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sexta-feira, 20 de março de 2026

Globo Repórter

Assisti ao Globo Repórter com quatro cidades que foram cenários de filmes brasileiros na GloboPlay. Claro que o foco era O Agente Secreto, antes da cerimônia do Oscar. Mostraram Recife. Fiquei pasma que o Cinema São Luis ainda é ativo na cidade. O operador da máquina disse que deu orientações a Carlos Francisco. E que com o filme o cinema voltou a lotar. Cecília Malan que é correspondente em Londres que entrevistou Wagner Moura e Kleber Mendonça. Mostrou ainda trechos de Cinema Aspirinas e Urubus que amo.

Depois o programa seguiu para o Rio de Janeiro, para falar do filme mais famoso de Wagner Moura, Tropa de Elite, o filme mais visto nos cinemas no Brasil até hoje.

A próxima cidade foi Salvador. Lembraram do icônico Dona Flor e Seus Dois Maridos que amo, também um dos filmes mais visto no Brasil. Passaram aquela cena maravilhosa no Pelourinho do José Wilker nu com Sônia Braga ao meio. Falaram do belíssimo O Pagador de Promessas, vencedor no Festival de Cannes, que é fantástico e foi realizado nas escadarias da Penha. Fizeram matérias com o elenco de Ó Pai Ó também com Wagner Moura no elenco. E finalizaram com a Cidade Baixa, eu amo esse filme e ele está disponível na Netflix. É com Wagner Moura e Lázaro Ramos, os dois são muito amigos e se apaixonaram pela personagem da Alice Braga.
A última cidade foi São Paulo e entrevistaram Fernando Meirelles que dirigiu Ensaio sobre a Cegueira que eu amo também. Ele falou da dificuldade que é gravar em uma cidade como São Paulo, sempre tão movimentada. Falou que fechou o Minhocão para fazer algumas cenas.

Foi a primeira vez que vi o Globo Repórter agora com esses apresentadores. Sandra Annenberg já está há um tempo e agora faz dupla com William Bonner. O cenário agora é um sofá e para o cinema estavam com pipocas. Eles apresentam e fazem alguns comentários.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Espelho: 20 Anos Depois

Assisti o primeiro episódio do Espelho: 20 Anos Depois de Lázaro Ramos no Canal Brasil. Eu adoro esse programa e fiquei surpresa que já tem 20 anos. Adoro que nos canais fechados há temporadas de programas, com começo meio e fim. Diferente da tv aberta que arrastam programas sempre iguais. Com temporadas, dá sempre pra refletir e modificar e é sempre o que acontece com o espelho.

Adorei que o primeiro foi com duas jornalistas. Sou fã da Zileide Silva, jornalista que me inspiro e tanto admiro. E Kenya Sade que é muito talentosa também. Zileide falou que no começo eram poucos negros no jornalismo, que ela se inspirava em Gloria Maria. O programa mostrou trechos da entrevista com Gloria Maria. Kenya lembrou que apesar de poucas negras no jornalismo já são mais que no passado. Zileide lembrou da importância de se checar notícias, ainda mais nos dias de hoje. Para procurarmos veículos que apuram as informações muitas vezes, até ser publicada. Para Zileide, Lázaro perguntou o que fazia 20 anos atrás. Zileide disse que estava em Brasília cobrindo política e economia e que na época nem imaginávamos que passaríamos pela pandemia. Kenya comentou que almeja a mesma diversificação do Lázaro, que quer voltar a cantar, que quer dirigir filmes, quer ampliar suas áreas. Lindo como os três se admiram!

Eu vi um entrevista do Lázaro Ramos para o Cinejornal onde ele dizia que seus figurinos agora terão frases icônicas faladas nesses 20 anos de programa pintadas em suas roupas.

Aqui eu comentei o primeiro episódio de 2010 com Wagner Moura.
 

O programa tem um quadro de literatura que adoro com Fernanda Felisberto. Ela começou no Espelho um ano depois de sua existência. Ela conheceu Lázaro em um evento. Ela falou que na época tinham menos publicações de autores negros e que agora não só existem muitos, como temos uma negra na Academia Brasileira de Letras. E falou de vários autores que ganharam evidência também no cenário internacional.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Coleção de Livros - Estadão

Assisti ao programa Coleção de Livros do Estadão no Youtube. Descobri esse programa por um acaso e já vi vários. A equipe vai na casa de alguém para mostrar a biblioteca dela, que fascinante. Eu sou louca por bibliotecas. Até agora me identifiquei mais com a biblioteca do Itamar Vieira Jr. Não com as estantes e a belíssima sala, mas com os livros. Temos livros semelhantes nas estantes. Do autor só li até agora Torto Arado que amei e tenho o seguinte na estante a ler. 
Amei que ele mostrou edições dos seus livros em outros idiomas. Os livros de Itamar rodam o mundo. Ele começou falando do Paciente Inglês que amo, ele comprou com 17 anos, eu um pouco depois de ver o filme que é igualmente maravilhoso. Os livros do autor estão com os Jabutis na frente que ele ganhou. Itamar comentou que essa organização na estante foi do companheiro que faz mais marketing que ele. E com esses vídeos, minhas listas de livros a ler só aumentaram.

Eu amei também o do Ignácio de Loyola Brandão, são os preferidos até agora. É uma biblioteca enorme, cheia de corredores e salas com estantes de livros, inúmeros históricos, que ele ganhou de amigos autores, foi fascinante. Ele também adorou a biografia da Viola Davis. Ignácio gosta muito das biografias do Lira Neto que preciso ler. Ele é fascinado por Cartas de Théo do Van Gogh que não li.

Depois vi o vídeo da biblioteca da Marina Person. Adorei a frase inicial, ela diz que perguntam o que precisa para a profissão de cineasta, ela diz que para qualquer profissão é preciso ler e muito, e penso o mesmo. A biblioteca da Marina é dividida por gêneros. Há uma prateleira de livros de ficção que são os que amo. Ela comentou como os livros vão chegando e no começo parecia fácil distribuí-los ali naquela prateleira até que não cabem mais. Aqui isso acontece muito. Ela disse que o marido (Gustavo de Rosa de Moura) indica livros e ela falou de um que fiquei com vontade de ler também de Alejandro Zambra. Engraçado que às vezes ela diz que ela e o marido leram juntos, mas ele leu e eles comentaram. Eu fazia isso com minha mãe, eu lia e falávamos sobre o livro, eu contava trechos, ela pedia pra eu continuar a contar a história. É muito bom compartilhar leituras. Marina falou de livros que faltam na estante, que ela emprestou e não devolveram, que ela gosta de emprestar, acha bom os livros circularem, mas como eu parece que não gosta se eles não voltam. Marina não comentou, mas eu vi Equador de Miguel Sousa Tavares na estante, a mesma edição que tenho e amo.
O último vídeo que vi foi do Nelson Motta, vou querer ver outros. Na foto ele segura Noites Tropicais que li, não lembro se emprestado ou de uma biblioteca. Tinha estranhado a pequena estante e poucos livros, mas ele contou que a filha disse que ele não ia ler mais, pra que ficar com os livros que eram mais de 800. Eu matava que dissesse isso pra mim, meus livros são meu tesouro, o que tenho de mais caro em casa. Mas minto, já me falaram muitas vezes. A que mais fala isso vive me ligando pra pedir livro emprestado ou porque precisa ou porque deu o que tinha. Ela está inclusive com dois livros meus. Nelson falou de biografias de músicos, várias do Tom Jobim e qual mais gosta. Dos amigos. Do Glauber Rocha que foi amigo e escreveu uma biografia. Ele contou sobre o livro Canto de Sereia que virou série, elogiou Ísis Valverde como cantora e falou que a série ficou muito melhor que o livro.
Fiquei pensando quantas bibliotecas quero conhecer, espero que façam vídeos com esses autores Bernardo Carvalho, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Milton Hatoum, Cristovão Tezza, Miguel Sanches Neto, Manuel da Costa Pinto, Jefferson Tenório, Ana Maria Machado, Adriana Negreiros, Daniela Arbex, Miriam Leitão, Matheus Leitão, Lilia Moritz Schwarcz e tantos outros.

Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de setembro de 2025

Grandes Cenas

Assisti Grandes Cenas da Casa de Cinema de Porto Alegre no Canal Curta! Descobri por um acaso esse programa que é apresentado pelo Matheus Nachtergaele. Curtinho, fala de uma grande cena de grandes filmes. Na internet descobri que está na terceira temporada. Vi episódios da primeira e da segunda. Após achar o primeiro zapeando, o que faço cada vez menos, usei aquele recurso de pedir para o sistema gravar todos, então eles vem aparecendo nas gravações.

O primeiro que vi foi Central do Brasil. O programa escolhe uma grande cena, integrantes do filme falam sobre a construção da cena. Essa da procissão é muito impactante mesmo. Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira atravessam uma procissão. A cena termina nas salas de ex-votos, onde a personagem desmaia e termina no colo da criança. Depois de contarem sobre a cena, mostrarem trechos, o episódio termina com a cena integral. Como amei esse formato. Quero ver se consigo ver outros. Só não vi dos filmes que ainda não assisti.
Acabei vendo Grandes Cenas dos filmes da minha vida. Em Como Nascem os Anjos falaram da cena que a personagem de Priscila Assum pede, apontando uma arma, pra moça mostrar os seios . Ela ainda uma menina queria ver os seios de uma linda mulher.

Outro filme da minha vida é A Ostra e o Vento. O diretor Walter Lima Jr. contou como foi realizada a cena do vento levando o lençol, Leandra Leal com apenas 13 anos correndo atrás, até a cena final quando o lençol cai nela na praia e ela menstrua sem ter ideia do que acontecia, já que vivia na ilha só com o pai. O diretor contou também sobre a seleção da atriz, como estava difícil encontrar uma jovem para o papel e que Leandra surgiu e ele percebeu que ela já estava pronta.


Mais um filme entre meus grandes filmes, Bicho de Sete Cabeças que foi um divisor de águas na minha vida, quando passei a ser da luta anti manicomial. Laís Bodanky fala da cena que o interno de Rodrigo Santoro vê uma oportunidade de fugir do manicômio, mas muito dopado por remédios, consegue ser capturado. É uma cena doída demais.

O último que vi foi Todas as Mulheres do Mundo. E foi uma aula de cinema, todos são, mas esse falou de como era, quando raramente se podia editar, os rolos de filme eram caríssimos. Após um dia exaustivo de gravação, eles não conseguiam finalizar a cena. Até que Paulo José colocou uma música na vitrola, Leila Diniz começou a dançar, eles filmaram, é uma bela e saudosa cena, com tanta naturalidade e beleza.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Na Trilha do Cinema

Assisti 3 episódios da série Na Trilha do Cinema no Curta! Agora há um recurso da ClaroTV que permite solicitar gravar todos os episódios de um programa, espero que repitam e eu possa ver os primeiros. Está disponível para assinantes do CurtaOn. André Abujamra que apresenta e ele também já fez várias trilhas pra filmes. É um tema que adoro, amei o programa. O primeiro que vi é com outro gênio das trilhas, o Antônio Pinto. Eu amo suas trilhas, a Eu na Rua de Nine Days está nas minhas playlists. É dele a trilha maravilhosa de Central do Brasil, Abril Despedaçado, Primeiro Dia, Marighella.

O segundo que vi foi com Flavia Tygel. Foi muito descobrir quais trilhas eram dela. Me emocionei muito com o relato de As Polacas que quero muito ver. Ela trabalha com uma diretora do meu coração, a Susanna Lira e fez a trilha para o impactante Torre das Donzelas.

 
O último foi muito divertido, Abu entrevistou Abu. Inclusive Abu é o responsável pela trilha de A Melhor Mãe do Mundo que acabei de ver e amei e de vários filmes da Anna Muylaert. O compositor falou em mais detalhes as trilhas de Carlota Joaquina que acaba de ser relançado e Carandiru.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

A Melhor Mãe do Mundo

Assisti no cinema A Melhor Mãe do Mundo (2025) de Anna Muylaert no Reag Belas Artes. Foi no projeto Folha que eu amo. Primeiro passa o filme e depois a diretora e a atriz principal conversaram com o público. Eu amo saber detalhes, então é maravilhoso esse formato. E o mais incrível ainda é que é gratuito! Estava lotado! O filme foi ovacionado ao final. 

Inacreditável o trabalho da Shirley Cruz, que atriz. Começa com ela na delegacia denunciando o marido que a bateu. Ela é catadora de materiais recicláveis. Ela vai trabalhar, vai em casa, pega os filhos, põe na carroça e segue para a casa de seus primos em Itaquera. E vai trabalhando pelo caminho com os filhos. Demais as crianças, Rihanna Barbosa e Benin Ayo. O filme começa com uma música maravilhosa na voz de Negra Li. A bela trilha sonora é de André Abujamra.

Ela leva dias até chegar na casa da prima em Itaquera. Lá é acolhida com os filhos, bem tratada, mas infelizmente a família tem uma cabeça ultrapassada. A prima diz que casamento é assim mesmo. Ela é Luedji Luna. E pior, avisam o ex. O ex não é pai de nenhum dos filhos da catadora. Os filhos tem pais diferentes. E é o maravilhoso Seu Jorge. O filme mostra a dificuldade que é sair de relações de abuso quando ainda há amor. Ela ama muito o marido, que não é marido no papel e tem dificuldade de se libertar da sedução dele.
Me emocionei demais com a personagem da Rejane Faria. Ela está em situação de vulnerabilidade como a Gal, vende bandeiras na rua. E é ela que diz, do jeito dela, que a Gal não pode aceitar a violência. Ela é Munda e conta que vive na Ocupação 9 de julho, que vai enviar o seu contato, que se a Gal quiser, ela ajuda no processo. 

É na Ocupação 9 de Julho que Gal encontra acolhimento e ajuda pra recomeçar. Ela é apresentada ao apartamento que vai viver com os 2 filhos, tem fogão, alguns móveis e vai ter ajuda até conseguir se estabelecer e poder colaborar. Quando se restabelecer, a regra é seguir e abrir espaço pra outro que precisa. Eu estive exatamente nessa ocupação há uns anos e fiquei impactada com a quantidade de mães cheias de filhos. Uma me contou inclusive que não conseguem alugar apartamentos com tantos filhos.
Ao final, na conversa estavam Shirley Cruz, Anna Muylaert e Rihanna Barbosa, mediadas pela jornalista da Folha, Catarina Ferreira e com a psicanalista Vera Iaconelli. Eu venho acompanhando notícias do filme faz tempo. Adoro acompanhar bastidores nas redes sociais. Então gosto muito desse programa da Folha, pra saber um pouco mais. Todos nós estávamos muito emocionados! Shirley contou que fez um trabalho corporal para puxar a carroça. Que falou com catadoras do Cambuci. Falaram da seleção das duas crianças. Rihanna já trabalha como atriz.

Anna contou como foi a seleção do Benyo com 5 anos na época e que na primeira cena no chafariz no centro, ele não queria fazer. Anna conversou com ele, disse que sim, eles podiam ir embora e foi conversando até que ele concordou e depois passou a entender o que seria atuar e se soltou. Ele é uma graça. Shirley contou que ela e Rihanna, deixavam Benyo atuar livremente. Anna disse o personagem que foi improviso a maior parte do tempo.

Em casa eu vi a entrevista da Shirley Cruz no Conversa com Bial na GNT e soube mais histórias do filme.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 3 de junho de 2025

Libertárias

Assisti a série Libertárias - Mulheres Inspiradores na História do Brasil (2024) da Kinopus do Curta on no Canal Curta! Me falaram desse projeto e fiquei ansiosa pra ver. Os 8 episódios contam trajetórias de mulheres que foram apagadas da história. 

O primeiro episódio é sobre Dandara, guerreira do Quilombo dos Palmares no século 17. Como essas histórias passavam pela oralidade, há muitas dúvidas. Às vezes uma mulher unificava o que foi feito por um grupo de mulheres. Ela acabava sintetizando o que várias faziam. Esse é cortesia do Curta On. Eu achei um no Canal Curta!, fui colocar pra gravar e vi que era possível clicar em gravar todos os episódios, então aos poucos todos foram aparecendo nas gravações e consegui ver todos, em geral fora de ordem. O formato traz uma atriz interpretando a protagonista como uma peça de teatro e historiadores variados falam sobre a sua vida, pesquisas, dúvidas, já que há poucos registros. Algo bem interessante é que várias não se sabe a aparência. Dandara foi interpretada por Thainara Pereira. Falaram sobre ela Amanda Crispim, Marilea de Almeida, Salomão Jovino e Stella Franco.
O segundo episódio foi sobre Maria Felipa de Oliveira que no século 19 lutou pela Independência do Brasil na Bahia contra os colonizadores portugueses. Ela e outras mulheres passavam informações sobre a chegada de portugueses. Se espalhavam pela ilha de Itaparica e espionavam. Também atacavam. Elas usavam o que tinham como urtiga, incendiavam embarcações. Maria Felipa foi interpretada por Luli.
O terceiro episódio retrata Tia Ciata, Hilária Batista de Almeida interpretada por Edna Aguiar. Baiana, ela vai se estabelecer na Pequena África no Rio de Janeiro na época que a capoeira e outros ritos africanos eram proibidos. Na Pequena África, as tias como se chamavam, acabavam agregando núcleos de difusão cultural afro na comida, música, dança, costumes e religião. Tia Ciata trouxe a influência musical da Bahia, que se fundiu com os ritmos banto dos descendentes do Rio de Janeiro, gerando o samba. Várias mulheres eram chamadas de tia porque abrigavam quem chegava. Tia Ciata foi subindo na religião até chegar a Mãe de Santo. A ela é atribuída a composição de Pelo Telefone. Inicialmente as músicas eram feitas coletivamente, só quando precisaram ser registradas é que surgiram nomes de compositores específicos, não mais o coletivo, mesmo sendo de vários.

O quarto episódio é sobre Filipa de Sousa (1556-1600). Eu só soube que a inquisição veio ao Brasil  no filme As Órfãs da Rainha.  Quando a inquisição estava no Brasil duas mulheres confessaram ter relações com Filipa, que foi chamada para ser interrogada. Ela confessou ter tido relações com 8 mulheres, mas ela foi orientada antes negar que teve penetração porque isso impedia dela ser queimada na fogueira. Segundo a regra da época, sodomia só levava a fogueira se tivesse penetração. Em todos os depoimentos ela sempre diz que sim, teve relações com 8 mulheres, mas sem penetração. Com isso conseguiu fugir da execução na fogueira em Portugal. Após as condenações, eles seguiam do Brasil para Portugal, para serem queimados na fogueira em Portugal. Filipa não foi morta. Ela foi apedrejada no Brasil e teve que ficar em frente a uma igreja de pé confessando os seus pecados. Depois foi degredada para o continente africano e não se soube mais dela. Os historiadores mostram o contrassenso da inquisição, que na tentativa de coibir a sodomia, registrava todos os depoimentos, deixando os relatos para a história. Simone Iliescu que interpretou Filipa.
O quinto episódio foi sobre Clara Camarão, indígena que lutou com os colonizadores contra a invasão dos holandeses. A série mostra que várias mulheres foram guerreiras em conflitos. Ludimila D´Angelis interpreta Clara Camarão.
O sexto traz Maria Quitéria de Jesus que se vestiu de homem para lutar pela Independência do Brasil no Batalhão dos Periquitos na Bahia. Seu pai descobriu e foi buscá-la, mas seus superiores não deixaram ele levá-la. Ela era exímia atiradora e faria falta no batalhão. Desde pequena na fazenda ela caçava. Ela é inclusive promovida. Mas pedem que façam para ela uma saia para colocar em cima da farda. Maria Quitéria foi interpretada por Maria Palma.
O sétimo é sobre a escritora Narcisa Amália. Inclusive a autora finalmente vai estar com uma obra na obrigatoriedade de livros para a Fuvest. Ela trabalhou como jornalista. Julia Ianina fez Narcisa.

O último foi com Esther Góes que interpretou Leolinda Daltro, sufragista, lutou pelo voto feminino. Também foi indigenista. Amei a série, de conhecer um pouco mais da história do Brasil e dessas mulheres libertárias. Belo trabalho!



Beijos,
Pedrita