Mostrando postagens com marcador Nelson Rodrigues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nelson Rodrigues. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Balaio GloboNews

Assisti Balaio na GloboNews. É um programa de cultura apresentado pela incrível Elisabete Pacheco que entra no jornal do domingo . Um frescor de cultura aos domingos! Eu confesso que esse horário não costumo estar na GloboNews, achei que dava pra ver pela Globoplay, mas meu plano não inclui esse canal. Descobri que posso ver voltando no controle remoto na semana e é como tenho conseguido assistir. E descobri agora que dá pra ver pelo G1. Atualmente os especiais são sobre Carnaval. Adorei o com a Fafá de Belém. O Império de Casa Verde homenageou a cultura do Pará, o carimbó.

Lindo também o de Pernambuco. Com imagens da cidade que quero muito conhecer, do frevo. Com a homenageada, a cantora, compositora e multi-artista Lia de Itamaracá que comemora 80 anos. O programa é muito caprichado, bem editado. Fico sempre ansiosa pro próximo.
Queria muito ver o sobre Nelson Rodrigues com duas atrizes que sou fã. Camila Morgado está com uma peça com texto do autor. E Lucélia Santos é uma das maiores intérpretes de Nelson Rodrigues no cinema. Não sabia que o próprio Nelson tinha acompanhado algumas gravações e dirigido ela. Lucélia contou o que ele falava, absolutamente genial.

Teve um balaio com cartunistas. Falaram de Cheiro do Ralo que amo. Lourenço Mutarelli era um dos entrevistados. Mostraram a cena dele no filme com Martha Meola, já que ele interpreta um personagem. Participaram também Fábio Moon e Gabriel Bá.

O programa estreou falando de cinema com dois artistas que amo, atriz Júlia Lemmertz e o cineasta Karim Aïnouz. O programa lembrou que eles nunca trabalharam juntos e eu achando que isso já tinha acontecido. Dois gênios, precisam estar juntos em algum trabalho realmente. O tema foi a Arte do Feminino. Fiquei com muita vontade de ver os dois filmes recentes que eles trabalham.

Eu sempre fico emocionada com novos programas culturais na televisão cada vez mais escassos. Esse merecia ir pro Fantástico. Ou um especial no GNT. Encantada com o Balaio de diversidades de temas, entrevistados, lugares. 
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Álbum de Família

Assisti Álbum de Família (2021) de Daniel Belmonte no Canal Brasil. Eu tinha assistido uma entrevista com o Otavio Müller e eles falava desse projeto, fiquei ansiosa pra ver. Como comentei, o Canal Brasil tem programado esses filmes recentes que tanto quero ver. E que genial esse!


 

Na pandemia, Daniel Belmonte teve a ideia de fazer uma peça virtual que virou esse filme. Convidou uns amigos e o Otávio Müller e os amigos foram convidando alguns outros. É muito divertido! Eles vão conversando e decidindo o que irão fazer. Daniel sugere Álbum de Família do Nelson Rodrigues. Os debates sobre esse texto são ótimos. Tudo é inteligente, crítico, ácido e engraçado!
Essa peça foi censurada. Um dos motivos foi ironizar a família de bem, já que nessa família é tudo menos de bem. A escolha dos personagens, é genial. Eduardo Speroni e Kelson Succi dividem um personagem. Chris Larin faz a mãe, Otávio o pai. Os outros filhos são interpretados por George Sauma e Dhara Lopes. A edição é ótima e inteligente, com várias montagens, ágeis, textos e junções dos personagens, já que cada um gravou de sua casa na época do isolamento. Dá pra ter uma ideia de como produções acontecem, dos preparativos, ensaios, cenários, como tudo tem que ser elaborado, é uma aula de produção cultural, teatro e cinema. Eu adorei a escolha pelo caótico, rápido, é uma delícia e divertidíssimo!

Otávio está com a família em uma casa de praia. No filme ele conta que acha que ensaiar sem se encontrar é chato, mas ele está entediado, então resolve aceitar. São os familiares que ajudam cada personagem a gravar as cenas. A Chris convenceu a Renata Sorrah a fazer a tia da trama. É muito hilário. Renata também está em uma casa de campo e a conexão é péssima, depois de muito tempo ela consegue gravar um vídeo, mas teriam outras cenas e ela não consegue conversar em vídeo, então o diretor resolve cortar a tia da história. Vira uma crise no grupo. É hilário como esse fato desencadeia muitas divergências. Otávio irado liga pra Lázaro Ramos pra falar da peça. Tonico Pereira grava em sua casa uma cena com sua filha. Aparecem ainda Valentina Herszage e Ravel Andrade.
Tudo é criativo, inteligente.

Beijos,
Pedrita

domingo, 18 de agosto de 2019

O Beijo no Asfalto

Assisti O Beijo no Asfalto (2018) no Canal Brasil. Esse texto de Nelson Rodrigues é muito atual e contundente, na verdade todos os seus textos são. Murilo Benício resolveu fazer um filme com ele que mistura teatro, leitura de peça e cinema. Que filme fantástico! Eu não li o texto, mas vi uma peça de teatro.

Murilo Benício escolheu um tom muito sombrio para o filme. O texto já é muito forte e ele carregou na angústia. Um homem é atropelado e pede a outro que vai acolhê-lo um beijo. Esse beijo vira um inferno na vida desse homem que vai a delegacia contar o ocorrido. Ele começa a ser tratado como criminoso, não como testemunha. A mídia violenta participa do depoimento que vira um interrogatório. O próprio jornalista interroga acusando também.
A esposa passa também a ser massacrada, como nunca tinha percebido que o marido era pederasta. Pra vender jornal a polícia e o jornalista manipulam como podem os interrogados e criam inúmeras matérias falsas, acusam inclusive o homem de criminoso, que teria empurrado a vítima. A atualidade da trama é muito desconfortante. Lázaro Ramos é o homem do beijo, sua esposa, Débora Falabella. O policial, Augusto Madeira, o jornalista Otávio Muller, o pai da esposa por Stênio Garcia, a irmã por Luiza Tiso e a viúva por Raquel Fabri

Na mesa de leitura da peça estão Fernanda Montenegro e como diretor Amir Haddad.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Vida Como Ela É...

Assisti em DVD A Vida Como Ela É (1996) baseado nos contos de Nelson Rodrigues, dirigida por Daniel Filho. São 40 episódios com os contos que eram escritos diariamente para um jornal em 1950. Nos extras entrevistas sobre a confecção da série onde o Daniel Filho disse que escolheu fazer com um grupo pequeno de atores, como uma companhia de teatro. Eles fariam vários personagens e teriam atores convidados. A narração é do José Wilker.

Os atores são excelentes: Malu Mader, Claudia Abreu, Isabela Garcia, Giulia Gam, Maitê Proença e Débora Bloch, Cássio Gabus Mendes, Leon Góes, Antonio Calloni, Marcos Palmeira, José Mayer, Tony Ramos e Guilherme Fontes. Os atores convidados são: Tarcísio Meira, Georgina Góes, Nívea Maria, Laura Cardoso, Mauro Mendonça, Gabriela Duarte, Jece Valadão, Nelson Xavier, Caio Junqueira, Maria Mariana, Yoná Magalhães, Tonico Pereira, Mônica Torres e Eduardo Moscovis.

Eu adoro os textos do Nelson Rodrigues. Acho incrível que alguém que é na vida pessoal tão preconceituoso, conseguisse ver com um olhar tão clínico a classe média, suas neuroses e taras. Eu tinha visto alguns episódios na época e amado, e foi incrível rever e me surpreender novamente com o desfecho. São tramas curtas, mas tão bem elaboradas. Daniel Filho disse que escolheram pela primeira vez utilizar a película de cinema e a direção de fotografia queria remeter a série na iluminação dos filmes noir. Então as cenas eram gravadas por ambientes. Se iam usar uma praça, faziam tudo o que era pra ser na praça, então os atores precisavam fazer vários personagens de vários contos naquele período. A máquina de escrever que aparece no início dando o nome ao conto era a do próprio Nelson Rodrigues. No final do segundo DVD há uma entrevista com o Nelson Rodrigues.
Tudo é impecável, figurinos, cabelos, cenários. É inspirado na década de 50, mas não é rígido. Estão lá as invejosas, que fazem de tudo para envenenar quem está feliz, as traidoras, os vingativos. Os suicídios são outras pérolas. A pessoa quer causar, vingar e se mata, como se ela pudesse desfrutar depois as consequências dos seus atos. São as relações nos limites.
Beijos,
Pedrita

domingo, 23 de dezembro de 2012

Perdoa-me por me traíres

Assisti Perdoa-me por me traíres (1980) de Braz Chediak no Canal Brasil. Foi na Sessão Interativa, nem tinha visto a chamada durante a semana. O canal escolhe um tema, três filmes, o público vota durante a semana e na sexta-feira eles exibem o vencedor. Agora a Sessão Interativa não é mais às 22h, é às 00h. Eram três filmes de Nelson Rodrigues e quando vi que o vencedor era esse e esse eu não tinha visto, fui assistir. É muito bom!

Adoro o texto do Nelson Rodrigues. Na produção estão os dois filhos de Nelson Rodrigues, Joffre Rodrigues e Nelson Rodrigues Filho. Como sempre as tramas são toda intrincadas. A música é do Chico Buarque, interpretada pela Gal Costa que eu tenho o LP aqui. A trilha sonora é assinada pelo Radamés Gnatalli e Roberto Gnatalli. Começa com a personagem da Lídia Brondi, interpretando uma menina de 16 anos. O elenco é incrível: Zaíra Zambeli, Ângela Leal e Henriette Morineau e Anselmo Vasconcelos em uma pequena participação.

Essa menina perdeu os pais, ela vive com o tio interpretado pelo Rubens Correia. Ele resolve contar a verdadeira história dos pais para a menina. Surge então o belíssimo casal Vera Fischer e Nuno Leal Maia, mais lindos que nunca, vivendo um amor possessivo.
Beijos,
Pedrita

domingo, 1 de março de 2009

A Falecida

Assisti A Falecida (1965) de Leon Hirszman no Canal Brasil. Há anos que queria ver esse filme, passa muito raramente no Canal Brasil, mas passa. Eu adoro os textos do Nelson Rodrigues e já tinha visto uma cena maravilhosa interpretada pela Fernanda Montenegro na chuva. Começa com a personagem da Fernanda Montenegro em uma cartomante. Ela não tem uma boa situação financeira, atravessa a cidade pra se consultar e a cartomante diz que ela tem que tomar cuidado com uma mulher loira que é muito perigosa. Ela diz ao marido desempregado que foi excelente a visita a cartomante. E começa a procurar uma mulher loira pra se preocupar. Depois ela quer ter uma doença fatal, quer morrer, e encomenda seu próprio enterro rico para ostentar na cara da mulher loira que virou seu alvo. É o primeiro filme que a Fernanda Montenegro atua.

O elenco é ótimo. Só grandes atores: Nelson Xavier, Ivan Cândido, Paulo Gracindo, José Wilker, Hugo Carvana, Vanda Lacerda, Joffre Rodrigues e Zé Keti. A trilha sonora é do Radamés Gnatalli.


Música do post: Radamés Gnatalli - Vaidosa



Beijos,

Pedrita

sábado, 14 de junho de 2008

Vestido de Noiva

Terminei de ler a peça de teatro Vestido de Noiva (1943) de Nelson Rodrigues da Coleção Folha. Vocês se lembram que comentei que queria ler a peça depois que assisti ao filme dirigido pelo filho do Nelson, o Joffre Rodrigues. E não é que o livro estava na Coleção Folha? Eu comprei toda a coleção e ela chega em lotes pra mim. Vestido de Noiva veio no segundo lote e é o 14º livro. Fiquei irradiante. Quem estiver em São Paulo talvez consiga achar em algumas bancas que guardam alguns volumes para venda. Eu tinha lido que em um momento da realização do filme, Joffre Rodrigues achou que estava muito teatro e quebrou a cabeça para definir as escolhas de edição que transformassem realmente a obra em um filme. Eu amei o filme e tinha muita curiosidade de saber quais foram essas escolhas.

Obra Cinco Mulheres em Guaratinguetá (1930) de Di Cavalcanti

No texto da peça começa o som do atropelamento e os delírios de Ataíde. No filme, Joffre Rodrigues começou pela chegada da família na casa que tinha sido muitos anos antes de Madame Clessi e de Ataíde descobrindo o diário da cortesã.
Eu me surpreendi ouvindo em minha mente a voz de Simone Spoladore na personagem Ataíde quando lia a peça. A da Marília Pêra como Clessi também.

Nelson Rodrigues era realmente um mestre com as palavras, em frases curtas dizia preciosidades que jamais esquecemos. Novamente me surpreendeu os delírios, sonhos ou realidade de nossa protagonista. Não sabemos se tudo o que ela vive com a Clessi é perturbação mental realmente e temos dificuldade de compreender o que aconteceu e o que acontece. Sempre toda a complexidade da obra de Nelson Rodrigues, da falsa aparência das famílias de classe média, da sordizes das relações. Majestoso! Obra de arte!

Obra Vaso de Flores de Anita Malfatti

Trechos da peça Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues:

“Buzina de automóvel. Rumor de derrapagem violenta. Som de vidraças partidas. Silêncio. Assistência. Silêncio.”

“- Sou louca? (com doçura) Que felicidade!”

“Um morto é bom, porque a gente deixa num
lugar e quanto volta ele está na mesma posição.”

Alaíde pede muito que tenha uma Ave Maria em seu casamento, que pode ser a de Gounod, é a que escolhi para ilustrar o post.


Música do post: Avemaria (Gounod)




e Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Vestido de Noiva

Assisti Vestido de Noiva (2006) de Joffre Rodrigues no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, acompanhei tudo o que saía sobre o filme. Joffre Rodrigues é filho do Nelson Rodrigues. Não tinha visto aquela peça famosa encenada dessa obra que dizem ser maravilhosa! O filme demorou para entrar em cartaz e quando entrou ficou em pouquíssimas salas em pouquíssimo tempo. Não imaginam a minha frustração por não conseguir ver. Realizei meu sonho, e que sonho, na estréia no Canal Brasil. Que filme maravilhoso! Que texto surpreendente! Eu amo os textos do Nelson Rodrigues, acho esse escritor brilhante e Vestido de Noiva é incrível!

O elenco também está entre meus atores preferidos: Simone Spoladore, Letícia Sabatella e Marília Pêra. Alguns outros do elenco são: Bete Mendes, Marcos Winter, Tonico Pereira, André Valli, Sandra Barsotti e Luiz Furlaneto. O roteiro é uma viagem. Não li esse texto do Nelson Rodrigues e tenho curiosidade de descobrir como o diretor decidiu narrar a história, já que no cinema a perspectiva é diferente de um teatro. Nossa protagonista interpretada pela Simone Spoladore lê o diário de uma antiga cortesã, Madame Clessi. Enquanto os médicos tentam salvá-la no hospital, seu espírito ou pensamento vagueia. Pode ser que seja seu espírito, pode ser que seja a sua mente. Nesse passeio ela se encontra com Madame Clessi e tenta lembrar sua história. Assim que devagar tentamos conhecer sua história, que igualmente não temos certeza do que é imaginação, alucinação ou que realmente aconteceu. A Simone Spoladore simplesmente arrasa!

A edição de Eric Marin é impecável! Adorei os figurinos de Rita Murtinho . A direção de arte é de Alexandre Meyer. A belíssima fotografia de Nonato Estrela. Amei Vestido de Noiva! Belíssimo e muito bem realizado!
Na trilha sonora estão composições de Chiquinha Gonzaga e um trecho da La Traviata de Verdi.
Música do post: Plangente - Chiquinha Gonzaga




Youtube: Trailer do filme Vestido de Noiva.



Beijos, Pedrita