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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

O Alforje de Bahiyyih Nakhjavani

Terminei de ler O Alforje (2000) de Bahiyyih Nakhjavani da Dublinense. Nossa!!! Absolutamente impactada!! Que livro, que narrativa, que autora!!! Daquelas obras que queremos que todos leiam também. Absolutamente fantástico!

O marcador de livros é magnético com um trecho de uma obra de Tomie Ohtake.

Comprei esse livro na feira virtual da Unesp com 50% de desconto.
 

Obra Água do Poço de Tilly Willis

Há uma viagem pelo deserto e vários personagens, cada parte é um personagem que relata. Como viajar pelo deserto é muito perigoso, grupos muito diversos unem-se para a travessia. Então há pessoas de várias culturas, idiomas e países. Cada um tem um olhar pelos mesmos fatos e as histórias vão se explicando. é inacreditável. Com o olhar de cada um a autora mostra várias culturas, muitos preconceitos, fala ainda de escravidão, servidão, religião, é uma gama imensa de temas a cada perspectiva e narrador. No final há um Glossário pra auxiliar na leitura, mas mesmo assim o vocabulário é muito rico, precisei várias vezes usar um dicionário. Gosto muito de livros que me instigam, que ampliam meu universo e meu vocabulário. A edição da Dublinense é belíssima! Há um mapa com os locais no deserto e desenhos belíssimos! A capa e o projeto gráfico são de Luísa Zardo.

Bahiyyih Nakhkavani é iraniana, cresceu na Uganda e estudou em vários países: País de Gales, Estados Unidos e Inglaterra. Leciona literatura na Europa e Estados Unidos. Atualmente vive na França.

Beijos,
Pedrita

domingo, 31 de dezembro de 2017

Rainha do Katwe

Assisti Rainha de Katwe (2016) de Mira Nair da Disney no TelecinePlay. Faz tempo que esse filme está disponível no Now. É lindo demais e baseado na história de Phiona Mutesi, uma jovem de uma família miserável que vivia em Katwe na Uganda.

Ela descobre um lugar onde dão mingau. As crianças reclamam que ela fede. Ela toma banho, na verdade tudo é difícil demais. Eles buscam água muito longe, então se lava em baldes. Ela mora com a mãe em uma das favelas superpopulosas de Katwe. A mãe tem muitos filhos, precisam pular o córrego para chegar as ruas. Ela e os irmãos pegam legumes de caminhões, milho principalmente e vão vender para os carros nas ruas. São inúmeras crianças vendendo o mesmo, em uma disputa desequilibrada. Gente demais, interesse de menos. Passam fome, miséria. Não há direito a saúde, tudo é pago. Precisam largar a escola para poder vender pra comprar comida. Phiona passa a aprender xadrez como as outras crianças e mesmo sem saber ler, passa a se destacar. Esse lugar, a dos Pioneiros, é um grupo mantido por missionários.
Por esforço do líder dos Pioneiros, Phiona passa a ir com as outras crianças a disputar torneios de xadrez. Primeiro em uma escola paga. Há uma enorme dificuldade do líder dos Pioneiros em conseguir que o diretor da escola aceite as crianças da favela no concurso. Ele não quer misturar seus alunos negros bem nascidos, que pagam muito caro a escola, com as crianças "pobres e sujas" como ele diz. Com muito esforço aceita as crianças de Katwe e Phiona é campeã. E assim começam as disputas. É um filme muito emocionante, de muita luta, sacrifício. Nada é fácil, Phiona desiste algumas vezes porque sua mãe precisa de ajuda, porque são despejadas e vão morar nas ruas. Tudo é difícil demais. 
A primeira foto é do filme, a segunda, Phiona é a de blusa verde. Phiona é interpretada brilhantemente por Madina Nalwanga. Sua mãe pela Lupita Nyong´o. O instrutor por David Oyelowo. A esposa do treinador por Esther Tebandeke. No final aparecem lado a lado os atores e quem eles representaram. É muito emocionante o filme, mas muito triste ver tanta miséria. Sim, no Brasil é horrível também, mas Katwe consegue ser pior. Aqui mesmo com a saúde muito precária, é gratuita para todos. Horrível também, mas alguns pobres conseguem auxílio médico e remédios. Em Katwe nenhum pobre tem acesso a saúde.

Beijos,
Pedrita