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terça-feira, 21 de abril de 2026

Paradise - 2ª Temporada

Assisti a Segunda Temporada (2026) da série Paradise de Dan Fogelman da Hulu na Disney. Foi essa temporada que fez eu descobrir o plano com mais streamings de ponta. Eu ficava indo no canal 250 pra ver se a Disney entrava em promoção e acabei olhando a Prime e foi lá que vi a promoção com esse incluído. Eu amei essa série e queria muito ver a continuação. São só 8 episódios e muito inteligentes. Exceto o protagonista, os outros vão e vem, não tendo aquele problema daquelas séries enormes, inúmeras temporadas, com o elenco não querendo mais continuar e os fãs enlouquecerem com a saída do personagem. Essa os atores vão se alternando, somem, então fica bem mais realizável. Quem não viu a primeira, vou dar vários spoilers.

A primeira acontece no bunker, com algumas cenas de antes deles irem pra lá. Essa temporada é praticamente do lado de fora, já que o protagonista vai procurar sua esposa. Nessa os dois primeiros episódios são com Shailene Woodley que está maravilhosa! Ela é uma jovem muito solitária, fica órfã, desiste da faculdade de medicina que cursou por um tempo e vai trabalhar na casa do Elvis Presley. Acontece a tragédia no planeta e ela se protege na casa com outra profissional do lugar. Os personagens dessa série são incríveis, muito bem construídos.
Depois de anos de muito frio, catástrofes, as pessoas começam a se movimentar e chegam na mansão o grupo de Thomas Doherty. Ela reage como pode, mas depois eles entram em um certo equilíbrio e ficam um tempo na casa. Eles seguem para o Colorado, querem entrar no bunker. Muito interessante como esse personagem vai ter a história contada depois, e se torna o protagonista dessa temporada e da próxima. Porque até uma parte parece que ela será a protagonista, mas ela é a protagonista só de dois episódios. Eles se envolvem, ele parte e ela se descobre grávida.
Quando ela está grávida que surge o protagonista de Sterling K. Brown. Ele vem de avião para o planeta para procurar a esposa, mas fica muito mal e ela o socorre e eles passam bastante tempo na mansão do Presley. Depois eles seguem para procurar a esposa, ela tem o bebê no caminho.Ele promete entregar ao pai. 

O protagonista localiza o local onde a esposa vivia. O carteiro de Cameron Britton conta que ela é prisioneira de um grupo no trem. Nessa parte fica bem Walking Dead. Um pouco menos irreal, mas lembra. No bunker eu já estranhava, era gente demais para pouca produção de alimentos, plantações, animais. Não dava pra entender como não passavam fome. Fora é pior ainda. E aquele inverno escuro interminável teria morto boa parte das plantações, árvores e animais. Fica esquisito eles sobreviverem. A horta no correio então dá vergonha. Eram 20 pessoas e uma hortinha de quintal que alimentava mal uma pessoa. O protagonista começa a se preparar pra resgatar sua esposa no trem. Há então um episódio contando a história desse carteiro e seu amigo nerd. Eles percebem ou alucinam o fim do mundo e preparam um local que protege de radiação no correio. É incrível como entrelaçam a esposa do protagonista de Enuka Okuma nesse núcleo, muito inteligente. Essa temporada também conta o casal se conheceu no passado e como se apaixonaram. 
A série volta ao bunker que agora está um caos. Revoltosos demais, briga por poder. E risco da energia criada artificialmente não durar muito mais. Nicole Brydom Bloom, a Jane, ganha um episódio que conta como ela se tornou essa mulher tão pavorosa. E nesses episódios entendemos quem é Alex e toda a ligação com o rapaz lá trás. Muito inteligente também. A série termina com todos do lado de fora e o protagonista tem uma missão. A terceira temporada já está prometida.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Jung-E

Assisti Jung-E (2023) de Yeon Sang-ho na Netflix. Não tinha ideia desse filme, gosto muito de ficção científica, resolvi ver. Gostei muito! Tem me agradado bastante as artes falando de IA. Precisamos urgente debater o assunto. Empregadores estão animadíssimos com IA para reduzir custos e desempregar, precisamos pensar muito sobre o tema. Esse filme é muito interessante por essa abordagem. É um pouco longo, arrastado, com lutas demais, mas o tema central aprofunda bem, gostei bastante. E fala muito sobre ética.

Descobrimos que um grupo tenta aperfeiçoar uma profissional de IA para a guerra. São muitas abordagens interessantes. A filha que trabalha com os protótipos baseados no cérebro da mãe. É muito sofrimento ela ver o tempo todo a mãe que é um IA sendo torturada de todas as formas para superar obstáculos.

 
Tudo isso acontece depois que o planeta foi inundado e há pessoas em outros planetas e alguns ainda na terra. Há guerras entre esses mundos, por isso a criação de um exército de IA. Mas são tantas questões. Sempre que a filha se incomoda com os excessos, lembram que a mãe assinou, a mãe "aceitou". É tão complexa essa questão, tantas empresas usam isso pra explorar seus funcionários. E nesse caso é mais abominável ainda. A filha estava muito doente, então a mãe assina pra filha ter o tratamento. Depois quando a filha não gosta dos abusos, falam o mesmo pra ela, que ela assinou. São muitas questões, gostei muito. A mãe é interpretada brilhantemente por Kim Hyun-joo. Está muito bem também Ryu Kyung-soo.

Fiquei arrasada ao final que veio que era em memória da protagonista Kang Soo-youn, que morreu subitamente. Muito triste!
Beijos,
Pedrita

sábado, 24 de janeiro de 2026

A Grande Inundação

Assisti A Grande Inundação (2025) de Byung-woo Kim na Netflix. Tinha tempo que queria ver, adoro ficção científica e os cartazes são incríveis. Imaginei que não seria fácil e que precisava criar coragem. Nossa, que filme! Absurdamente impactada!

Começa com uma criança acordando a mãe dizendo que quer nadar lá fora. A mãe está ainda meio dormindo, reclama com o fofo filho e vai fazer café, até que ela sente água nos pés e vai olhar lá fora. Kim Da-mi arrasa e Kwon Eun-sung é muito foto. Aparece ainda no elenco Park Hae-Soo.

Ela percebe que a piscina que o filho queria nada estava ali ao lado do apartamento. Ela começa a arrumar a mala, mas uma ligação diz pra ela largar tudo e subir. A primeira escada de emergência está parada, inúmeros moradores. Ela vai para a outra e depois de alguns andares está tudo obstruído com móveis, plantas. É uma briga quem mora em apartamento fazer as pessoas entenderem que as áreas comuns precisam ficar livres, não pode nada, planta, cadeira, sapato, que dirá fazer a escada de quartinho da bagunça como está no filme. Que agonia!
Na metade do filme há uma reviravolta inacreditável. É melhor descobrir assistindo. E que impressionante! Que filme inteligente! Várias questões são sutis, tem que se prestar muita a atenção. Há críticas sobre o final, realmente é difícil encontrar uma solução para o filme, mas é o de menos, é tão incrível, fala de tantas questões, é tão profundo, que a solução final nem tem tanto peso, mas eu gostei até do final. Que filme inesquecível!
Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de janeiro de 2026

Pluribus - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Pluribus (2025) de Vince Gilligan na AppleTV+. Essa série vem ganhando muitos elogios e é incrível. Rhea Seehorn arrasa tanto que ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz de Série de Drama. Eu gosto muito do AppleTV+, principalmente das séries. É um acervo pequeno, mas volte e meia estão entre os melhores que vi. Esse canal está incluso no meu BoxTV da ClaroTV que me fez economizar R$ 100,00 e ainda me deu vários streamings badalados juntos, alguns com comerciais que não tem me incomodado.

É bom ir descobrindo aos poucos, eu não li nada antes e fui entendendo assistindo. Carol está em um bar com a companheira. Quando saem, Helen começa a passar mal. Carol vai procurar ajuda no bar e todos estão tendo a mesma crise esquisita. Ela pega Helen e leva para o hospital, e todos lá estão igualmente em crise ou esquisitos. A dor dela é dilacerante. Carol sofre demais com a morte da Helen e seus desdobramentos. Elas tem uma bela e confortável casa em uma espécie de vila que foi construída especificamente para a série.
Carol e nós demoramos pra entender o que acontece. Pelo telefone ela vai recebendo instruções. Descobrimos que só 12 pessoas não estão com o alienígena no corpo. Os alienígenas falam em conjunto pelas pessoas. Parecem sempre felizes, good vibes, até que Carol vai percebendo que não é bem assim. Carol se revolta muito com tudo, quer entender, não se conforma. Eu sou muito parecida com ela e a série mexeu muito comigo.

Carol resolve se reunir com os que permaneceram humanos. Um está no Paraguai incomunicável. Diabaté é o que está mais confortável com a situação e é compreensível. Ele pode viajar para onde quer, ter as mulheres que quiser, carros, jatos, hotéis de luxo, cassinos, restaurantes caros. Pra ele está ótimo como está. Os outros estão mais em negação e ilusão. Alguns parentes continuam com eles, mas não são mais seus parentes, são os alienígenas neles, até mesmo as crianças que não são mais crianças, mas eles preferem viver com seus parentes, mesmo não sendo mais eles do que reagindo ao que aconteceu.
Carol está muito revoltada, é de cortar o coração quando a isolam. Ela fica bem vários dias, até que não aguenta mais a solidão e pede que voltem. Gostei muito como a série fala da solidão. Eu me irrito muito como a Carol e me irrito como as pessoas elogiam e simplificam a solidão sem nunca terem vivido ela de fato. Me emocionei muito com o envolvimento dela com Zozia da maravilhosa Karolina Wydra.

O paraguaio resolve lutar com Carol, no momento em que Carol desistiu de lutar. Ele viaja do Paraguai de carro, a pé, com outros veículos. Carlos-Manuel Vesga está ótimo, como dá raiva dele. Essa temporada termina com Carol voltando a se revoltar e se unindo a ele. A segunda já está confirmada.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O Céu Entre Mundos de Sandra Menezes

Terminei de ler O Céu Entre Mundos (2021) de Sandra Menezes da Malê. Que livro! Gostei tanto que já entrou nos melhores livros do ano. E que capa de Dandarra de Santana, belíssima! É um genial livro de ficção científica. O livro é profundamente cinematográfico, ansiosa por uma adaptação.  Eu comprei na Festa do Livro da USP do ano passado, 2024.

O marcador de livros é magnético com um pedaço da obra de Tomie Ohtake

Obra de Aline Miguel

Uma jovem acorda, lembra que foi sequestrada, entra em uma nave. Aos poucos ela entende que a nave foi salvá-la. Confesso que ficava na dúvida se ela estava sendo confundida que era realmente um salvamento. Ela nos conta que quando o mundo começou a ficar inabitável, vários continentes começaram a estudar outras possibilidades fora do planeta. E foi o continente africano que melhor teve resultado. As pessoas também desenvolveram a telepatia.

Obra de Panmela Castro

A jovem descobre que alguém os está traindo e que por isso ela não pode falar com seus pais. Tudo é muito inteligente. Com a destruição do planeta, as pessoas passaram a ter funções. Amei os memorialistas, aqueles que guardavam as informações para passar para as pessoas. 

Obra Nunca Fingir amor como as frutas com agrotóxicos (2023) de Heloísa Hariadne

Lindo demais o lugar que a levam, as tradições, a natureza, eu parecia ouvir pássaros, sentir cheiro da mata. Fiquei encantada!

Beijos,
Pedrita

domingo, 28 de dezembro de 2025

Sem Limites

Assisti Sem Limites (2011) de Neil Burger na HBOMax. Tem tempo que vejo esse filme, mas achei que já tinha visto. Eu tenho muita dificuldade de saber se já vi quando os títulos são muito parecidos. Vim na busca do blog pelo nome do protagonista, Bradley Cooper, e descobri que não vi. Logo no começo tive certeza que não tinha visto. Que filme! É tão bom que mesmo vendo faz tempo, o 007 lembrou do quanto é bom. O filme é baseado no livro de Alan Glynn que fiquei com vontade de ler, adaptado por Leslie Dixon.

Eu gosto muito do Bradley Cooper. Ele é um escritor, já recebeu o adiantamento para o livro, mas está em bloqueio criativo se afundando em autocomiseração. Ele tem uma namorada de Abbie Cornish, bem sucedida que está meio cansada do desleixo e depressão do companheiro. Ele reencontra o ex-cunhado de Johnny Whitworth que dá a ele uma pílula. O ex-cunhado era traficante de drogas, mas essa que ele entrega para o escritor ainda está em estudo, é ilegal.

Ele fica brilhante, passa a ter uma clareza e percepção incríveis. Segundo o ex-cunhado, o cérebro passa a funcionar na sua potência. O escritor pergunta porque ele não usa pra ele, mas ele diz que a pessoa tem que já ser brilhante, ter muito potencial. A questão é que o ex-cunhado é morto. O escritor consegue as pílulas que ele tinha. Ele consegue escrever bastante do livro e entregar. Estudar idiomas. 

O escritor percebe que precisa ter mais dinheiro. Então ele começa a estudar o mercado financeiro e rapidamente começa a ganhar muito dinheiro em ações. Ele chama atenção de um grande empresário de Robert de Niro que faz uma participação. O filme é mesmo o Bradley. O escritor começa a ser perseguido, é muito interessante as descobertas que ele e nós temos. Roteiro muito inteligente.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Silo - 2ª Temporada

Assisti a Segunda Temporada de Silo de Graham Yost na AppleTV+. A primeira parou em um momento muito impactante, Juliette, da incrível Rebecca Fegurson, saiu do Silo, está com roupa de astronauta e segue para a montanha. Quando desce da montanha, os integrantes do Silo não a veem mais. Ela encontra ossos pelo caminho e vê inúmeros Silos. O mais próximo tem porta está aberta, ela passa pela primeira, tem muita dificuldade de abrir a próxima e entra.

Tudo está escuro, só há luz em um lugar inacessível, com a passagem destruída. Muito interessante ela planejando a ponte. Juliette sempre foi muito habilidosa. 

A série passa a alternar os episódios no Silo fantasma e no Silo anterior que está em rebelião. O prefeito começa a gerar discórdia para que eles se destruam. Dois personagens da mecânica se destacam de Remmier Milner e Shane McRae. Nem todos os episódios me agradam, essa série é um pouco irregular. As cenas de luta me cansam. Mas é uma ótima série apesar disso.

Há dois momentos muito tristes. Da morte da juíza da maravilhosa Tanya Moddie e do médico de Ian Glen. Tim Robbins continua mais mal que nunca. Muito interessante a curva do personagem do Commom. As mulheres são as grandes determinantes dessa temporada, elas que vão mudando o pré-estabelecido. A esposa do personagem do Common e do xerife modificam muito o que estava designado, a coragem delas me surpreendeu. Elas são Alexandria Riley e Caitlin Zoz.

Steve Zahan é o sombra no Silo 2. Juliete tem muita dificuldade de se comunicar com ele que tem alguns problemas emocionais ou mentais. Mas ela entende que precisa voltar ao Silo e isso logo percebemos que deve acontecer porque ela acha que eles vão se rebelar e querer sair como nesse Silo que estava e vão morrer. E que ela tem que impedir. A série tem alguns furos, como ela nunca ter ouvido o choro do bebê. Os alimentos infinitos do cofre. Mas passam meio despercebidos a quem não está muito atento. De novo acaba em um momento crucial e não está disponível ainda a terceira temporada. Nem tem ainda no IMDB. Só sinalizam que terá uma terceira e uma quarta temporada, ansiosa.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Silo - 1ª Temporada

Assisti a Primeira Temporada (2023) de Silo de Graham Yost na AppleTV+. Essa série vem sendo muito elogiada, já tem disponível a segunda temporada que logo vou começar. Está confirmada até a 4ª temporada É inspirada na trilogia de Hugh Howel que fiquei curiosa. Eu amei esse pôster. Os cenários são incríveis!

Com características próprias, Silo é bastante parecida com Paradise, então volte e meia vou comparar as duas séries. Eu gostei das duas, mas amei Paradise. Silo às vezes não gostava. O mundo ficou inabitável. Em Paradise milionários e seus serviçais vão pra baixo da terra, em uma cidade idílica e luxuosa. Em Silo, os habitantes vão viver em um Silo infinito de escadas. Quem vivia na mecânica, na base, às vezes nunca conhecia quem vivia na parte superior. Há andares de plantações, residências, tudo é de metal. Os cômodos como casas são confortáveis embora escuros, com sala e cozinha, quarto e banheiro. Diferente de Paradise, já são mais de 100 anos vivendo dessa forma. 

Os dois primeiros episódios falam de personagens que querem sair. Há todo um ritual macabro, vestimentas e aparentemente todos morrem assim que saem, é praticamente um suicídio assistido, um pavor. O xerife sai no segundo episódio e designa a engenheira que trabalha na mecânica para ficar no lugar dele. Ela raramente subiu as escadas e é uma incrível mecânica. Ela, Juliette, é a incrível Rebecca Fegurson. David Oyelowo só participou desses dois episódios.

O terceiro episódio é muito, mas muito chato. Juliette diz só aceitar ser xerife depois que autorizem ela parar um gerador para conserto. Todo o sistema vive do ar de geradores, seja pra ar, luz, energia. O episódio inteiro é a equipe consertando naquele formato de chato americano. Até o último segundo nada dá certo, Juliette quase morre afogada e queimada na água quente, pra tudo dar certo no último segundo. É uma chatice sem fim, demorei muito tempo pra ver esse episódio e quase desisti.
A prefeita de Geraldine James que convida Juliette pra ser xerife porque aceita o pedido do xerife anterior. Ela se encanta com a força da mecânica e com o entendimento do todo do Silo. Logo que Juliette assume, várias mortes acontecem, inclusive da prefeita. e do amor de Juliette de Ferdinand Kingsley. Ela resolve então aceitar ser xerife pra investigar.
Forma-se então o núcleo dessa temporada. O vilão é Common. Me incomodou o modelo mocinha e vilão de produções americanas. E a apatia da sociedade. Morrem seus líderes, ok, eles não sabem que foram assassinados, mas amavam a prefeita. O xerife e a esposa morrem lá fora, mas os integrantes do Silo costumam aparecer só como figuração, sem nomes, histórias. A sociedade não questiona, não se indignam é apática. Fica tudo concentrado na mocinha fugindo do vilão. 

As abordagens são ótimas, os assuntos levantados muito bons, mas essa apatia da população me incomodou bastante. Tim Robbins aceita a prefeitura, diz o tempo todo que não queria, que assim que escolherem outro ele sai de bom grado. Como entra um baita suspense de quem matou, não sabemos em quem confiar. Como Paradise, os líderes do Silo resolveram matar quem descobre segredos. Passam a tentar matar a xerife. 
Iain Glen faz o médico e pai da xerife. Eles estavam 10 anos sem se ver porque ele mora lá em cima e cuida do hospital. O Silo tem uma obsessão com relíquias, ninguém pode ter relíquias. Óbvio que na mecânica há muitas relíquias malocadas. 

Juliette mesmo é fã delas e sua mãe adotiva, Martha, também pela ótima Harriet Walters. São ótimos os personagens dos atores mais velhos. Martha nunca mais saiu de seu apartamento. Ela tem rádio, é ótima em equipamentos como Juliette e tem uma consciência de todo o Silo impressionante, mesmo nunca tendo saído de casa. Confesso que achei fraco o que tinha no drive que a Juliette consegue e passa a ser perseguida por isso. Era uma imagem do lado de fora lindo, árvore, pássaros, mas era só dizer que era de antes de tudo ser destruído, não tinha porque tanto stress atrás do troço. 
Mesmo que fraco o segredo, é interessante a abordagem do controle do pensamento das pessoas. Tudo é feito para não se questionar, para enaltecer o lugar. No momento da série, ninguém mais viveu lá fora e não sabe como era, então tentam o total apagamento do que foi para controlar as pessoas e as mentes. Pena que só Juliette se rebele.

Beijos,
Pedrita