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domingo, 26 de setembro de 2021

Cine Marrocos

Assisti ao documentário Cine Marrocos (2018) de Ricardo Calil no Festival É Tudo Verdade no Canal Brasil. Eu ansiava por ver esse filme, tinha visto e lido várias matérias e ficado fascinada! É genial! Um dos melhores filmes que vi esse ano!

No poster Valter Machado.


 

O Cine Marrocos foi inaugurado em 1951 como O Melhor e Mais Luxuoso Cinema da América Latina. O documentário traz imagens de um festival em São Paulo que trouxeram muitos atores e diretores de Hollywood como Joan Fontaine e Errol Flynn. O prédio foi tombado em 1992 e ficou fechado por 20 anos. O filme entra no prédio após a ocupação em 2013 com a desocupação em 2016. Como aconteceu em muitos cinemas históricos, em um determinado momento o Cine Marrocos foi dividido em duas salas. Em uma dessas salas a equipe passou para os moradores alguns filmes clássicos como O Crepúsculo dos Deuses de Billy Wilder, A Grande Ilusão de Jean Renoir, Júlio César de Joseph L. Mankiewicz, entre outros. 
Volusia Gama na cena de Crepúsculo dos Deuses.
Depois fizeram oficinas com os moradores, com técnicas de teatro, cinema, até culminar na gravação de algumas cenas dos filmes que eles tinham visto. Absolutamente genial! Muito bem editado, o documentário mostra as oficinas, as cenas, os filmes, as histórias dos moradores, os fatos do jornalismo. Uma obra de arte!
Tatiane Oliveira e Fagner Oliveira em cena de Noites de Circo de Ingmar Bergman
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Agora Brilha o Sol


Assisti Agora Brilha o Sol (1957) de Henry King no Telecine Cult. Eu queria muito ver porque tem a belíssima Ava Gardner no elenco. É baseado no livro de Ernest Hemingway. Estava gostando bastante. O personagem de Tyrone Power parece ter tido uma história com nossa protagonista, mas ele finge não sentir nada por ela. Ela, em contrapartida, tem o comportamento de muitos depois da guerra, viver o dia de hoje como se fosse o último. Também busca um casamento que lhe dê segurança financeira. Enquanto se relaciona com o milionário tem vários envolvimentos com outros homens.

O filme começa a ser realmente um problema pra mim quando o grupo que vive em volta da nossa protagonista vai para a Espanha participar das festas que têm como "divertimento" principal as touradas. São cenas e cenas de touros sofrendo e dos seres humanos achando que isso é diversão. Até entendo que é uma época que não via como violência aos animais, mas hoje em dia ainda acham essa prática ser esporte e no Brasil aumentou consideravelmente os investimentos em rodeios, que apesar de um pouco diferentes, é desumano igualmente com os animais. Aqui no Brasil inclusive, o investimento parte de uma emissora de televisão que ainda divulga exaustivamente o abuso de seres humanos sobre animais só para mostrarem o que eles acham que é virilidade. Desse momento em diante de Agora Brilha o Sol foi um suplício continuar a ver o filme. Tinha o livro do Hemingway em uma lista para ler, vou repensar.
Agora Brilha o Sol é da época que a indústria do tabaco investia consideravelmente no cinema americano e a maioria dos personagens fumam desvairadamente. Como já comentei aqui em outros posts, viam também o consumo excessivo de álcool como falta de força de vontade, de alguém libertino e não como uma doença.
Há muitos outros atores no elenco: Erroll Flynn, Mel Ferrer, Errol Flynn, Eddie Albert, Gregory Ratoff, Robert Evans e Juliette Gréco.
Pedrita