Assisti Capitão Phillips (2013) de Paul Greengrass na HBO. Eu uma hora ia ver esse filme, mas fui instigada pela Liliane doPaulamar para ver antes do que pensava. É muito triste. Um grupo de uma aldeia da Somália é forçada por outra aldeia, muito mais poderosa, a ir ao mar trazer um navio para eles. É baseado em uma história real. Capitão Phillips é interpretado pelo Tom Hanks. Ele tenta entender porque aqueles homens parecem tão malucos e tão pouco lógicos. Fica triste em ver que um deles tem apenas 16 anos.
No meio do processo, ele percebe o que está para acontecer e tenta interferir para ajudar os somalianos a fugir. Ele não pode ser claro, mas ele tenta interferir, mas não consegue. É muito triste. Fico imaginando a retaliação que as famílias desses homens devem ter sofrido na Somália. Muito triste a criminalidade, poder e subjugação que existe em muitos países africanos.
O filme é muito bem realizado, claustrofóbicas as cenas dentro do bote. No elenco ainda estão o ator somaliano Barkhad Agdi, o queniano Barkhad Abdiharaman, Faysel Ahmed, Mahat M. Ali, Catherine Keener e Max Martini. Capitão Phillips ganhou vários prêmios.
Assisti ao concerto do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Foi um belíssimo concerto. Os músicos interpretaram 15 compositores diferentes, que riqueza de repertório. Inicialmente se apresentou o Duo Abumrad-Reis com o baixo Eduardo Janho-Abumrad e o pianista João Moreira Reis. Muito impactantes as obras de Osvaldo Lacerda que eles interpretaram. A primeira Cantiga Para Ninar Escrava era até difícil aplaudir no final tal a dramaticidade do texto de Antonio Rangel Bandeira. Muito linda também a Felicidade com texto de Manuel Bandeira. Conhecia do Jayme Ovalle só a mais tradicional, Azulão, gostei muito da Três Pontos de Santo. Tinham várias canções afros no repertório, a Canto de Negros do Mignone, Abaluaiê de Waldemar Henrique. Genial a Azulão de Achille Picchi. Adoro Alberto Nepomuceno, linda a canção Jangada. Bela também a Lenda do Bôto de Wilson Fonseca.
Programa do Duo:
Carlos
Gomes (1836-1896) - (texto de Bitencourt Sampaio) - Quem Sabe?
Jayme
Ovalle (1894-1955) - Três Pontos de Santo:
- Chariô
-Aruanda
-Estrella
do Mar
Edmundo
VillaniCôrtes (1930) - (texto de Marilia
Freidenson) - Sequência
Bruno
Kiefer (1923-1987) - (texto de Mário Quintana) - Canção para uma Valsa Lenta
Achille
Picchi (1952) - (texto de Manuel Bandeira) - Azulão
Achille
Picchi (1952) - (texto de Roberto Betti ) - Lugar Comum
Francisco
Mignone (1897-1986) - (texto de Sybica) - Canto de Negros
Oscar
Lorenzo Fernandez (1897-1948) - (texto de Ronald De Carvalho) - Noite de Junho
Osvaldo
Lacerda (1927-2011) - (texto de Antonio Rangel Bandeira ) - Cantiga para ninar
escrava
Osvaldo
Lacerda ( 1927 – 2011 ) - (texto de Manuel Bandeira) - Felicidade
Alberto
Nepomuceno (1864-1920) - (texto de Juvenal Galeno) - Jangada
Wilson
Fonseca (1912-2002)- (texto de Wilson Fonseca) - Lenda do Bôto
Waldemar
Henrique (1905-1995) - Abaluaiê
Depois a Orquestra de Cordas Laetare, regida pela Muriel Waldman, se apresentou. E mais um rico e diversificado repertório foi apresentado. Queria muito ouvir a obra de Savino de Benedictis. Tinha ouvido falar nesse compositor, queria conhecer um pouco mais de sua obra. Muito bonitas as Chant Elegiaque e a La Girouette. Linda a Dança Brasileira de Camargo Guarnieri. A orquestra tocou três peças modais de Osvaldo Lacerda. Gostei muito da proposta dessa obra. Divertida a Panela de Pressão e Tô Afinando do Victor Nunes, parecia mesmo que uma panela de pressão em atividade. Adoro Ernani Aguiar, bela a Rasqueado, e adoro as obras de Edino Krieger, bela a Marcha Rancho da Suíte para Cordas.
Programa da orquestra:
Francisco Braga:.......................Madrigal-Pavana
Assisti Thérèse Desqueyroux (2012) de Claude Miller no Max. Eu tinha amado o livro que foi inspirado esse filme do François Mauriac. A complexidade dos personagens, a condução da trama, surpreendentes. A excelente Audrey Tautou que interpreta Thérèse. Ela lê muito e tem muitas inquietações, mas acredita que o casamento vai apaziguá-la.
O livro não é linear, o filme sim, mas é tão entrecortado quanto o livro. São pinceladas onde vamos percebendo um pouco da natureza dessa mulher. Esse filme é tão maravilhoso quanto o livro. Muito bem dirigindo, foi o último desse diretor, belíssimos figurinos, direção de arte, reconstituição de época, fotografia. O lugar escolhido para as filmagens é lindíssimo. A trilha sonora também é belíssima. Entre os melhores filmes que já vi.
O marido é interpretado por Gilles Lellouche. Anne é interpretada por Anais Demoustier. Alguns outros do elenco são Catherine Arditi, Francis Perrin, Jean Claude-Calon, Max Morel, Françoise Goubert e Stanley Weber.
Assisti a Comemoração dos 45 Anos da TV Cultura na TV Cultura. A emissora passou parte da festa que fizeram em comemoração aos seus 45 anos. Falaram dos clássicos programas infantis, Rá-Tim-Bum, Cocoricó, Glub Glub, Bambalalão. Mostraram imagens do teleteatro como Vestido de Noiva dirigida por Antunes Filho. Dos programas de jornalismo, do Roda Viva. Fizeram uma homenagem aos professores da TV Cultura que estavam em tantos programas ensinando algo.
Vários personagens saíram da ficção e foram para o palco do Teatro Bradesco. O Garibaldo do Vila Sésamo anunciou a volta do programa, mostraram imagens dos primeiros programas em branco e preto com Sonia Braga. Foram vários vídeos para contar um pouco dessa emissora. A apresentação foi do Celso Zucatelli que até eu tinha esquecido que ele foi apresentador de telejornal na emissora.
Dos programas que falam de cultura como o Metrópolis, Mais Cultura. Mostram imagens do primeiro programa Metrópolis. A TV Cultura falou dos 10 anos da TV Rá-Tim-Bum, nem lembrava que já tinha tudo isso. E anunciou com a Secretaria do Estado da Cultura uma parceria para o lançamento de mais um canal, o TV Educação.