha sido lançado em 3 de dezembro de 1960 na Broadway e foi um imediato sucesso… Richard Burton como o Rei Arthur, Julie Andrews como sua esposa Guenevere e Robert Goulet como Lancelot, um cavaleiro da “Távola redonda” e secreto amante de Guenevere, foram as estrelas do primeiro “cast”.


Burton eternizou as canções de uma forma falada, quase recitativa (como Rex Harrison em “Lady”), com seu perfeito sotaque britanico e inigualável dicção, Andrews, fascinante, no seu segundo musical de Lerner & Loewe, (voces sabiam que Frederick Loewe era vienense?), se estabeleceu definitivamente (depois de “The boyfriend” e “My fair Lady”) como rainha da Broadway e o bonito e talentoso barítono Robert Goulet, que criou um “alvorosso” nos corações femininos da época. Ouçam ao que me refiro...



(Pena ter levado o resto de sua carreira como cantor de shows em Las Vegas, desenvolvendo vícios vocais muito “poulares” na época, também usados por “cantorzinhos” como Johny Matthis, Eddie Fischer e Jack Jones. Uma pena.).


A fama deste musical de Lerner & Loewe (“Gigi”, “My fair Lady”) foi eternizada quando John F. Kennedy declarou-o seu musical predileto… Muitos ainda acreditam no fato que Kennedy e sua política muito se basearam na lenda de “Camelot”, o estado perfeito, onde TUDO era perfeito…

Oito anos mais tarde, Josh Logan imortalizou o período do «casting» do filme quando pronunciou o seguinte pensamento: “Can you see two men and two armies going to war over Julie Andrews?” (Voce podem imaginar dois homens e duas armadas indo para a guerra por causa de Julie Andrews?”). Eu, apesar de ser louco por Miss Andrews tenho que dar-lhe absoluta razão…

Ele decidiu-se por Vanessa Redgrave, que vinha de uma discutida atuação como Isadora Duncan em “Isadora” e começava a criar uma carreira cinematográfica. Óbviamente o filme perdeu muito em termos musicais – Miss Redgrave que realmente não canta, canta seus próprios números no filme, não tendo sido dublada, como por exemplo Audrey Hepburn em “My fair Lady” – mas ganhou muito em termos dramáticos…


Gostaria de chamar particular atenção para a beleza de Redgrave – hoje em dia não pensamos mais nesta atriz como uma “beleza” mas sim… ela foi lindíssima… e se voces olharem para a envelhecida Redgrave de hoje em dia com outros olhos verão no rosto desta setentona (75), traços inigualáveis de beleza. Abaixo ela ao lado de Richard Harris (King Arthur).


Durante as filmagens de “Camelot” Redgrave e o (lindíssimo) Franco Nero se apaixonaram…


Na cerimonia do “Oscar” ela “chocou” Hollywood e o mundo por aparecer para o evento descalça, em companhia de seu amante (Nero) e grávida… Como os tempos mudaram…

Eles até hoje estão juntos.



Mas voltando ao tema da canção: é mais um destes textos que “formula” de uma forma positiva o que poderia ser negativo… sabem o que quero dizer? Um dia destes perguntei à uma amiga (que está com certos problemas de saúde) não como estava sua «doença» porém como andava sua “melhora”. Uma ligeira diferença… que nos faz pensar, agir de forma mais positiva !

Deixo-os aqui para saborear mais uma “lembrança”, mais uma tertúlia, com o seguinte pedido: Prestem bastante atenção aos “close-ups” finais quando Nero canta/dubla:

Oh, no! not in spring-time!
Summer, winter or fall!
No, never could I leave you at all!


Verão a beleza de Redgrave à qual me refiro. Muito mais do que belos traços.
Uma beleza definida por muito “interior”. Profundo interior (Aquela mesma coisa que sempre nos fez ver que Katharine Hepburn era linda).

Canções de amor... existem tantas... existem tantas tão lindas… como esta!
e....
"No, never I could leave you at all..."

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Branco no Cinema


O branco no cinema também teve seus clássicos, eternos momentos... Pensem, por exemplo, em "Dancing in the dark" com Fred Astaire e Cyd Charisse (que abusava do direito de ser elegante!) de "The Band Wagon" (A Roda da Fortuna, MGM 1954).

Na linda produção de Max Reinhard em Hollywood, “ A Midsummer’s Night Dream” de Shakespeare (Sonho de uma Noite de Verão, Warner 1935) uma série de criaturas celestiais aparecem de branco. Titânia, interpretada pela cativante Anita Louise, nos impressiona com uma magia cinematográfica da qual o uso de um guarda-roupa branco é também muito responsável!
Como que uma criatura assim tão mágica, etérea e tão cheia de luz pode apaixonar-se por um asno?


Ele, o branco, na minha opinião, não foi usado no cinema tão “pura- e etériamente” como o branco no Ballet mas ele também teve seu simbolismo: ele definitivamente definiu o perfil do “bem” em comparação ao “mal”, ele colocou “rafinesse” em certos personagens, assim como deu a entender que estes possuíam certas virtudes. Ele levantou das massas outros e deu classe a muitos. Ele “elevou” moças simples à outras atmosferas mais finas, como o imortal exemplo de Vincente Minelli: Madame Bovary. Ema que sempre sonhou com o explendor dos romances que lia, encontrou-se como uma princesa usando um vestido branco...
Sua cena bailando uma valsa com Louis Jourdan (Vincente Minelli com seus efeitos visuais), nos tira a respiração... O público fica estático, calado, só admirando a arte deste incrível diretor....


Este mesmo vestido acompanhará Ema a um sórdido hotel de terceira classe... mas a atmosfera é tão “baixa” que o vestido branco já não mais consegue criar sua magia.

Não é só o vestido, o branco que importa... Toda foto também tem que ter uma bela moldura... Pensem em um belo espelho de mão, com uma moldura de prata... It’s just a thought...

Penso também em Leslie Caron em Gigi, com uma elegancia digna de um quadro impressionista entrando no Maxim’s ao lado de Louis Jourdan (mais uma vez Jourdan aqui). Óbviamente a luz e direção de Vincente Minelli (mais uma vez Minelli e seus efeitos visuais aqui) só realçaram o guarda-roupa do magnífico e genial Cecil Beaton (sobre quem aliás quero um dia preparar uma série de postagens... que fotos ele fez!).

Mas o branco no cinema tem muitos lados: A freira interpretada por Deborah Kerr em “Heaven knows, Mr. Allyson” (1957) que manteve-se imaculadamente limpa durante todo o filme apesar de estar escondendo-se dos japoneses numa ilha no Pacífico (!!!???) é um exemplo. O Branco elevando o espírito.

De uma forma muito parecida o branco também deu à “Mrs Anna” de Kerr, a governante do lindo “The King and I” (1957) um ar ao mesmo tempo elevado, decente e honesto... e cheio de virtude!

Até Lucille Ball, anos antes de ter encontrado sua persona cômica, seu alter-ego ruivo chamado “Lucy”, também desfilou elegantemente (e loira!), como um manequim da época, em “Roberta” (um veículo de Fred Astaire e Ginger Rogers).

E por falar em Astaire & Rogers, aqui a primeira vez que Rogers usou “requinte” e não atuou ao lado de Fred como uma “Jazz-Babe” (acabando assim com o “slogan” que Katherine Hepburn tinha dado à dupla: “Fred gave Ginger class, Ginger gave Fred sex”). Aqui ela realmente usou sua própria classe e que cor usava? Branco naturalmente (Aliás um detalhe: o Branco era muito traiçoeiro nos filmes em prêto-e-branco do início dos anos 30, com uma iluminação ainda mais "básica" mais primitiva, que fazia-o refletir demais. Para conseguir-se o efeito de “branco” usava-se o azul claro. Este vestido, pelo qual Ginger lutou como uma leoa, já que todos na produção de “Top Hat” (O Piccolino, RKO 1935) estavam contra ele (e, irônicamente, é considerado, também pelo fato de ser feito com plumas de avestruz, como um dos mais “chiques” que ela usou) era na realidade azul claro !!!!!

Lamont & Lockwood, os astros do Cinema Mudo de “Singin’ in the rain” (Gene Kelly e Jean Hagen – vejam minha postagem sobre esta interessantíssima atriz de 08.11.2008) são práticamente “elevados” da multidão ao entrar na Premiére de seu filme pelo fato de estarem usando branco. Eles são “Stars”. Intocáveis, de branco...

Um dos espetáculos mais absurdamente “kitsch” (e dos mais maravilhosos!) da história do cinema foi o número “A Pretty Girl is like a Melody” – práticamente todo em branco e com uma atriz chamada Virginia Bruce (que também como Anita Louise – vide acima – sumiu!) – do filme “The great Ziegfeld” (MGM 1936). Este recebeu o Oscar de melhor filme do ano ( A MGM ganhou quatro por musicais: Broadway Melody (1929), The great Ziegfeld, An American in Paris (1951) e Gigi (1958). Os dois últimos dirigidos pelo mestre Minelli e estrelados por minha querida Leslie Caron...)

Leslie com Gene Kelly em m “An American in Paris” (Sinfonia em Paris, MGM 1951), de branco, anos antes de tornar-se uma beleza...

E, mais uma vez nesta postagem, em Gigi. A partir deste momento Leslie foi transformando-se numa mulher muito atraente...


Não podemos esquecê-la de branco, como um triste e absurdo pierrot no Carnaval do Rio de Janeiro, num número chamado “Paris, Hong-Kong, Rio” de um filme “esquecível”, chamado “Daddy Long Legs” (Papai Pernilongo, Fox 1955).

Como escrevo sobre Leslie Caron, não? Ainda há muito sobre ela “nas gavetas da memória”... Longos caminhos desde “An American” e “Lili” até “The L-shaped room” e “The Doctor’s Dilemma” (Veja minha postagem de 06.06.2008). Uma linda mulher!

Bergman dominou o filme (e ganhou um Oscar) como Paula, usando em algumas cenas branco. “Gaslight” (MGM 1944) - Vide minha postagem de 23.05.2008. Um grande filme com toda a sensibilidade de George Cukor... melhor dito, uma Obra-prima!

Mas um dos usos mais “suntuosos” do branco aconteceu no filme “Marie Antoinette” (MGM 1938). Neste Baile Antoinette, “L’Autrichienne”, irá encontrar Madame DuBarry, que estará usando negro, diferenciando assim o “bem” do “mal” (isto tudo num diálogo que só aconteceu em Hollywood... Antoinette durante sua vida inteira só dirigiu 6 - sim seis! - palavras à DuBarry. E isto porque Louis XV a obrigou!). Norma Shearer – também uma rainha da Metro – esquecida hoje em dia... Outra linda mulher!

Ah... e ainda faltam tantos de branco... lindas mulheres, charmosos galãs usando seus ternos e “Panamás”, números musicais, cenas inteiras, decórs... Tantos como Leigh, Garbo, Dietrich (muito interessante de branco no deserto do Sahara, no primeiro filme em Technicolor da história: The Garden of Allah, de 1936), Astaire, Tyrone Power, Shirley Temple e... Bem, outra vez continuamos... quem sabe...

Para finalizar esta postagem porém uma foto que junta de certa forma o Cinema à Danca: Vanessa Redgrave como Isadora Duncan em “Isadora” (1968). Uma bela aparição em branco... Eterna. Linda como é até hoje aos 70 e tantos anos...

A pequenina, a primeira da fila ao lado esquerdo (de boquinha aberta) é Natascha Richardson, bela atriz e filha de Redgrave, que faleceu num acidente de Ski há poucas semanas no Canadá... Aqui ela como Deirdre, filha de Isadora, que morreu num desastre que fez o carro (junto com seu irmãozinho e o Chauffeur) cair no Sena...

O branco deveria transformar-se de novo na cor também do luto (Vejam a postagem anterior à esta). O luto, a perda, a tristeza... Sentimentos puros como o amor...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Camelot (1969)

This film is great but (don't misunderstand me) it took too long to be made... a small hit on Broadway in 1960 (it opened on dec.3rd 1960 and people expected a new "My fair lady") with Burton, Andrews and Goulet, it really did match a whole "concept" that was very actual at that time: the "perfect" America (it was JFK's favourite Broadway show), the perfect state… better marketing than that?
The world had changed quite a bit by 1968/69. Woodstock, Vietnam were happening, JFK and Bob had been shot, Janis Joplin was singing (terribly in fact) “Summertime” and a more realistic group of moviemakers was working on films like "Easy rider", "They shoot horses, don't they?" etc.

Was there still place for such dreams like the ones from Camelot?

Richard Harris is a great King Arthur, Vanessa Redgrave a beautiful Guenevere although her singing voice (or, better said, lack of) is far too inexpressive. I wonder how Andrews would have recreated her original role... Joshua Logan could not be persuaded to let her play Guenevere for lack of sex-appeal... the "von Trapp/Poppins image" would continue to haunt her for many years to come… quite a damaging thing to the career of this actress... Josh Logan even said sarcastically: Can you imagine two whole nations declaring war to each other because of Julie Andrews???? Franco Nero is great to look at, but seems to be crying all the time.

Vanessa who had just finished “Blow up” started a love affair with Franco Nero during filming of this picture. She got pregnant and “shocked” the world and the movie industry when she freely walked down the aisle during the Oscar ceremony, barefoot, quite pregnant and “out of wedlock”… My God, how times have changed. She was to play another “free woman” quite soon in “Isadora” (more about that some other time!), another film that, along with Camelot, influenced the hippie-fashion strongly!

Production was sumptuous etc. and although it became nowadays sort of a "museum piece", quite dusty in fact, it is still marvellous to watch... it has such magic!

Well, that is what Camelot was all about, isn’t it?